O dia em que 30 Rock virou uma sitcom normal. Será? Outra: Costa Leste ou Oeste? Meio confuso, mas vamos entender tudo melhor.

Spoilers Abaixo:

Então que este foi o tão aguardado episódio ao vivo de 30 Rock. Tentar chamar atenção e conseguir mais audiência? Se desafiar após várias temporadas? Apenas para mostrar que pode? Provável que eu tenha acertado alguma coisa ai, assim como devem ter outros tantos motivos, o caso é que aconteceu e não poderiam ter sido mais bem sucedidos. Só digo para se prepararem para ver a série mais uma vez sendo indicada massivamente nas premiações.

Sobre a série ter se tornado uma sitcom tradicional no episódio, aparentemente foi o que aconteceu. Lá estavam a plateia, as risadas e as múltiplas câmeras. Mas claro que isso foi apenas devido as características do “ao vivo”. Todas as situações foram exatamente as mesmas que seriam usadas em um episódio normal, com o roteiro se adaptando aqui e ali. Melhor não chamar de normal, pois este episódio foi além e pode tranquilamente entrar no rol dos melhores da série. Um episódio ao vivo sobre um programa que iria ao ar ao vivo e tudo o que poderia dar errado. Nem tem como ficar melhor do que isso.

Uma das maiores características da série é a utilização de flashbacks, curtos e com cortes rápidos. E como poderiam fazer isso ao vivo? Simplesmente substituindo os atores por outros, se para o Jack utilizaram um cara aleatório apenas para fazer escada para o Baldwin, para Liz chamaram simplesmente Julia Louis-Dreyfus, que roubou a cena em cada um dos poucos segundos em que apareceu como Liz Lemon. Sem falar da forma como fizeram a transição entre as cenas, simulando incrivelmente a forma como seria em um episódio normal. Isso sem contar ainda a quantidade de cenários que conseguiram utilizar.

Sobre os convidados, todos muito bem utilizados. Matt Damon bem divertido como Carol, destaco a cena da festa surpresa para a Liz. John Hamm hilário fazendo o comercial sobre transplantes de mãos. A Julia não precisa nem falar mais nada. Tivemos também a volta da Rachel Dratch, com sua personagem ainda mais doida que o normal. E para fechar com chave de ouro, Dr. Spaceman não poderia faltar neste episódio especial com seu novo método para tratar da disfunção erétil.

Sobre o elenco, achei a Tina Fey ótima, me surpreendi com a atuação dela aqui. O Baldwin estava bem, mas esperava mais dele, ficou abaixo do que ele normalmente entrega. Tracy Morgan estava hilário e achei ótima a brincadeira que fizeram dele “quebrar” durante o programa ao vivo. Metalinguagem mandou um “oi” para a tia Fey. Morri aqui com ele de Oprah perdendo a peruca. E o destaque do elenco principal vai para Jane Krakowski, ela estava tão a vontade fazendo a Jenna aqui, lembrou os melhores momentos da personagem. Cena com o Baldwin sentindo o cheio de álcool é meu destaque para ela.

Enfim, o saldo final é um roteiro incrível e execução idem. Saldo mais que positivo para a experiência. E para quem não ficou sabendo, o episódio foi exibido ao vivo por duas vezes, um para a costa leste e outro para a oeste americana. Com isto, há algumas diferenças sutis em diversas cenas do episódio, lembro agora do comercial do Dr. Spaceman que ficou bem mais curto na segunda versão. Comercial do Hamm também mudou. Jane não cantou a abertura no outro. Também notei o Baldwin mais a vontade no segundo. Enfim, o da costa oeste ficou mais redondo, porém o da leste tem mais “pegada”. São poucas diferenças e para quem tiver curiosidade, é só ver o vídeo abaixo…



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