Agents of S.H.I.E.L.D. apresenta seu episódio mais sombrio com All Roads Lead to…

Desde o evento de Capitão América – Soldado Invernal, a série dos agentes da S.H.I.E.L.D. tem ficado cada vez mais sombria e escura. O que começou com a traição do Ward, apresentada com a morte da Victoria Hand, lentamente progrediu para um período de amadurecimento causado pela situação nebulosa que a agência se encontrava. Inexistente no universo de filmes do MCU, a produção de MAoS precisou encontrar maneiras de esconder seus personagens do restante do mundo enquanto trabalhava histórias cada vez mais pessoais. Diversos calos e traições depois, com direito a um novo horário de exibição, um que em teoria permitiria a série um tom bem mais adulto, mas que não foi totalmente explorado com Ghost Rider, parece que a série finalmente decidiu abraçar seu lado menos caloroso. E o resultado me fez correr para assistir um capítulo da primeira temporada, apenas para relembrar que essas pessoas um dia foram felizes.

All Roads Lead To… é um dos episódios da série com menos comicidade e com mais momentos chocantes, com um toque especial de violência e poças de sangue. Enquanto nossos agentes FitzSimmons e Yo-Yo estão isolados na base onde estava escondida a câmara de infusão do Steve Rogers, reféns de Ruby e Werner Von Strucker, Daysi e May saem em busca da base da general Hale. Em ambas as divisões de núcleo temos perigo eminente e antecipação, mas não seria S.H.I.E.L.D. se outro problema não estivesse correndo pelos corredores, neste caso literalmente, com Talbot controlado pela técnica de lavagem cerebral de Daniel Whitehall e perambulando pelo Farol, oferecendo risco para todos os personagens, incluindo certa profeta mirim.

Concluindo sua trajetória como vilã e possível Destruidora de Mundos, Ruby terminou exatamente como havia começado, como uma adolescente despreparada e calejada pelas expectativas de sua mãe. A decisão de continuar com o processo de absorção do gravitonium, mesmo após o efeito do material em Carl, foi a maior estupidez cometida por uma menina que acreditou ser forte o suficiente para lutar contra qualquer reação colateral. Guiada pelo ego de Werner, o caminho traçado por ambos foi o de eventual queda. Não existia nenhuma outra saída para ambos e a partir do momento que Ruby entrou dentro da câmara, seu destino foi selado. O que não significa que o resultado tenha sido agradável, porque não foi.

E se alguns estavam esperando uma contagem alta de corpos na possível última temporada da série, aparentemente já começamos a amontoar fatalidades, com duas cenas incrivelmente chocantes. A primeira veio com a morte de Werner, pelas mãos da Ruby após a infusão de apenas 8% do gravitonium. Dificilmente Ruby se tornaria a destruidora de mundos com um percentual tão baixo de poder e o mais seguro é que Daisy ainda tenha um papel importante para desempenhar no possível fim do mundo, mas ver o crânio de Werner ser esmagado enquanto sangue escorria e Ruby se desesperava conseguiu apresentar o choque necessário para elevar a tensão daquele grupo em perigo.

Agents of S.H.I.E.L.D. 5×18: All Roads Lead…

E quando eu falo que Agents of S.H.I.E.L.D. se tornou uma série sombria, é porque ela me deu vários motivos para classifica-la como tal. A proposta inicial de oferecer algo mais maduro havia surgido com a mudança do horário de exibição, uma hora mais tarde do que o utilizado para as temporadas 1 até a 3. Mas com exceção de uma cena um pouco mais apimentada, o arco do Motorista Fantasma não conseguiu fazer metade do que a atual quinta temporada construiu até agora. Do primeiro episódio até este o planeta já explodiu, mostrando um futuro em que os seres humanos foram colocados a margem da sociedade e inumanos explorados como escravos, Werner teve seu crânio esmagado e Ruby o pescoço cortado por uma de nossas heroínas, heroína essa que teve ambos os braços decepados, fora o Talbot que foi controlado e quase matou a mãe da Robin e Coulson que está cada vez mais próximo da morte. Esqueci de alguma coisa? Possivelmente.

Um vilão morrendo não seria nenhuma novidade ou motivo para choque, mas a morte de Ruby pelas mãos de Yo-Yo foi um twist que eu não imaginava, especialmente porque naquele momento a garota estava totalmente desarmada, sofrendo e com outras duas personagens tentando acalmá-la. Yo-Yo acreditou que aquele movimento seria capaz de salvar o mundo, mas até então a personagem estava bem confiante que o mundo seguiria seu caminho até a destruição, independente da atitude tomada. Logo a ação de cortar o pescoço da Ruby com a arma que foi usada para a vilã cortar seus braços passou uma imagem bem melhor desenhada do verdadeiro motivo por trás da morte. Vingança!

Mas até mesmo um episódio tão sombrio quanto All Roads Lead... também tem um ou outro escape emocional. Deke e sua paixão por Daisy, o diálogo entre ele, Mack e Coulson, foram cenas construídas unicamente para tirar um pouco do peso da trama e oferecer certo conforto. É um humor já característico da série e que neste momento veio de maneira adequada. Claro, revelou algumas inconsistências como Coulson não assumindo a liderança, apesar da Daisy ter comunicado que o poder não a interessava, mas não incomodou. E por falar em Daisy na liderança, aparentemente ela e May estão dividindo o fardo enquanto não decidem o que fazer com o tempo que tem em mãos. É sempre ótimo ver ambas as agentes lutando lado a lado e após tanto tempo com May se recuperando do ferimento na perna, foi ótimo ter as duas se divertindo enquanto chutavam bundas.

> Live de Westworld com Carol Moreira, Mikannn e Michel Arouca!

Agents of S.H.I.E.L.D. infelizmente marcou sua pior audiência com seu capítulo mais sombrio, o que não aponta bons sinais para o futuro da série. Já o futuro do planeta parece estar em maior risco, afinal certo titã azul (roxo?) está chegando para conquistar o planeta dos Vingadores. Com mais três episódios até a conclusão ainda acredito que Daisy terá uma importante função no possível fim do mundo, mas para isso ainda teremos que esperar mais um pouco. A única coisa que peço é que o próximo episódio traga um pouco mais de leveza, meus heróis estão precisando de umas férias e esse tom empegado talvez represente as do tipo permanente.

REVISÃO GERAL
Nota:
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