Um bom episódio filler de White Collar.

Spoilers Abaixo:

Ainda carregando resquícios do último episódio (que foi em flashback), a série soube mesclar um caso da semana interessante com a cada vez mais sólida amizade entre Neal e Peter. Abordando mais uma vez sobre o passado de Caffrey, especificamente sobre seu pai, descobrimos mais algumas informações interessantes sobre o personagem.

Dessa vez a equipe Burke teve que resolver um caso em uma semana no intuito de limpar o nome do filho de um diplomata americano. O rapaz foi preso em Burma (ou Myanmar, se preferir) acusado de roubar um valioso rubi típico da região, o sangue de pombo.

O caso em si foi um tremendo imbróglio. Primeiro, a equipe teve que criar um chamariz para atrair o verdadeiro ladrão da tal jóia, o que funcionou perfeitamente. Depois, após fazer o ladrão confessar o roubo e fazer um acordo, a equipe tomou um revés do consulado birmanês, onde o verdadeiro criminoso fez outro acordo bem mais vantajoso, que implicava o filho do diplomata no roubo. Então os agentes (e Neal) tiveram que recorrer a namorada do sequestrado, que guardava em seu HD várias informações que provavam a inocência do jovem. Novamente houve mais um revés, pois o consulado chegou à garota antes, roubando o tal HD, o que protegeria sua versão da história.

Como os meios legais terminaram se esgotando, o diplomata teve que usar o seu “plano B”: mandar Caffrey resolver o problema da forma que ele melhor conhece, ou seja, pela via criminosa. O golpista bolou um plano arriscado com o auxílio de Moz, que forçaria o tal HD a ser posto em território americano, saindo assim da jurisdição birmanesa. O plano, que contou ainda com a ajuda de última hora (e providencial) de Peter, terminou dando certo. Como sempre em White Collar, tudo acaba bem quando termina bem (com exceção da Season Finale).

Enquanto a trama do caso ia se desenrolando, as cenas eram entrecortadas pela história familiar de Neal. Quando ele contou a Peter que o pai dele era um policial, eu fiquei tão surpreso quanto o agente. Claro que depois fiquei desconfiado da veracidade da história após aquele diálogo entre Caffrey e Moz. Por fim, quando ele revelou que o pai dele era um policial corrupto, entendi a preocupação do golpista. Ter medo de que a genética tenha determinado seu futuro é compreensível, mas em parte bobo. Um homem é o conjunto de suas escolhas, no limite do que possa ele decidir. Mesmo assim, como já disse, compreendo.

Em suma, foi um episódio de razoável para bom, com seus momentos marcantes e também situações previsíveis. Agora, pergunto: faltando tão pouco para o fim da temporada, não seria melhor termos tido uma história ligada a Vincent Adler, o tal vilão da série? Se não me engano, esse foi o segundo episódio filler da atual temporada (o primeiro foi “By the Book”). Uma média até aceitável para uma temporada de 15 episódios.

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