Terminada a temporada do Big Brother, podemos dizer com tranquilidade que o jogo teve o final que merecia. Paul, Josh e Christmas chegaram a uma última semana que não prometia muitas reviravoltas e um encerramento tranquilo, porém não foi tão simples assim o que aconteceu.
Em primeiro lugar, temos que analisar a decisão de Josh em levar Paul e não Christmas para o embate perante o júri. Na review passada, eu desejei que Josh vencesse o HoH e eliminasse Paul justamente para acabar com a palhaçada e para que víssemos o tombo dele. Porém, com uma ajudinha do próprio Paul, Josh foi ousado e resolveu eliminar sua melhor amiga.
Para quem via o jogo de dentro, a escolha entre eliminar o claro melhor jogador da temporada ou sua maior aliada parecia bem clara. Porém, Josh entendeu que Christmas tinha feito um jogo social bastante sólido e que suas chances contra ela eram mínimas. Então, a solução era levar Paul, pois contra ele o Meatball podia contar com um ótimo elemento a mais na hora do júri formar sua opinião: o bom e velho recalque.
O interessante de notar é que mesmo tendo feito uma análise correta do jogo, Josh errou e teria, sim, chances contra Christmas, pois ela também era mal vista pelo juri, que achava que ela tinha sido carregada até a final, não tendo méritos para que vencesse o jogo. Mas era difícil que ele percebesse isso e, hoje, defendo sua escolha de levar Paul para a final.
E então eles eram dois. De um lado, o manipulador que comandou o jogo desde o início e do outro o soldado que foi brigar na linha de frente. A escolha parecia óbvia, mas o resultado não poderia ter sido mais diferente.
O jogo de Paul já foi elogiado “n” vezes neste mesmo espaço durante toda a temporada, então seria chover no molhado fazer isso novamente. O que precisamos entender é onde foi que ele errou, o que tirou das mãos dele o prêmio pelo segundo ano consecutivo. O primeiro erro de Paul foi não considerar como tantas traições poderiam afetar a imagem dele diante do júri. Claro que o jurado recalcado sempre existiu e sempre existirá, mas ele geralmente se torna uma figura mais isolada e dificilmente interferiria no resultado final. Entretanto, Paul mentiu para TODOS os membros do júri e agir assim com tanta gente aumenta de maneira drástica as chances do sentimento de traição acabarem causando um comportamento mais agressivo por parte dos jurados.
Ah, mas o Paul tentou fazer parecer que não participou diretamente de várias eliminações para manter uma boa imagem perante quem saísse na semana. Sim, ele tentou reduzir as chances de ser julgado por pessoas o odiando, porém isso não funcionou bem com Josh contando tudo toda semana e com os jurados com tempo para conversar na Jury House.
Mas eu vejo como o problema que custou a vitória de Paul como sendo suas respostas pífias durante as perguntas do juri. Ele não bateu no peito e chamou seu jogo de seu. Não reforçou que fez tudo aquilo pelo jogo e nem se esforçou para de alguma forma ganhar o respeito de algumas das pessoas que ele havia mandado embora.
Porém, o que mais piora tudo é como o júri via Josh. Todos acreditavam que ele era só um maluco que ficava batendo panelas e irritando todo mundo, ou seja, mais um carregado por Paul para o final. Ok, o jogo dele não foi dos melhores, mas Josh ganhou competições importantes e esteve bem colocado em sua aliança. Ele fez o dever de casa e inclusive foi o único ao ver a ameaça que Paul realmente representava e só não agiu porque não conseguiria fazer absolutamente nada diante das circunstâncias. Mas isso nem de longe justificaria uma vitória dele.
No fim, o recalque venceu o bom senso e foi coroado um vencedor que não merecia ganhar, encerrando uma temporada fraca, onde bons twists acabaram tendo efeitos desastrosos e tornaram o jogo maçante e sem nenhuma chance de prender o interesse dos telespectadores.
A ideia das tentações foi boa, mas a escolha de prêmios tão discrepantes acabou por desequilibrar muito o jogo. Tês semanas de proteção de eliminação e uma troca no Veto não são nenhum pouco equivalentes e isso acabou por mostrar que o twist foi muito mal definido. O mesmo vale para a Temptation Competition e para a Temptation Tree, que geraram bons momentos cômicos, mas foram irrelevantes no jogo.
Com uma temporada a ser esquecida, o Big Brother fecha sua casa e tem um vencedor ridículo, nos deixando com as expectativas baixíssimas para os próximos passos dado pelo programa. Escolhas, como a volta de um único retornante, serão cada vez mais questionadas e mudanças quanto a isso serão sempre bem vindas. Com um novo desafio no Celebrity Big Brother, talvez vejamos (ou seria esperamos) que o jogo ainda pode evoluir e que ainda há muitas formas de que ele ainda seja jogado.
Confissões do Diary Room
- Raven e Jessica defenderam o Paul melhor que o próprio Paul
- Cody eleito o favorito da América. Mais um resultado pombo para uma temporada pomba.
- Nos vemos em breve no Celebrity Big Brother!















