Quando o episódio é bem escrito tudo fica muito mais fácil.

Spoilers Abaixo:

(Antes de tudo, uma nota: por um erro na hora de verificar o nome dos episódios, acabei anunciando no último review que o hiato iria até semana que vem. Ato falho, peço desculpas por isso.)

Voltando de uma mini-pausa para recuperar as energias, tivemos o 150º episódio da série (sim, já é isso tudo!) dedicado ao retorno da Thirteen. De cara já devo anunciar que eu não era um daqueles fãs que mal esperavam para a sua volta. Particularmente achava que ela não faria tanta diferença assim, mas foi grata a minha surpresa quando a sua volta coincidiu com um dos melhores episódios dos últimos meses da série.

Colocar a qualidade de The Dig inteiramente nas costas da Wilde é exagero, mas seria leviano descartar que a personagem principal do episódio trouxe algo que os fãs sempre esperam desta série: profundidade. O contexto de seu retorno e, ao mesmo tempo, as causas de sua ausência nos lembraram dos problemas que ela enfrenta e, de quebra, ainda abriram uma oportunidade boa para o futuro da temporada. Afinal de contas, a declaração final de House no carro foi como o apertar do botão de uma bomba-relógio: é questão de tempo até vermos a promessa do médico ser posta à prova. Alguém duvida? Só espero que isso não tenha que ser apressado no roteiro por causa de uma possível sequência de “Tron”.

Por falar no filme que fez a atriz se afastar por uns tempos, foi legal ver que a série tratou disso muito bem, sem aparente ‘mágoa’, até mesmo introduzindo uma piadinha sobre jogos no meio do episódio. E não sei o que a legenda vai traduzir na hora que a Thirteen escolhe suas roupas na loja (nota: escrevo este review na terça à tarde), mas zoaram o corpo dela ali também. Enfim, pelo menos externamente parece que o clima está bem saudável dentro do elenco.

Importante notarmos, meus amigos, que nem Wilson nem Cuddy deram as caras por aqui. Em tempos onde a renovação de contratos dos atores está em pauta e alguns deles fazem jogo duro para assinarem, não acredito que essa ausência passe de uma mera coincidência. Afinal de contas, a volta da Thirteen seria essencialmente O episódio a ser dedicado à Olivia Wilde, e nada mais justo que focássemos pesado nela. Felizmente os grandes olhos azuis da moça se mostraram eficientes e a cena que ilustra este post é uma prova de que a ascendência de sua carreira não é por acaso. Olivia está magistral neste episódio – desde logo a primeira cena, em um pesado silêncio repleto de significado.

Os problemas familiares, agora ainda mais agravados, junto com o período servido na cadeia prometem ter efeito na personalidade da moça, e tudo que eu consigo pensar neste momento é na Masters. Acho que semana que vem teremos um interessantíssimo encontro, entre duas realidades tão distintas.

Ao hospital, o paciente (ou mais tarde a paciente) possuía um distúrbio que lhe instigava a guardar todo tipo de coisa, por mais inútil que estas coisas fossem. Acho bem possível que todos nós aqui conheçamos alguém com algum sintoma parecido, mas nada tão agravado quanto o visto na série. Acho particularmente interessante quando House aborda casos de obsessão-compulsão, pois quase sempre somos levados a descobrir que estes problemas possuem uma causa emocional. Não diferente foi a resolução desta semana, e por mais que no fim das contas o caso perca importância no plano geral, o drama médico desta semana foi eficiente naquilo que se propôs.

Por fim, a tão aguardada competição, citada em todas os promos e sinopses, não passou de um pano de fundo para a antecipada relação. Em outros tempos eu provavelmente ficaria triste por não ter presenciado House tomando um tiro de batata na testa, mas pra nossa felicidade a produção resolveu utilizar o tempo de tela naquilo que importa: desenvolvendo o roteiro e os personagens que a série possui. Afinal, o começo da recuperação de House após seu rompimento com a Cuddy foi de fato hoje. Não, não foi algumas semanas atrás com as prostitutas e o casamento forjado, mas sim hoje. Pois foi neste episódio que ele colocou o pé no chão e percebeu, quase ‘sem querer’, onde errou em seu caminho.

Outras observações:

1) A completa incapacidade de House de dizer/fazer algo nos momentos que a Thirteen precisou dele revela muito sobre o personagem. Ou, ao menos, sobre o momento específico que está passando. Já que estamos caminhando para o fim desta temporada, arriscaria dizer que veremos um House gradualmente mais depressivo com o passar destes episódios.
2) Como assim Cuddy e House estariam fazendo aniversário? Minha noção de tempo deve estar com problema…
3) De uma vez por todas: chega de Taub e Rachel. Sério. Temos outros personagens e histórias mais interessantes e produtivas aqui.
4) Mais alguém aí percebeu que o ex-marido chutado é o Damon Lindelof de Lost? haha
5) A Thirteen se aproximou da melhor pessoa que poderia: um médico que fará de tudo ao seu alcance para salvá-la, mas que também está disposto a fazer o necessário caso o pior aconteça. Esta relação de confiança tem tudo pra avançar. Mas chega de romances, pelo menos por enquanto, certo?

E vocês, o que acharam? Os comentários estão aí embaixo!
Como diriam os operadores de call center, “sua opinião é muito importante para nós” 😛
Abraços e até a próxima!

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