Com House of the Devil, Riverdale deu continuidade à boa sequência de episódios que vem apresentando.

Tivemos outra semana com uma dose bem equilibrada de mistério e drama adolescente. Friso isso logo no começo porque, por mais irônico que pareça, às vezes sinto um pouco de falta dos dramas e das histórias características das séries teen e da fase da adolescência em Riverdale. Ver a série apostando nos relacionamentos amorosos dos personagens ajuda a dar a leveza que Riverdale precisa para evitar cair no marasmo da atmosfera densa e sombria que é o que a série mais tente impor, e algumas vezes, acaba não dando muito certo. Acredito que nessa segunda temporada, que terá 9 episódios a mais do que a primeira, os roteiristas ainda estão procurando qual é a dose certa de cada coisa, e definindo melhor uma identidade para a série.

A trama central continua sendo bem trabalhada, e gostei bastante da forma como uniram toda a história do Reaper apresentada no episódio anterior com o Black Hood, num só gatilho envolvendo o zelador misterioso da escola. Entretando, acredito que o envolvimento de Svenson não para por aí e que a probabilidade de ele ter mais importância para a trama do Black Hood futuramente é alta.

Também foi bem bacana acompanhar Archie e Veronica nessa investigação, “trocando de lugar” com Betty e Jughead. Mas por bem ou por mal, outra coisa que também acabou ficando bem evidente é que Archie e Veronica não conseguem ser uma dupla tão forte em cena quanto Betty e Jug, que sempre acabam chamando mais atenção.

Riverdale 2x08: House of the Devil
Riverdale 2×08: House of the Devil

E já que estou falando dos nossos quatro teens centrais, gostei bastante de como o romance e as relações dos personagens foram trabalhadas em House of the Devil. O plot do “eu te amo” entre Archie e Veronica foi clichezão do começo ao fim, mas funcionou, deu pra se divertir, e ainda foi bom o suficiente para gerar essa possível separação do casal. A performance de “Mad World” também se encaixou muito bem para servir como clímax de tudo isso, mas como sempre, quem acabou roubando a cena foi Betty. Acho que toda aquela performance sensual para tentar ingressar de alguma forma nos Serpentes serve mais para mostrar o quão confusa a personagem está do que qualquer outra, mas isso, somado à todo resto da história entre Jug e FP, também serviram para causar, mais uma vez, o fim de mais esse casal, em um término definitivo dessa vez, devido às circunstâncias. Só não sei muito bem o que esperar desse relacionamento de Betty e Archie que foi indicado no final. Particularmente, acho que tentar juntar os dois tão cedo pode ser um tiro no pé se isso não for bem desenvolvido.

A saída de FP da prisão já era esperada, e fico curioso para saber como as coisas vão se desenrolar entre ele, os Serpentes e Penny. São tramas que até aqui estão sendo bem construídas e agora que “todas as cartas estão na mesa” podemos esperar mais ação e mais conflito no Sul. Em House of the Devil, de bônus, também tivemos a oportunidade de ver Alice festejando como uma Serpente, mas com a separação de Betty e Jug, acredito que não teremos muito mais disso.

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Ainda continuo sem entender muito bem quais são os propósitos de Cheryl com Josie, nesse subplot que aparentemente não se liga à nenhuma trama central da temporada. O jeito é esperar pra ver o que acontece, mas honestamente, cogito a possibilidade de ser só uma enrolaçãozinha básica pra não deixar as personagens sem função por enquanto.

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