O louco dos shipps ataca novamente em If You Can’t Do It With Feeling!

Vocês já devem ter percebido pelas reviews anteriores que tenho um fraco por romance – culpo minha mãe que me expos a tanta comédia romântica durante a infância e adolescência – e, amiguinhos, esse episódio deixou minha bússola shipper girando que nem louca! Então, antes de ir para a parte séria do texto, preciso surtar um pouco com AQUELA última cena! Se você não viu o episódio ainda, é melhor pular para a segunda sessão.

Minha gente, tremi todo com o beijo! Ahhhh. Já tinha comentado que torcia por um potencial envolvimento entre Adena e Kat, mas não achava que aconteceria tão rápido. O timing foi meio forçado? Sim. Teve ares de fan service? Sim. O fato de Adena estar traindo a namorada me broxa um pouco? Sim. Mas na hora nenhum desses pensamentos me veio à mente.  Quando Kat veio com “somos de mundos diferentes e eu quero que faça parte do meu” eu já tava querendo chorar. Que coisa mais fofa! Tão lindo meu shipp acontecendo! #KatenaLives. Agora estou ansiosisimmo para acompanhar o desenrolar desse relacionamento. Kat se mostrou até aqui uma jovem de personalidade forte, assertiva e com uma confiança inabalável. Adena vem para abalar as estruturas da personagem, tira-la da zona de conforto e expandir seus horizontes.  Eu só espero que a trama não caia no lugar comum, cheia de “devo” ou não devo”.

Mas não é só de Katena que se faz uma série. A química entre Jane e Ryan estava explosiva nesse episódio, com direito a lâmpada quebrada, voz de Batman e orgasmo múltiplo. Aliás, tem coisa mais sexy do que um boy que de fato se importa com o que você quer durante o sexo? Comunicação é a chave, people! Moços – gays e héteros – tomem nota.

Na review anterior comentei que tinha sentido um clima entre Sutton e Alex, mas agora estou achando que foi alarme falso. Alex vem desempenhando um papel de “grilo falante” na série, transitando de um núcleo para outro e servindo apenas para aconselhar nossas meninas. Não sei dizer se isso mudará e ele irá desempenhará um papel maior na temporada, embora torça para isso. Contudo, devo confessar que o relacionamento de Sutton com Richard começa a me agradar. Estou achando fofo como o rapaz vem tentando ajudar à amada. Claro que ele começa a meter os pés pelas mãos, dando indícios claros para os outros na empresa de que há algo a mais entre ele e a loira. Inclusive, acho que Oliver notou isso. Vem drama por aí?

The Bold Type 1x04: If You Can't Do It With Feeling
The Bold Type 1×04: If You Can’t Do It With Feeling

POLÍTICA E AUTOCONFIANÇA

Eu nunca gostei de política. Em um mundo de direitas e esquerdas eu sou reto. Não entendo muito do tema e por isso tento ficar de fora de debates sobre o assunto. Porém, e estou ciente de que soa paradoxal, me interesso e defendo a conquista/manutenção dos direitos individuais, que vem sendo a cada dia mais ameaçados. Talvez por ser parte de uma minoria, sei que há necessidade de vigiar o que se passa entre as paredes do congresso. Estamos vivendo tempos de mudança, mas há uma enorme força contrária, conservadora, que tenta impedir o progresso e minar não só a liberdade de expressão, mas também a o direito de ser cada um quem é e amar quem quiser.  Não posso falar por toda uma geração, mas tenho observado que a população jovem parece igualmente ciente dessa urgência e tem tentado se engajar politicamente, levantando bandeiras e apoiando causas sociais; até mesmo usando as redes sociais ao seu favor.

The Bold Type chegou nessa mesma conclusão. A série tem se mostrado bastante provocativa, trazendo a tona, através de exposição e discursos de personagens, diversos temas que estão presentes nos noticiários e fazem parte do nosso cotidiano. É uma daquelas produções que consegue gerar conversas inteligentes e relevantes. Seria perfeita para que um grupo de amigos se reunisse para assistir os episódios e depois debatesse tudo o que foi mostrado #FikaDica.  Nas próprias palavras de Jane, os jovens querem ser engajados. Eles precisam de vozes em que podem confiar e é responsabilidade da mídia e outros formadores de opinião de serem essas vozes. E a série vem cumprindo maravilhosamente bem esse papel. Está falando alto e claro e estamos escutando!

Escutamos – e aplaudimos – inclusive a critica à “América” de Trump, tão bem colocada em If You Can’t Do It With Feeling. No episódio passado vimos que Adena tinha algo urgente para tratar com Kat. Não era a declaração de amor que eu e Kat esperávamos, mas um pedido de recomendação para que seu visto de trabalho fosse estendido. Pois as duas estão tranquilas em uma caminhada quando vem um babaca gritar insultos xenofóbicos para Adena; um tipo de manifestação lamentável e gratuita, que se torna cada dia mais recorrente nos Estados Unidos. Vira e mexe sai vídeo disso na internet, como esse aqui. Kat, que nunca foi de levar desaforo pra casa, já roda a baiana e agride fisicamente o individuo. Não tem como dizer que ele não mereceu, mas as coisas não acabam bem. Adena some e Kat acaba terminando sua noite na cadeia.

Entendo a decepção de Kat, mas em nenhum momento julguei Adena por sua atitude de abandonar a amiga. Afinal, assim que assumiu a presidência, Donald Trump começou uma verdadeira witch hunt aos imigrantes ilegais vivendo nos Estados Unidos, culpando-os pelas mazelas sociais do país. Com a situação de seu visto em pendência, é óbvio que Adena não podia correr o risco de ter problemas com a policia, mesmo que o soco tenha sido justificável. Ainda mais sendo árabe em um país que taxa qualquer mulçumano de potencial terrorista. Não é justo. É revoltante. Babacas como aquele mereciam mesmo levar umas boas porradas, mas Adena, ao contrário de Kat, não pode se dar ao luxo de agir por impulso.  Felizmente, a analista de mídias da Scarlet acaba entendendo a problemática da situação. Como Jacqueline bem aponta, estar certo nem sempre é o suficiente. O mundo comumente é injusto e às vezes, tudo o que a gente pode fazer é dar uma de Elsa e let it go.

Enquanto Kat distribuía socos pelas ruas de Manhattan, Jane tentava se conter para não avançar no cara chato que não a deixava falar no painel da “Sala de Escritores”, um grupo que realiza seminários sobre escrita e jornalismo. Tendo o tema “vozes políticas emergentes com menos de 30 anos”, o evento era uma oportunidade única para Jane; e uma grande honra. Mais uma vez vemos Jane ficar animada, mas logo começar a duvidar de si mesma ao ver que os outros membros do painel eram jornalistas políticos consagrados, ganhadores de prêmios importantes e autores publicados. Essa crise de autoestima é um ciclo recorrente para Jane e vai continuar acontecendo até que ela entenda que é talentosa e tem um potencial enorme na carreira que está só começando a se desenvolver.

Também com a confiança abalada estava Sutton. Ela sabe que é uma assistente competente, que tem bom gosto e entende de moda, mas não ter frequentado uma boa universidade a coloca em desvantagem e isso mexe com ela, a fazendo a mentir para Oliver. Pelo pouco que foi mencionado, a backstory de Sutton parece ser a mais interessante entre as protagonistas. Enquanto as amigas tiveram oportunidade de ter uma boa formação, ela teve que abrir mão do sonho para ficar perto de casa e cuidar da mãe. A personagem que inicialmente me parecia ser a mais sem graça, vem mostrando ter garra para superar os obstáculos que a vida lança para ela. É bastante inspirador acompanhar como ela decidiu sair da sua zona de conforto para correr atrás do que realmente a faz feliz.

Mas tudo vale nessa busca? Mentir não foi legal. Tava na cara que mais cedo ou mais tarde Oliver iria descobrir que a loira não foi para o FIT (Instituto Fashion de Tecnologia) e que isso não iria pegar bem para ela. Felizmente, ele tem um lado sentimental e deu mais uma chance para Sutton e agora… é ao infinito e além. Confesso que essa comoção toda de Oliver com a peça de Sutton me pareceu artificial. Até porque é a mesma coisa que aconteceu com Lauren no episódio anterior: o chefe durão que mostra ter um lado mais humano e perdoa o erro da personagem. Mas a gente também é sentimental, perdoa os deslizes do roteiro e continua torcendo para tudo dar certo para a loira.

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The Bold Note 1: amo as cenas em que as três amigas aparecem juntas, reclamando da vida, fofocando e buscando apoio umas nas outras. As três atrizes tem um carisma natural e muita química. Dá muita vontade de ser amigo delas e fazer parte do grupinho. O que falar dessas meninas que acabei de conhecer, mas já considero pacas? #TheBoldSquad

The Bold Note 2: Jacqueline é sem nenhuma dúvida a chefe que todo mundo queria ter. Justa, atenta, conselheira e sempre disponível, até mesmo para buscar uma de suas subordinadas na cadeia. Aparentemente ela é perfeita e isso vem me incomodando.  Ela está começando a me soar uma personagem muito idealizada. Não sei se porque é baseada na Joanna Coles, que por ser uma das produtoras querem puxar sardinha para o lado dela. De qualquer forma, anseio por ver outras dimensões da Jacqueline. Quero saber mais de sua história, suas falhas e vida pessoal.

The Bold Note 3: a título de curiosidade, o FIT – a Sutton mentir sobre ter frequentado – fica em New York e é referência quando se trata de moda, design, artes e tecnologia aplicada a industria fashion. Alguns dos notáveis alumni da escola são os designers Calvin Klein e Michael Kors e Nina Garcia, editora da revista Marie Claire e jurada do Project Runway.

REVISÃO GERAL
Nota:
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the-bold-type-1x04-if-you-cant-do-it-with-feelingVocês já devem ter percebido pelas reviews anteriores que tenho um fraco por romance – culpo minha mãe que me expos a tanta comédia romântica durante a infância e adolescência – e, amiguinhos, esse episódio deixou minha bússola shipper girando que nem louca!