Supermax veio com a proposta ousada de contar uma história de terror, um gênero pouco explorado na dramaturgia brasileira, mas será que essa incursão vai ser bem-sucedida, durante cada episódio?
“O Jogo Recomeçou”
A ideia de explorar a questão do reality show é bem interessante, e a proposta dos episódios também, já que eles estão se desenvolvendo com calma, sem apressar os passos, fazendo a audiência acompanhar o ritmo da série sem ficar perdido.
No primeiro episódio tivemos uma apresentação de como seria o reality show e também quem são os participantes, já o segundo vem com questão de como o jogo pode influenciar na dinâmica social entre eles. Já temos o time dos mocinhos e dos bandidos dentro da história. Isso é bom? Nenhum pouco, pois no final das contas vamos torcer por aquele que tiver um coração bom, igual aos realities.
Uma coisa tenho que admitir, as interpretações ficaram menos rígidas, já está tudo mais “natural”, mas os diálogos ainda estão um tanto quanto exagerados. Não chega a se tornar um incômodo neste episódio, entretanto acaba tornando tudo um pouco chatinho.
O episódio em si se focou na rixa entre Artur e Sérgio, que a princípio parecia algo gratuito, sem nenhum significado. Mas os segredos dos personagens podem influenciar um ou outro. Neste caso, o segredo de Artur atingiu diretamente Sérgio, que perdeu um companheiro de trabalho por conta das atitudes de Artur.

Também tivemos Sabrina sendo a cobra da série, querendo fazer as inimizades dentro do “reality”. Se formos pensar bem, é igual a tantos participantes que conhecemos no passar dos anos. Ou seja, no quesito personificar cada estereótipo das figuras de um reality show, a série está conseguindo isso com louvor.
Sabrina é uma personagem que tem seus mistérios, mas sem soar tão forçado. Cleo Pires conseguiu dar um tom correto a personagem, de forma que, no meu ponto de vista, ela está se saindo como um dos destaques da série.
Se você perdeu a crítica do primeiro episódio de Supermax, clique aqui.Agora o que realmente incomodou foram os malditos “jumpscares”, eu sempre digo que isso não causa medo, mas sim assusta, e susto não são coisas legais. Quero ficar tenso, quero sentir frio na minha barriga, quero ter aquela sensação de que tem algo me observando na escuridão, e isso até agora não foi fornecido pela série.
Se a série continuar nessa vertente de ir evoluindo a sua narrativa através dos episódios, de forma gradual, começaremos a ter os desdobramentos sobrenaturais/terror a partir do próximo episódio, e é aí que veremos se a série engrena de vez e mostra todo seu poder.
PS1: Desculpa não responder todos os comentários, eu fiquei sem tempo essa semana, mas podem ter certeza que leio todos.
PS2: Descobri que o coração da floresta amazônica, como dizia nas propagandas, fica no Acre #nãofaltemasaulasdegeografia.
PS3: Teremos personagens “plantas”, igual os realities? Pois tem alguns que ainda não aprendi o nome porque mal apareceram.
PS4: Só fui eu que achei aquele gato preto muito mal feito?














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