A série fez mais um bom episódio. Quem poderia imaginar uma coisa dessas?

Spoilers Abaixo:

Novamente tivemos em foco as três principais sub-tramas da série: a campanha política (que está a 6 dias do seu fim), os casos jurídicos na Lockhart & Gardner e o segredo não tão secreto assim sobre o relacionamento de uma noite de Kalinda com Peter. Só que ao contrário dos últimos episódios, nesse tivemos todas estas tramas interconectadas, o que se mostrou ótimo.

A área jurídica foi bastante movimentada neste episódio. Logo no começo tivemos a participação do ex-sócio majoritário da firma, Jonas Stern (Kevin Conway), que representava a empresa que estava sendo processada. Bizarramente o advogado faleceu, mas sem antes ter finalizado os termos de venda da sua própria firma. Foi nesse momento que fui pego com mais uma surpresa: o odiado advogado Louis Canning (Michael J. Fox) era o comprador. Tentei encontrar informações para saber se isso significará que o personagem de Fox se tornará semi-regular na série, mas não achei nada. De qualquer forma, soa como uma garantia ao público que sempre que quererem, os produtores poderão contar com mais uma participação do ator.

O caso da semana girou em torno de uma ação de classe contra uma empresa que estava, deliberadamente, tentando forçar seus empregados a se demitirem, criando para tanto um local de trabalho péssimo. Assim como nos dois casos anteriores contra Canning, tivemos mais um show no tribunal para apreciar. Todo o jogo de cena que o advogado protagoniza é excelente, especialmente quanto está inquirindo suas vítimas… quero dizer, as testemunhas. Mesmo assim, pela 2ª vez (ou 3ª) consecutiva a firma da boa esposa levou a melhor. Destaque para mais uma participação cômica do juiz Abernathy, interpretado por Denis O’Hare.

Um detalhe a se ressaltar nessa parte da trama é o assédio que Alicia está sofrendo por outras firmas. Tínhamos visto isso num episódio anterior, mas nesse ficou bem escancarado. Faltando 4 episódios para o fim da temporada, tenho certeza que esse assédio se tornará quase que insuportável. Afinal, todos vão querer a mulher do procurador do Estado em sua firma.

Quanto à trama política, a campanha de Peter está sobre alerta total. Faltando menos de uma semana para a eleição, e com o candidato detendo uma pequena vantagem de 3 pontos sobre Wendy, qualquer passo em falso nesse momento pode custar caro. Por isso mesmo Eli, que conhece bem este jogo, ficou muito revoltado com o Comitê Democrático por ter aberto um processo contra a adversária, o que pegaria mal nessa altura da corrida. Para piorar a situação, ele ainda teve que lidar com uma jornalista que descobriu, por meio de uma fonte, que Peter teve um caso com uma colega de trabalho quando era procurador. Nós sabemos que essa colega é Kalinda; quando eles irão descobrir aí já é outra história.

Por fim, como já toquei na questão da investigadora, aponto que tivemos avanços interessantes nessa parte da trama. Primeiro de tudo é que Cary descobriu o segredo. Estranhamente, ele ficou bem na dele. Acho que Kalinda conseguiu amolecer o coração do promotor. Talvez até um ponto em que se torna cada vez mais perigoso para ele manter seu emprego na promotoria. Aliás, o promotor tem sido vítima do seu amigo Wiley (Tim Guinee), o investigador da promotoria, que tem se mostrado tão implacável quanto Kalinda na busca por respostas. Provavelmente até o fim da atual temporada tudo será revelado.

Em mais um bom episódio, The Good Wife manteve o nível fantástico dos seus episódios. Estranhamente essa constância na qualidade não tem sido correspondida na audiência. Espero que a CBS dê início a um plano para resolver essa questão. Para o bem de todos.

P.S: Tenho certeza que, assim como eu, vocês também querem ter um “telefone-leão” como o do Wiley. Ele é totalmente awesome.

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