Valeu pelo cliffhanger.

Spoilers Abaixo:

Este episódio foi diferente do anterior, 10×15 – Fortune, porque não apelou para momentos idiotas, mas ainda assim não me agradou imensamente. Posso explicar essa minha insatisfação de duas formas: Primeiro, estou ansioso e temeroso com o fim da série e acho que os personagens não têm direito a tantos momentos de descontração. Segundo, algumas tramas que poderiam ser melhores estão sendo resolvidas às pressas, deixando o que já era ridículo ainda mais tosco.  Problemática exposta, hora de comentar o episódio.

Eu sempre gostei de ver Lionel como vilão, como na primeira, segunda e terceira temporadas. Depois disso, o personagem passou por bons momentos de bondade, mesmo que nunca tenha esquecido a própria origem. Foi essa imagem de um Lionel bom que ficou em minha memória. Entretanto, vê-lo voltar para a série triunfante e maligno não foi estranho, afinal, como dizem, um Luthor é sempre um Luthor. E é justamente por isso que o plot do patriarca Luthor neste episódio não me convenceu. Já cansei de vê-lo querer tomar controle de tudo e querer provar que um Luthor é superior. Troca o blu-ray, Kelly e Brian!

Para fortalecer minha certeza de que o plot do Lionel foi ruim, basta falar da forma com que Tess e Lois conseguiram tirar o controle da Luthorcorp das mãos do vilão da Terra 2. Ridículo, rápido demais e não crível. Afinal, como provar que um ser de outra dimensão não é o mesmo ser que morreu nessa dimensão em que estamos, sem parecer maluco? Haja paciência.

Ainda falando do Lionel, vimos o vilão continuar com sua tarefa de corrupção de valores ao tentar controlar Conner, que não é mais Alexander. Óbvio que a trapalhada não deu certo e fomos levados aos pés do túmulo de Lex, com aquele cliffhanger maravilhoso e de explodir cabeças. Provavelmente a volta de Lex será proporcionada por Darkseid, mas como isso acontecerá ainda é mistério.

Aproveitando que citei mistério, vale comentar todo o burburinho em torno de Alexander, que todos nós acreditávamos ser o Lex que voltará no Series Finale. Pois bem, queridos, fomos despistados pelos roteiristas, que deram um destino mais do que horrendo para o pobre clone. Foi bacana ver o filho híbrido de Lex Luthor e Clark Kent na série, o famoso Superboy ou Conner Kent. Apesar de que a origem do personagem nos quadrinhos é diferente. Um plot bem fraquinho, com direito a trapalhadas na hora de ensinar o garoto a usar os poderes. Agora Clark e Tess devem achar que o perigo Lex acabou, mas vamos esperar até que se prove o contrário.

O único ponto positivo do Superboy é que pelo menos agora as pessoas não vão chamar Clark dessa forma, já que perceberam que Superman e Superboy são personagens completamente diferentes. Além disso, tivemos mais momentos fofinhos entre Lois e Clark e a contínua afirmação de que o que mantém o nosso herói estável é a repórter mais verdadeira de toda a Metropolis. Concordo!

Por fim, este foi um episódio que devolveu as tramas ao eixo principal, ainda que em um ritmo lento, e que precede a reta final da série. Nem bom, nem ruim. Só mais um episódio dispensável que não nos tirou da negatividade sombria de 10×15 – Fortune.

Nos vemos depois do dia 15 de Abril, a volta do hiatus, com o que parece ser um episódio emocionante. Hora de começar a acreditar.

Nota dentro do PQS (Padrão de Qualidade Smallville): 6.

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