
Dois episódios bons e um season finale morno.
Spoilers Abaixo:
Alguns dias após a exibição dos dois últimos episódios da primeira temporada de Shameless, aqui estou atrasado com este review que já deveria ter sido publicado, não fossem os imprevistos da vida. Mas como desculpa não agrada os leitores, melhor começar a comentar o ‘desfecho’ desta obra-prima televisiva.
Em clima de reta final, os acontecimentos do episódio 11 preparam o terreno para o desfecho da temporada no episódio seguinte. Uma espécie de calmaria que antecipou os momentos dramáticos e tensos do season finale, digno do Showtime.
Apesar de ter achado incrível o desfecho das tramas dessa temporada e o clifhanger em aberto, sem muitos acontecimentos pendentes, acredito que poderia ser melhor. Fiquei com a sensação de que mais coisas poderiam ter acontecido para nos prender até a próxima temporada. Para uma série que manteve um nível altíssimo de qualidade durante dez episódios, não fez sentido finalizar esta etapa da história de forma tão simples.
Gostei da trama do irmão de Frank e pai de Ian, a aparição da vovó Gallagher e todo o drama envolvido na situação. O que não me agradou foi ver a história de Ian e seus casos amorosos ser deixada de lado como se nada tivesse acontecido.
Em relação à Karen, consigo entender que a rejeição e a atitude do pai, Eddie, a machucaram de forma monstruosa, mas isso justifica a rede de acontecimentos destrutivos em que a garota se envolveu? Ver aquela garotinha loira, linda e de feições angelicais se tornar uma criatura vingativa não foi das melhores coisas para se apreciar na série, a não ser a cena com Frank e o suicídio do pai que, convenhamos, foi drama o bastante para um season finale.
A trama de Lip foi coerente e engraçada, com destaque para a surra em Frank, a mijada pela janela e a declaração de ‘não amor’ a Karen. Achei que o garoto seria preso, para intensificar as coisas e deixar o season finale de explodir cabeças, mas tudo se resolveu logo.
Debbie não fez muito mais do que deveria e aprovo a sacada dos roteiristas em não transformá-la em uma delatora de Steve/Jimmy. Melhor que Fiona descubra sozinha ou que nunca descubra.
Quanto à Fiona, sua história foi a mais envolvente e importante destes dois episódios. Destaque para a aparição da tal Jasmine, que provocou bons momentos e ainda continuará na série como muleta para a saída de Steve. Cheguei a acreditar que Fiona fugiria, deixando as responsabilidades e finalmente escolhendo uma vida que possa chamar de sua, mas ela percebeu a tempo que já vive essa vida própria. Se a personagem tomasse um rumo diferente do esperado, seria uma incoerência para a série e tudo o que foi construído até agora. O tal do sentimento de família, não importando as circunstâncias e dificuldades. Apesar disso tudo, agora Fiona tem emprego, ‘namoradinha’ e Tony na disputa.
Falando em Tony, adorei ver o bom moço lutando com todas as armas que tinha para agradar sua amada. Assim fica comprovado que nenhum personagem de Shameless é politicamente correto. Nem mesmo o policial bonzinho da zona sul.
Steve foi embora, mas com certeza voltará na próxima temporada. Dessa forma a história fica mais dramática e emocionante. Em quantos season finale personagens foram embora? É clássico.
Por fim, considero o desfecho desta temporada fraco. Esperava mais e justamente por criar tantas expectativas que me decepcionei. Ainda assim, não dá para reclamar de uma série que apresentou roteiros e atuações tão inesperadas e impecáveis, merecendo o posto de melhor estréia da mid-season. O único problema é ter que esperar um ano para continuar a compartilhar a vida dos Gallagher e do subúrbio de Chicago. Agora é ter paciência.
Até a segunda temporada, galera. Obrigado a todos que comentaram, discutiram e até discordaram das ideias expostas por aqui.













