Um especial de natal e um verdadeiro presente de natal descrevem os dois episódios dessa semana em The Librarians.
Assim como próprio nome sugere And the Christmas Thief foi um especial de natal, o qual, devo confessar que me decepcionou com a não participação de Eve, Flynn e Jenkins na história. Nós sabemos que no caso de Flynn, seu personagem acaba se envolvendo em três ou quatro aventuras durante toda a temporada. Porém ao decorrer do tempo, os próprios produtores perceberam que sua iteração frequente é atrativa à audiência da série. Porém, no caso de Eve e Jenkins, em minha humilde opinião, eles são essenciais nas histórias de Jake, Cassandra e Ezekiel, onde os três cometem seus erros transformando incidentes em prováveis catástrofes e os “pais das crianças” aparecem para salvar o dia.
Porém, se removermos essa pequena decepção, a história foi bem divertida. Afinal, inventar o dia do “thankstaking” com o Santo Padroeiro dos Ladrões envolvendo a família de Ezequiel foi de uma criatividade sem limites. A oportunidade abriu espaço para conhecermos sua mãe e irmãs, e ao perceber que o rapaz cresceu em uma casa com quatro ladras que o subestimavam foi possível entender a razão dele ter se transformado no maior ladrão do mundo. Eu não me lembro se Ezequiel já havia comentado que era adotado, mas essa revelação no fim de episódio justificou seu desejo insano de conquistar a admiração de sua mãe, culminando na enorme burrada de mostrar a Biblioteca à mulher. (Agora só falta conhecermos a família de Cassandra).
Ficam como créditos desse episódio a cena de Ezequiel desviando dos lasers, a luta de Jake entre os capangas do banco, e principalmente, Cassandra praticando magia para assombrar as irmãs. Aproveito o ensejo para comentar que aquela pequena dica oferecida na Season Finale da primeira temporada, quando Cassandra transforma-se especialista em magia com a morte de Eve, pode ser que realmente o futuro da ruivinha seja algo do gênero.
Eu ainda acredito que o tema desta temporada será a lealdade à Biblioteca, se realmente for a questão, colocar os bibliotecários para praticar magia e Flynn questionando o a punição de Nichole tende a posicionar Eve no destino profetizado pelo Oráculo de Delphi, que afirmou que ela seria a Guardiã que mudaria o destino da Biblioteca. É óbvio que eles não vão matar a protagonista, senão a série acaba, mas mudar as regras incluindo a questão da magia, pode ser um assunto a ser inserido no contexto da história.
And the Christmas Thief não foi exatamente o episódio que eu esperava como especial de natal. Levando-se em consideração que Flynn estava vivendo uma possível fobia de sair de dentro da Biblioteca no episódio anterior, eu pensei que o especial de natal aconteceria lá dentro com todo o elenco envolvido. O famoso natal em família, que por sinal, a série está nos devendo e dessa vez senti que foi uma oportunidade perdida.
4×4: And the Silver Screen

Porém, se And the Christmas Thief foi o especial de Natal, And the Silver Screen foi o verdadeiro presente de The Librarians para os fãs. Não querendo magoar os sentimentos de ninguém quanto aos outros episódios da série, mas definitivamente eu diria que esse foi o melhor dos melhores, que plot sensacional!
Quando Flynn e Eve sentaram naquela sala de cinema estava óbvio que eles seriam sugados para dentro do filme, até mesmo obedecer a sequência do roteiro era algo esperado, porque a gente já viu isso antes, mas a previsibilidade ficou apenas nestes dois quesitos, o que fez de And the Silver Screen um daqueles plots “fechadinhos” agregado de muito humor inteligente, como todos nós sabemos que The Librarians é capaz de fazer.
Chorei de rir com Flynn gritando feito um desesperado para a câmera pedindo por ajuda, aliás todo a sequência onde os dois percebem que precisam seguir o roteiro, as caras e bocas de Flynn com uma mistura de dor com a bala do braço, o desespero por ter que apanhar e bater enquanto Eve investiga o que todos já sabem, são os momentos onde você percebe o quanto estes dois fazem falta quando não participam de todas as histórias. Aliás, querendo ou não, quem “carrega” a série com a mistura de todos os elementos que atraem o público é a química dos personagens a dinâmica dos atores, não há como buscar alternativas ou ancorar um roteiro inteiro em Cassandra, Jake e Ezequiel, pois perdemos muito.
Mas falando nos três… O que você compreende da frase: Um cowboy cantor e dois alienígenas entram em um filme noir para salvar um casal de bibliotecários? Diria que isso define a bagunça causada pelo trio tentando ir resgatar Flynn e Eve e indo parar em dois filmes errados antes de achar o certo, com a ajuda de Jenkins.
Tanto ver que seguir o roteiro do filme não libertou Flynn e Eve, quanto ver que tentar se enfiar dentro da história deu errado para o trio, foi a cereja do bolo do episódio, (que serviu a sobremesa completa), até com a justificativa do roteiro roubado e o final do filme modificado, inserindo a dupla em uma investigação dentro de uma investigação para descobrir a verdadeira história do roteiro original.
É lógico que na atualidade o público já aceita com mais facilidade musicais, preto e branco, quebra da quarta parede…, mas são recursos que exigem criatividade e fluência para não remover o telespectador da história. E a maneira como The Librarians vem sendo estruturada, ela permite essa bagunça divertida, onde Jake toca violão e canta no meio de um filme de cowboys, Flynn grita desesperado pedindo ajuda para a plateia do cinema ou muda o final de um clássico.
É por isso que gosto tanto dessa série, são 40 minutos de criatividade e diversão. Afinal de contas, não precisa ser original, só são necessárias boas ideias para compor maravilhas como essa.
















![The Librarians 4×12: And the Echoes of Memory [Season Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2018/02/The-Librarians-4x12-218x150.jpg)





