A disputa entre o estrelado e o pupilo.

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A final da segunda temporada do MasterChef Profissionais veio com um gosto amargo. Não era a final que mais da metade da internet brasileira queria. Poderia ser qualquer um… Contra Irina. Antes de comentar a final de fato, preciso abrir um parêntese para comentar sobre o fenômeno Irina. Como comentado na review da semana passada, a potiguara foi à campeã moral do programa. Com comentários jocosos, ácida, atrevida e muito talentosa, Irina pode ser considerada a participante mais consistente que já pisou no do MasterChef Brasil. Tão consistente, que até nos seus piores momentos, ainda ganhava elogios. Por merecimento, ela definitivamente deveria estar na final junto com Pablo. Não queria ela na final por ser carismática, mas sim por ser TALENTOSA.

Felizmente para uns e infelizmente para outros, Pablo e Francisco foram para final. Pablo teve a trajetória de Zero a Herói mesmo, assim como a música de Hércules fala. Só levou bomba no início, quase sendo eliminado, até que num dia de pura graça, fez uma sobremesa ‘emocionante’ como Paola descreveu. Pablo carregou, durante todo o programa, a alcunha de ser o pupilo de Jacquin. Era nítido no inicio, ao olhar para o francês, a decepção com ex-funcionário. Assim como também ficou nítido o orgulho ao vê-lo crescer diante de seus olhos.

Já Francisco é um caso a parte. Chefe estrelado, levantou a bandeira da experiência e da cozinha clássica. Assim como Ivo, da temporada passada, veio com a responsabilidade de chegar à final. Diferente de Ivo, ele conseguiu. Chegou à final com a sua glória e… prepotência. Eu faço parte do time que não gostou de Francisco. Falei mal mesmo e queria que ele tivesse saído no dia da eliminação de Ravi. Reconheço muito seu talento e sua experiência, mas não consigo gostar de alguém que fala “espero que no mínimo ele seja tão ruim quanto o meu foi”. É uma competição, tudo bem. Mas espera-se que ele ganhe por ser melhor do que o melhor.

Como falei na review passada, estava indiferente ao vencedor. Para mim, quem deveria estar na final estava lá no mezanino. No entanto, durante o decorrer do episódio, queria, desesperadamente, que Pablo ganhasse só para não ter que ver Francisco ganhando. Por mais estranho que seja, ao assistir o programa, tive a impressão que mesmo dando tudo errado para Pablo, ele seria vencedor.

Não vou me ater a descrever pratos, isso todo mundo viu. Os dois foram em direções opostas. Francisco optou por seguir a linha da ‘trajetória do herói’, seja lá o que isso signifique, porque de herói ele não tem nada. Já Pablo decidiu ir na linha do lixo ao luxo.

Visualmente (a única coisa que eu posso julgar) as entradas dos dois estavam feias, com destaque para água suja com massa de modelar mole e o prato radioativo de Paulo. Aquela linguiça de camarão com espuma verde também foi bizarra. Apesar disso, Francisco saiu em disparada na frente. Os pratos principais foram os que deram o equilíbrio da final. Pablo foi muito mais feliz nas escolhas e na composição dos pratos, diferente de Francisco que pesou a mão. A sobremesa, definitivamente, foi o grande diferencial. Com aquela releitura da goiabada e o sorvete de pão, tive a certeza que Pablo seria o vencedor. Diferente do que Clécio desnecessário falou, não era mais do mesmo. Acredito que seja muito difícil fazer dois sorvetes e um punhado de outras coisas em tão pouco tempo. Se ele tinha nitrogênio para gelar o negocio, TACA NITROGÊNIO. Isso é ser esperto e saber usar seu conhecimento. E o que aconteceu? PABLO VENCEU!

Se eu gostei? Bom, queria que Francisco perdesse. E sim, estou caçando mesmo Francisco. Depois da sua postura na final, o pouco apreço que tinha por ele desapareceu.  O pupilo/underdog/subestimado venceu o chefe estrelado e isso, meus amigos, foi muito massa.

Um parêntese, número 01.

Avalio muito positivamente a segunda temporada do MasterChef Profissionais. O elenco foi muito bem escolhido: todos muito talentosos e uma galera bem companheira, apesar dos apesares. Quem assistiu a primeira temporada sabe que a puxação de tapete foi constante e a falação de asneira também (machismo, principalmente). Essa edição veio cheia de títulos: chefe das estrelas, estrelado, pupilo, americana, novinha, a menina dos vinhos, a cozinheira molecular, dentro outros. Isso só veio para mostrar a qualidade dos profissionais que foram escolhidos. Espero que a próxima temporada tenha participantes tão bons quanto essa.

Um parêntese, número 02: último momento para quase tudo.

NÃO VAI FALTAR PS!

PS1: Dos mesmos criadores de paizão, vem aí – chefão, o retorno. MEU DEUS, tive tiques nervosos quando escutava.

PS2: Paizão, NUNCA MAIS.

PS3: ‘Respeita a hierarquia’. Vem cá, que hierarquia?

PS4: “Eu pegava logo uma garrafa de vinho para ir tomando”. Irina, DONA da edição.

PS5: Ravi tirando onda de tudo. Esse é o Ravi que conhecemos e gostamos (alguns né).

PS6: Aqui, me despeço dessa temporade de MasterChef Profissionais. Foi um prazer fazer essa cobertura e fico muito grata pelos comentários e críticas. Nos vemos na terceira temporada! Até lá!

PS7:

REVISÃO GERAL
Nota:
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