Depois do sucesso das suas três séries da franquia #OneChicago, era natural que Dick Wolf desenvolvesse uma série jurídica para complementar o seu universo. Assim, temos em Chicago Justice a expansão das ações de policiais para os tribunais.

Repetindo o recurso de introduzir os personagens da nova série nas já existentes, e com a transferência de Antonio de CPD para Justice, já começamos o episódio com uma sensação familiar, logo que já conhecíamos os promotores Peter Stone e Mark Jefferies de CPD.

Infelizmente, a ideia de fazer do piloto da série a conclusão de um crossover com Chicago Fire e PD acabou prejudicando o seu resultado final, já que obrigava o espectador a ter assistido, pelo menos, ao episódio de CPD, onde ocorria a questão envolvendo a confissão do suspeito. Ou seja, o episódio não se sustenta como uma obra isolada. Ainda, a trama que trata do julgamento do suspeito do incêndio causado em uma fábrica abandonada, que era local onde jovens artistas moravam e faziam raves, não teve um resultado satisfatório. Digo isso, pois, apesar de toda a preparação feita em suas séries irmãs, as cenas no tribunal, que deveriam ser o ápice do episódio, não tiveram impacto algum devido a um roteiro pouco inspirado e um Stone sem carisma.

Chicago Justice
Chicago Justice

Além disso, outro problema são os personagens regulares da série, que parecem mais estereotipados do que já estamos acostumados nas obras de Dick Wolf. Para piorar, o ator que interpretava o suspeito do incêndio é tão ruim, que só me chamou a atenção por parecer com Thor Batista. Nem a adição de Antonio, um dos bons personagens de CPD, ajudou, já que sua participação foi decepcionante. Quando ele recebeu a proposta para liderar a equipe de investigadores da promotoria, eu imaginei que o personagem teria mais peso nas tramas de CJ. Infelizmente, ele parece exercer a mesma função de número dois de Voight, só que agora respondendo ao promotor Stone.

Enfim, Chicago Justice começou de forma turbulenta, mas deve satisfazer aos fãs do que eu gosto de chamar de procedural fastfood: séries que você assiste por pouco mais de quarenta minutos, e consegue se divertir sem grandes consequências.

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Então, se você é fã da franquia #OneChicago, ou curte séries de tribunais que possuem um caráter de “caso da semana”: essa série é para você. Mas se você curte algo como The Good Wife, como diria a Xuxa: “passa longe”.

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