Rogue One se estabelece como o melhor filme do ano, honrando a franquia com uma abordagem cinza e inovadora.
Situado entre “Vingança dos Sith” e “Uma Nova Esperança”, Rogue One, o primeiro spin-off da saga nos cinemas, foi extremamente eficaz pela sua fidelidade às histórias anteriores, pelo elemento inovador, ao mesmo tempo em que costurou pequenas pontas soltas da franquia. Um filme sem sabres de luz, sem a força propriamente dita e o conhecido (e querido) confronto de Jedis contra Siths. Essa era a premissa de Rogue One desde o início, o que preocupava uma parte do fandom da franquia, obviamente. Mas, contra tudo e contra todos, Rogue One se estabeleceu como o melhor filme do ano, superando até mesmo seu antecessor de lançamento, o Despertar da Força.

Rogue One era uma jogada arriscada, pela sua abordagem inovadora de deixar de lado o foco original dos Jedis e Siths, com seus confrontos com sabres de luz e a trama da Aliança e do Império. Desde o anúncio dos contos paralelos, incluindo-se o já anunciado do Han Solo, que muitos fãs vinham se questionando acerca da necessidade deles, do que eles acrescentariam à mitologia da franquia. Bem, ainda é cedo para definirmos (e julgarmos, vale lembrar) o que o sidestory do Han Solo nos trará, mas com Rogue One já é outra história.
A primeira “história Star Wars”, ao contrário do que muitos pensavam, era sim necessária, por mais que “Uma Nova Esperança” tenha se desenvolvido muito bem sem ela. O episódio IV havia começado de maneira confusa, sem uma devida explicação acerca de que espiões eram aqueles que Leia falara, de como eles conseguiram invadir uma das sedes do Império e da proporção que esse ato tomou, com suas consequências e seus esforços para tal. A ideia que Leia nos passou foi a de que o roubo fora uma “moleza”, sem dar o devido valor (e nomes) a quem havia feito uma enorme diferença na guerra contra o Império. Sem os esforços de Jyn e sua equipe Luke sequer teria destruído a Estrela do Morte. E adicionar isso à timeline de Star Wars não era nem mais necessário, era obrigação.
Sem muitos spoilers, Rogue One alcançou seu objetivo, superando todas as nossas expectativas e até mesmo o episódio VII, de maneira magnífica. O que torna o filme ainda mais incrível é que todos os personagens são carismáticos (com exceção, talvez, de Jyn que, a meu ver não foi tão brilhante quanto Rey, ficando apagada e “vazia” em algumas partes do filme) e importantes para o desenvolvimento do saque ao Império. A surpresa (nem tanto, visto que a grande maioria já sabia de sua presença) do filme ficou por conta do aclamado Darth Vader em pouquíssimas (mas poderosas) cenas, o que tornou RO ainda mais emocionante, icônico, imperdível e perfeito do começo ao fim.
A grande força (ba dum tss) de Rogue One se encontra exatamente em não abordar o óbvio, os atributos mais queridos dos fãs de Star Wars, como o Despertar da Força o fez (corretamente naquela ocasião pelo intuito de reacender a saga). RO conquistou pela sua abordagem cinza, inovadora e paralela dos protagonistas dos episódios III e IV, finalmente dando lugar e holofote a histórias de personagens diferentes, corrigindo pontas soltas da franquia cinematográfica. Os integrantes do Rogue One foram essenciais para a futura queda do Império nos episódios seguintes ao IV, e vê-los ganhar o crédito pela primeira vez foi impagável e é, obviamente, memorável. É por isso que Rogue One, com toda a certeza na Força e nos Jedis, entra para a história como um dos melhores filmes de Star Wars.
Por fim, que venha o tão aguardado episódio VIII, com Rey, Finn e Poe chutando bundas dos integrantes do Império. Até lá, que a força esteja com vocês!
> Entendendo Westworld com Carol Moreira!
Curiosidades, Referências e Easter Eggs de Rogue One:
– Repararam que o local onde Jyn é levada é o Grande Templo Massassi, locação da mesma base rebelde de “Uma Nova Esperança”?
– O colar no pescoço de Jyn é um Kyber Crystal, o cristal utilizado para energizar a Estrela da Morte e os Sabres de Luz. Jyn utilizar um artefato desses, algo essencial para os dois lados da força, é uma baita ironia, não?
– A fidelidade com “Uma Nova Esperança” e outros episódios é gigantesca, alcançando a perfeição. Podemos ver esses detalhes em diversas cenas de Rogue One como, por exemplo: as dançarinas Twi-Leks (Retorno de Jedi) em hologramas da base de Saw Gerrera, Dejarik, o jogo icônico do episódio IV, a presença de figuras ilustres dos filmes anteriores, com o Dr. Evazan, Ponda Baba, General Jan Dodonna, Mon Mothma, Leia Organa (Carrie Fisher com efeitos especiais para ficar semelhante à sua personagem no passado), C3PO e R2D2 (os únicos a aparecerem em todos os filmes da franquia até hoje, sempre brilhando em suas cenas, mesmo que em apenas alguns segundos) Bail Organa e, é claro, Darth Vader.
– As referências são tão bem conectadas e costuradas, mas tanto, que até a morte do piloto “Vermelho Cinco”, em Scarif, explica porque Luke assume o “manto” do rebelde rapidamente em “Uma Nova Esperança”.

– Por último, mas não menos importante, tivemos a cena final, aquela parte que todos nós ficamos eufóricos e loucos para ver “Uma Nova Esperança” novamente, de tão perfeita que a adaptação foi. Desde o início do episódio IV, quando vemos Leia inserindo os planos no R2D2, que temos a curiosidade de como aquilo ali foi parar nas mãos da princesa, não é verdade? As últimas cenas de Rogue One revelaram a correria que foi, mostrando a quantidade de rebeldes que morreram no processo, passando as informações de “mãos em mãos”, para que Leia tivesse acesso aos planos e a fraqueza da Estrela da Morte. A escolha de conectar uma história com a outra, elaborada com cautela e fidelidade, com certeza fechou a sequência com chave de ouro.














![Derivado Cast #18 – Rogue One, The OA e Amigo Secreto [Season Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2016/12/maxresdefault-38-218x150.jpg)
