Depois de uma primeira temporada elogiadíssima, The Good Fight está de volta com a missão mais difícil que toda série que estreia bem enfrenta: conseguir se sustentar no seu segundo ano e não se perder nele. A julgar por este primeiro episódio, acho que podemos ficar tranquilos. Diane e companhia bela voltaram em ótima forma.
Ao que tudo indica, esta segunda temporada vai ser guiada por um tema bastante macabro. A morte parece ser a linha condutora dos acontecimentos este ano e ela já começou com tudo. Não gostei de perdermos Carl Reddick tão cedo, considerando que tivemos tão pouco de um dos sócios da firma na primeira temporada, mas sua partida tem um propósito bem maior. A chegada de Elizabeth Lawrence (Audra McDonald) vai servir para movimentar a firma, que deve passar por uma reestruturação, já que Barbara está de partida.
Ao mesmo tempo que aplaudo a tentativa de manter a série dinâmica, não sei se tirar dois sócios de uma vez tão rápido fosse realmente necessário. Provavelmente os roteiristas não sabiam o que fazer com Bárbara e resolveram tirá-la de cena, o que acaba sendo melhor pra série. A chegada de Liz também deve movimentar bem tudo e, a julgar pela primeira impressão, a personagem é maravilhosa.
Diane pode negar o quanto quiser, mas ela adora toda essa movimentação e discussão sobre os rumos do escritório. Fica muito claro que ela gosta dos acordos, das negociações e isso fica claro quando ela resolve ficar onde está e não mudar de emprego. O que me preocupa um pouco é este plot de tomar cogumelos. Espero do fundo do coração que não tenhamos que encarar Diane em sua versão Mel de O Clone, enfrentando vício e com isso afetando seu trabalho. Por favor, não.
Já o nosso reality show favorito, “O que diabos está acontecendo com os Rindell?”, continua. Maia continua muito ferrada depois que o pai fugiu e deixou ela encrencada com a justiça. Com seu julgamento chegando, é bom ver que ela não anda mais tão banana assim, gravando tudo que a agente do FBI Sue Sylvester Madeline lhe diz. Quando você pensa que a história dessa família não pode mais ficar complicada, eis que aparece a treinadora de tênis que recebe dinheiro sujo em Dubai e que despertou afliceta na jovem Maia. As perguntas que nos fazemos agora são: a professora pegava o pai e a filha? A professora ainda pega o pai? Onde está Carmen Sandiego Henry Rindell?
Espero que esse plot, que foi a linha central da primeira temporada, acabe logo para que Maia possa atuar como advogada e pare de ser cliente. Obviamente precisamos fechar esse ciclo da série, mas quero mesmo que isso aconteça ainda na primeira metade da temporada, para que Maia deixe de ser a personagem de uma história só.
Lucca, por sua vez, não teve história própria e foi só advogada de Maia. Mais um desejo é que Lucca consiga sua história própria e que ela não seja dependente da sua relação com Colin. É uma personagem ótima que merece sua chance de brilhar e isso não vem acontecendo muito na série.
Além de se organizar, esta estreia de The Good Fight serviu para mostrar que a série vai continuar mais assertiva do que nunca contra Trump. Das críticas na recapitulação da primeira temporada, ao tweet que levou Liz a deixar o emprego e chegando na piada com as gravações falsas usando a voz do presidente e do vice Mike Pence, os King deixaram bem claro que não querem fazer amigos na Casa Branca. Mas o que eles fizeram de mais grave mesmo foi colocar Obama como alguém de valor inigualável como cliente, isso ofende mais Trump que qualquer piada.
Com um episódio bem construído e mostrando que pode mudar mesmo quando não precisa, The Good Fight voltou bem, mas com desafios bem grandes pela frente. O resultado final de tudo isso vai depender de quais escolhas a série vai fazer para resolver os plots que criou. A julgar pelo que tivemos até aqui, acho que vai ficar tudo bem.
Alegações Finais:
- Howard Lyman como juiz: eu quero dar um abraço em quem teve essa ideia genial. Todas as cenas dentro daquele tribunal foram deliciosas.
- Colin altamente avulso nessa volta. Tá bem sem função quando não está com a Lucca.
- Você quer coisa mais aleatória que um bartender de funeral oferecendo essência de cogumelo pra alguém no meio do negócio?
- Marissa continua maravilhosa também. Espero que o negócio de investigadora dê certo de vez porque todo mundo sabe que vai acontecer, então que aconteça logo.














