Após a derrapada da semana anterior, Teen Wolf se recupera com Riders On The Storm e entrega tudo que um fã e/ou telespectador em busca do mais puro entretenimento poderia esperar de uma fake finale.
Para o bem ou para o mal, lá em 2011 (a long time ago) “Harry Potter e as Relíquias da Morte Partes 1 e 2” inauguraram uma nova era no entretenimento: dos últimos capítulos divididos em duas partes a fim de cumprir a falsa premissa de provocar maior satisfação do público transmídia (livro para filmes/séries/audiovisual) e, de quebra, engordar os cofres de estúdios e distribuidoras.
Não diferente, Teen Wolf (e títulos mais célebres como Breaking Bad e Mad Men, ambos do canal AMC) aposta(m) na mesma “jogada”, já iniciada há várias temporadas atrás, quando os anos mais enxutos (e melhores) da série foram de 12 episódios para dobrados 24 capítulos e depois 20.
Parece que a jornada apocalíptica dos Ghost Riders se encerra e se resolve aqui nesse décimo episódio, para minha infinita alegria! A história, com diversas barrigas de roteiro e algumas enrolações, se finda para que nossos queridos personagens possam partir em novas fases de suas vidas e jornadas. Ainda que se trate de uma temporada já determinada como final, será um desafio manter o elenco unido na vida pós-high-school, uma vez que todos parecem já ter cursos e universidades distantes escolhidas.
Aliás, esse sempre foi e continuará sendo um dos maiores desafios de séries adolescentes/High School, com The O.C. se virando bem na quarta e última temporada, e Gossip Girl e Smallville se perdendo completamente, por exemplo que consegui me lembrar no momento.
Um dos principais méritos de Riders On The Storm é trazer, finalmente, nosso querido Stiles de volta! Ele retorna afiado, inteligente, útil e engraçado, como sempre! Stydia parece ter retornado, mas precisarei de mais desenvolvimento e concretização da segunda parte da temporada para acreditar realmente que meu querido casal/ship vai ficar junto, se não para sempre, pelo menos por um bom tempo em um relacionamento estável.
Stiles retornou para concretizar uma ação que já vinha se desenhando desde que Liam foi escolhido como novo capitão do time de lacrosse: literalmente(!) passar o bastão (de baseball) para Mason (seu substituto direto) e Liam, pretenso herdeiro de Scott como alfa.
Outro mérito do episódio foi sua edição ágil, com ação, correria e clímax ininterruptos até o trigésimo quinto (35) minuto(!), onde finalmente começaram os preparativos para conclusão, encaminhamentos e epílogo. A grandiosidade que uma half finale pede também esteve presente, com muitas lutas bem coreografadas e batalhas épicas e de grande escala marcadas pela ótima trilha sonora, tornando-se um espetáculo bonito de se ver para o público telespectador.
Apesar de previsível, afinal não se trata de um produto televisivo transgressor e que quer redefinir as regras da TV (e não há problema nenhum nisso), gostei de como tudo foi bem amarrado na trama dos antagonistas/vilões, que já deram o que tinham que dar, e parcialmente resolvido no tocante do destino da vida de nossos protagonistas, os componentes do pack de Scott.

Emoção também foi palavra chave na construção do roteiro, com o reencontro de Stiles com o pai, com Scott, com Lydia e, até mesmo a conexão de Malia com o pai, Peter Hale. Tudo muito bem construído, embasado e crível na tela.
Lydia evoluiu bastante até aqui, mais segura e confiante de como utilizar seus poderes, “botando pra quebrar” com seus gritos de banshee, saindo do papel recorrente relegado às mulheres de “donzela em perigo” para dona de suas próprias ações e destino, para nossa alegria tornando-se heroína ativa do pack liderado por Scott.
Outro romance que eu vinha torcendo bastante foi finalmente consumado, entre Mama McCall e Chris Argent! O beijo não foi gratuito, pois o clima foi bem construído nas diversas interações entre os dois personagens no decorrer dos episódios dessa sexta temporada. Entretanto, foi inapropriado pela situação e constrangedor como somente Teen Wolf sabe fazer em seus melhores momentos, para quebrar tensão com alívio cômico.
Theo, desaparecido desde o último episódio, retornou para salvar Liam e parece estar trilhando um caminho rumo à redenção. Ainda é muito cedo pra dizer, mas vamos esperar para ver se ele tem mesmo salvação ou se irá se tornar o novo Peter (dúbio e sempre com seus próprios interesses), o que também não seria de todo ruim, para apimentar a história.
A conclusão do episódio foi do jeito que eu gosto: Teen Wolf sai da constante penumbra e clima sombrio para a luz do dia e o clima intenso de High School. Claro que, como já é tradição na série, o clima de calmaria, felicidade e tranquilidade não deve durar muito, já que em breve mais um vilão megalomaníaco e sobrenatural (ainda não introduzido e nem apresentado) deve aportar em Beacon Hills com um plano maligno.
Riders On The Storm cumpriu com eficiência sua função, de amarrar e resolver as tramas, especialmente a que concerne os exaustivos Cavaleiros Fantasmas. Repleto de ação ininterrupta, o episódio garante entretenimento imersivo para o público telespectador durante seus quase 42 minutos de projeção.
E agora, qual formato vocês apostam para a temporada 6B? Seria Liam, Mason, Malia, Hayden e Cory tentando salvar Beacon Hills com a ajuda remota e esporádica de Scott, Stiles e Lydia, os originais?! Deixem seus palpites nos comentários! Até o verão americano, que se inicia em junho!















