Outlander retorna com a corda toda, iniciando a nova temporada com uma trama intensa e apaixonante. Depois de uma longa e cruel espera, a nossa história de amor favorita está de volta, mas não como esperávamos ao ver os momentos finais de Dragonfly in Amber, o season finale da temporada anterior. The Battle Joined inaugura o novo ano da série com flashbacks de momentos distintos na história, deixando para abordar os eventos do presente, quando Claire descobre que Jamie está vivo junto de Brianna e Roger, em outra ocasião da narrativa. O season premiere se passa de forma paralela, apresentando o ponto de vista de Claire, com as repercussões do seu retorno ao convívio com Frank em seu tempo de origem, e Jamie, dando vida à tão temida Batalha de Culloden e seu trajeto rumo à sobrevivência.

A terceira temporada de Outlander tem início logo após a Batalha de Culloden, revelando seu derradeiro e esperado desfecho: a derrota dos rebeldes jacobitas. The Battle Joined acertou em cheio ao apresentar as lembranças de Jamie desse momento, um evento tão importante para a narrativa de Outlander desde o início da série. Cada detalhe foi introduzido com cautela e maestria, sendo fiel à trama ao abordar cada conflito e elementos necessários nesse momento. Dentre eles, destacam-se o confronto final entre Jamie e Black Jack Randall, a conexão de John William Grey na temporada passada com a sobrevivência de Jamie na guerra e a desolação do personagem perante a despedida de Claire até o momento de sua execução.
O mais empolgante entre esses pontos é, sem sombra de dúvidas, o desfecho do Black Jack, que finalmente morreu pelas mãos de Jamie, tendo seu merecido destino (“profetizado” por Claire na temporada anterior). Jamie não tem mais Claire ao seu lado, então a cena mostra o ruivo lutando até suas últimas forças, sem ter mais a amada ao seu lado, focado apenas em fazer justiça com as próprias mãos. O irônico nisso tudo é que, mesmo com a ausência de Claire e a tristeza que ainda o assola pela despedida, Jamie luta, inconscientemente, pela sua sobrevivência. Será que Jamie ainda acredita que esse não foi o fim do seu amor com Claire, que é apenas o começo do caminho que eles terão que percorrer para se reencontrar?

O personagem permanece por longas horas num campo cheio de corpos (vendo, inclusive, Claire num delírio, com uma cena belíssima), viaja até Lallybroch, e ainda assim, continua vivo. Na minha visão romântica é o amor que existe entre o casal que alimenta a vida de Jamie, e que, mesmo sem saber e sem perspectiva de reencontro, vira a sua força daqui em diante. Claire e Jamie ficam separados por sabe-se lá quantos anos e mesmo depois de tanto tempo, o amor que existe entre eles floresce e se torna mais revigorante a cada dia. A essência de Outlander sempre foi sobre o amor verdadeiro, no quanto ele, quando nas condições de pureza e tamanha intensidade, pode superar qualquer barreira, seja ela do tempo, como a que o casal enfrenta, da distância, de famílias e visões diferentes ou qualquer outro motivo.
E é isso que torna Outlander numa série tão fascinante e apaixonante, muito mais do que a capacidade que ela tem em apresentar diálogos e tramas empolgantes, músicas tocantes (como é bom ouvir a abertura novamente, meus caros!), atuações de tirar o fôlego (meu parabéns especial vai para o Sam, que em The Battle Joined superou todas as expectativas sem nem falar direito, com suas expressões faciais tão palpáveis e vivas), ou até mesmo a indumentária e a fidelidade com o momento histórico abordado. É por esse motivo que Outlander é uma série diferente, com uma intenção simples (ao apresentar a já batida história de amor dos programas televisivos), mas poderosa, com uma mensagem tão essencial para a humanidade. Afinal, é um amor como o de Claire e Jamie que nos faz acreditar que esse sentimento invisível, mas poderoso, pode de fato mudar o mundo.
Mas será que do outro lado da trama, acompanhando Claire e Jamie antes do nascimento de Brianna, as coisas estão realmente melhores que no tempo em que Jamie se encontra? Era de se esperar que não, tendo em vista o pouco que vimos da Claire ao final da segunda temporada. A vida de Claire e Frank parece fácil no início, mas aos poucos as dificuldades surgem, principalmente ao levarmos em conta que Claire continua tão conectada com Jamie, à sua vida no passado e todas as lembranças que ela carrega daquele momento em sua vida. E podemos ver isso nos mínimos detalhes das cenas desse episódio, quando Claire faz comida na lareira, numa clara alusão aos momentos que ela passou com Jamie, à sua frase de efeito quando estava irritada com o ruivo (Jesus H. Roosevelt Christ), quando ela vê um pássaro na janela e a narrativa nos mostra que ela provavelmente lembra do seu tempo vivendo na natureza, entre tantos outros.

Algo que também continua vivo na personagem, feito com maestria por Caitriona, é que ela está sempre à frente do seu tempo, seja em qual momento da história ela estiver. Claire é uma mulher diferente da sua época, até mesmo quando vivia com Jamie, algo que, aliás, o ruivo aceitou e respeitou com o passar do tempo. Viver ao lado de Frank, um homem idêntico ao BJ Randall, vale lembrar, vai além da dificuldade de se desprender da sua história de amor com Jamie. Com Frank a inglesa torna-se apenas a “mulher do conhecido professor de Harvard”, responsável pela casa, pela criação dos filhos e todo aquele machismo frequente daquela época. Já é possível imaginar que Claire, uma mulher tão forte, destemida e independente, não consegue conviver com essa visão, não é mesmo? Até quando ela aguentará essa nova realidade?
E, por fim, mas não menos importante, a pergunta que fica após The Battle Joined é: será Brianna suficiente para resgatar esse sentimento que existia entre Frank e Claire ou seria esse o começo de problemas e conflitos familiares ainda maiores? O nascimento de Brianna foi belíssimo (vale dizer que seu sofrimento ao não ver a filha depois do parto foi de cortar o coração, tão palpável quanto a dor da perda de Faith na temporada anterior) e uniu o casal por um breve período de tempo, mas logo o tom do cabelo da menina trouxe Frank à realidade da situação. Seria essa cena final um vislumbre de como será o futuro deles? Frank, apesar de feliz e apaixonado por Brianna, sempre terá na filha o lembrete da história de Claire, com as dúvidas de amigos ao redor, sendo alvo de piadas, etc. Como será que isso impactará na vida do casal e, principalmente, no relacionamento dele com Brianna?
E o que significa a carta que Frank estava escrevendo para o reverendo? A única coisa que sabemos até agora é que ele deseja saber mais sobre a história de Jamie, mas o que será que guarda a sua descoberta? Que o ruivo sobreviveu à guerra, talvez? Se esse for o caso, tudo indica, então, que ele escondeu a informação de Claire. Mas por qual motivo? Por egoísmo ou por não querer que ela sofra mais por causa do assunto, tendo em vista que ela passou anos infeliz e ainda presa ao passado? O que vocês acham? Que elementos a narrativa nos reserva para os próximos episódios agora? Até quando teremos flashbacks? Ou melhor: quando é que nós teremos o aguardado reencontro de Claire e Jamie? Afinal, é só isso que importa, não é verdade, meu povo?!
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Bem, pessoal, isso é tudo. Desde já eu agradeço pela presença de cada leitor nessa review, os que me acompanhavam na temporada anterior e os novos, que espero ter conquistado nesse texto (prometo não decepcioná-los, mesmo sem ter lido os livros ainda). Aguardo vocês na semana que vem!
PS: Me desculpem pela empolgação ao falar do amor entre Claire e Jamie, não tinha como não falar dessa forma por motivos de: estou tremendamente apaixonado! Queria iniciar a review dessa série romântica de forma inovadora, comparando-a ao sentimento que eu venho nutrindo no meu peito. Outlander me inspira de uma maneira extremamente positiva, mostrando em cada cena do casal principal, cada ato de amor e valorização desse sentimento tão lindo e vibrante, que o amor, em sua forma mais pura e verdadeira, supera todo e qualquer obstáculo, desde a distância que separa dois corpos até o impacto e a força do tempo. Dedico, então, essa mensagem ao amor da minha vida, à pessoa que me faz feliz em cada pequeno gesto, cada atitude e momento ao meu lado. Nosso amor é tão forte quanto o da Claire e do Jamie e será assim até a eternidade. Obrigado por me fazer ser o homem mais feliz do mundo, eu te amo muito!!















