Memória encontrada ou história perdida em Memory Found?!
Nós Série Maníacos, apaixonados por histórias contadas na plataforma audiovisual de mídia, sabemos que diversos fatores externos podem influenciar nossa opinião e apreço por determinado produto audiovisual, seja ele finito, eventual e singular (como um filme, por exemplo) ou seriado.
Dentre tais fatores podemos citar cansaço, mau humor, indisposição, sono, o ambiente (iluminação, temperatura, ruídos) e até mesmo o dispositivo utilizado para reprodução do vídeo, seja ele um home theater, tv, tablet, notebook, desktop, smartphone, etc. Todas essas variáveis influenciam nossa percepção e imersão na história que assistimos e acompanhamos nas multitelas do mundo contemporâneo.
Toda essa argumentação faço para talvez justificar minha percepção sobre o episódio apresentado por Teen Wolf nessa semana, já que não o apreciei muito. Diante de meu cansaço e tédio, considerei Memory Found um capítulo filler cujo seu maior demérito é tentar enganar o telespectador, criando a ilusão de que a história e seus personagens evoluem, o que de fato pouco acontece.
Sendo assim, em meu dilema se meus fatores externos tiveram um peso maior do que o episódio em si em minha avaliação, considero saudável o debate com outros fãs e telespectadores, para encontrar o equilíbrio, além de expor meus argumentos da forma mais objetiva possível.
Antes mesmo de questionar a qualidade da escrita, ressalvo que obviamente levo em consideração em minha avaliação/percepção o fato, novamente externo, do afastamento de Dylan O’Brien dos sets de filmagem em decorrência de seu acidente na franquia Maze Runner. Provavelmente Jeff Davis e seus roteiristas realmente tivessem uma temporada bem mais estruturada e tiveram que lidar com as circunstâncias do inesperado e trabalhar com a ausência de Dylan.
Em uma temporada final cabe espaço para homenagens e nostalgias?! Claro que sim !!! Entretanto os flashbacks (repetição de cenas passadas já exibidas) soaram mais como preenchimento (filling) dos 42 minutos necessários para uma hora de televisão com intervalos comerciais.

E como foi torturante assistir Scott, Malia e Lydia buscando se lembrar de Stiles. Os dois primeiros sofreram de frio para nada resolver de abrir um portal. E para invalidar ainda mais a premissa, Lydia pode ter conseguido atingir o objetivo com uma simples hipnose que poderia ter sido feita desde o princípio e poupado os personagens e, principalmente, a nós telespectadores. Se Stiles realmente retornará naquela luz branca do cliffhanger, somente o próximo episódio poderá nos responder (ou não!).
Paralelamente a essa trama, tivemos somente mais outra, o que pode ter contribuído para deixar o episódio mais maçante do que o normal e pouco dinâmico. Dividindo a tela com o trio principal, estavam apenas Liam e Theo, já que precocemente o xerife Noah foi limado da existência pelos Ghost Riders. O embate entre Liam e Theo tentou soar interessante, mas a desconfiança entre eles já não era algo novo a ser trabalhado. E até mesmo a suposta redenção de Theo, que se “sacrificou”, não me convenceu muito. Poderia ser uma suposta evolução de personagem, mas isso somente o tempo ou o próximo capítulo poderão dizer.
A meu ver, os Cavaleiros Fantasmas continuam imbatíveis demais para essa altura da história. Se Liam e Theo fosse mais espertos, poderiam ter pego as armas dos cavaleiros que eliminaram e atirar em mais alguns outros.
Em suma, tive a percepção de que Memory Found não chegou a lugar algum durante seus quarenta minutos de projeção. Foi um episódio perdido, com perdão do trocadilho, que ainda tenta enganar o telespectador com a ilusão de que trama e personagens evoluem significativamente, o que sempre foi o maior mérito de Teen Wolf, que incessantemente elogio aqui nas reviews semanais. A grande verdade é que Dylan OBrien e seu magnífico Stiles estão fazendo muita falta. E a máxima de valorizarmos algo somente quando perdemos (o que também não é o caso, já que sempre considerei Stiles a melhor coisa da série!) nunca soou tão verdadeira quanto em Teen Wolf atualmente.
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1: Fui muito amargo e infeliz?! Discutam e debatam nos comentários, de forma saudável e educada com os coleguinhas, é claro! Exponham seus argumentos e percepções.
2: Como eterno amante do audiovisual, tenho plena consciência que revisitar um filme é sempre válido, pois cada assistida é uma leitura, para melhor ou para pior. Tudo fica condicionado às circunstâncias, aos fatores que já explicitei acima no início do texto, além das experiências vividas durante a vida no intervalo entre as projeções. Com série já é mais complicado aplicar o mesmo processo, devido à correria do dia dia, falta de tempo e à principal característica de uma produção seriada: episódios são partes de um todo.















