The Key veio numa crescente, começou morno, sem empolgação, e foi evoluindo ao longo de seus 44 minutos, até ficar literalmente em chamas. É satisfatório quando começamos assistir algo sem nenhum tipo de expectativa e acabamos por nos surpreender, e foi exatamente o que esse episódio fez. Não foi o melhor da série, mas merece créditos por ter entregado um bom resultado.
O episódio trouxe um pouco mais dos esquemas de Simon para tomar a frente dos planos contra Hilltop. O personagem se aproveita do sumiço de Negan e começa a mudar a dinâmica do atual plano, o que pode vir a ser um excelente arco a ser explorado, caso o líder do grupo fique realmente afastado por um tempo. Simon tem tudo para ser mais do que um simples capanga nos Salvadores, já vimos exemplos disso na maneira que ele lidou com o grupo do lixão, e em The Key isso fica mais evidente nos diálogos com Dwight. Toda a conversa sobre aproveitar a oportunidade, levar a guerra a um rumo diferente, atitudes mais pesadas e definitivas, são argumentos usados para aliciar Dwight a se juntar a Simon e darem um fim definitivo a comunidade de Hilltop. É uma conversa interessante de assistir, e aqui existe a possibilidade de Dwight se aproveitar da situação conseguindo uma reviravolta, seja realmente se juntar a Simon ou continuar infiltrado e aproveitar a chance de derrubar o grupo de dentro para fora.
Negan vs Rick foi o ponto alto do episódio, em um embate bastante diferente do que estamos acostumados a assistir. Rick estava determinado a dar um fim em Negan, e foi difícil não torcer a cada momento que o ex-xerife chegava perto de acabar com o líder dos Salvadores. A sequência de perseguição pelos corredores escuros do prédio e a iluminação pouca com o isqueiro de Rick, gerou um clima de tensão que foi aumentado com a atuação de Jeffrey Dean Morgan mostrando Negan amedrontado e preocupado com a sua vida, passando a exata sensação de que tudo poderia acabar ali. Não apenas preocupado com o próprio destino, Negan demonstrou mais uma vez seu apego por Lucille, deixando a racionalidade de lado e indo ao resgate de sua amada. Foi lindo ver o personagem de Andrew Lincoln com o taco em chamas e todo o desenrolar da cena com os zumbis. Certeza que essa foi uma das melhores sequências da temporada, e da série, me arrisco a dizer. A surpresa final com Jadis em posse de Negan foi de tirar um sorriso do rosto, e agora é só esperar as consequências desse “resgate”.

Já em Hilltop, além do surgimento de uma nova comunidade, o que mais surpreendeu foi Michonne espalhando a “palavra de Carl”. Não que tenha sido uma surpresa, já tínhamos visto que a personagem foi a que mais entendeu as palavras finais do filho de Rick, mas é bom saber que Michonne está repassando esse conhecimento. A surpresa mesmo ficou com a nova comunidade, que apareceu já com o discurso de que Hilltop é um grupo bom, apesar dos péssimos modos, o que lembra bastante a forma como Aaron abordou o grupo de Rick no passado. A misteriosa senhora se apresentou como Georgie, e se assemelha bastante com uma nova personagem das hqs, que também traz uma nova comunidade e esperança de um futuro melhor. O objetivo foi a troca de informações de sobrevivência por alimentos e música, mas algo muito maior pode estar por trás disso, já que Georgie afirmou que voltaria para mais. Apesar de ser uma novidade para movimentar o arco de Maggie e companhia, o desenvolvimento disso deve ficar para a próxima temporada, em uma escala muito maior.















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