“Y a mucha honra Katerina la del Barrio soy”

KATH É DIIIIIIVA, MEU DEUS… KATH É DIVA DEMAIS! E são episódios como “Monster’s Ball” que deixam claro que isso é mais do que uma idolatria sem sentido… Isso é um fato! Já há algum tempo que The Vampire Diaries está se transformando em The Katherine Diaries e a incapacidade do roteiro de matar Kath deixa claro o quanto a equipe da série sabe o poder da personagem perante o público e, mais ainda, o quanto eles utilizam isso em favor da série. E fato é que, depois da trágica quarta temporada, é completamente compreensível essa overdose de Kath neste início de quinta temporada… E posso dizer? Não tô reclamando… Pelo contrário, tô amando muito tudo isso!

Porque o amor que sinto por Katerina Petrova é tão grande, mas tão grande, que minha real vontade é fazer essa review apenas sobre suas cenas, desconsiderando todo o resto do elenco e escrever um texto de dez páginas sobre essa Musa única de nossa querida série… Mas como eu sou um profissional sério e assinei um contrato com o Série Maníacos que me obriga a cobrir integralmente os episódios exibidos de TVD – aquele mesmo contrato que me obriga a lembrar de tudo de mais insignificante da série, como pro exemplo, as penas de Bonnie na primeira temporada, que não peguei a referência no episódio anterior. Absurdo! – vou dar uma passada rápida pelos outros núcleos.

E o pior é que, mesmo Kath sendo a dona do episódio, dentre todos os núcleos desenvolvidos nele, ela foi a que menos teve tempo em tela, provavelmente. E mais, os outros núcleos estavam muito interessantes e, num raro momento, tivemos Stefan, Elena e Damon funcionando perfeitamente – não juntos, obviamente – e ainda um bom aparecimento de Dr. Maxfield e, claro, nossa querida louca Tessa fazendo a egípcia e arrasando na festinha da semana transformando até Cleópatra numa mulher que acabou de sair dum manicômio. A loucura sai pelos póros dessa mulher e não tenho dúvidas que Tessinha já é a melhor bruxa EVER que tivemos em TVD.

Ou seja, tivemos um episódio MUITO BOM de The Vampire Diaries desta semana e, no geral, todos os núcleos funcionaram de maneira satisfatória, mas o problema é que nem a galinhagem de Elena, nem a cretinice de Damon, nem a vibe “foda-se” do Stefan e nem mesmo a loucura latente de Tessinha é capaz de competir com Kath. Essa mulher fugindo e descabelada é melhor do que qualquer outra trama cheia de ações e plot twists de The Vampire Diaries.

Mas já naquele resumão habitual, vemos que o episódio se resume basicamente a mais um baile qualquer na faculdade da Elena onde o povo se fantasiava e a trama tinha uma desculpa pra desenrolar (gente, é tanta festa que nem me dou mais ao trabalho de tentar entender o motivo da existência delas)… E, aproveitando o elenco reunido, Damon aproveitou o ensejo para se unir a Silas pra tentar trazer Bonnie de volta à vida, matando Stefan para que o imortal pudesse recuperar seus poderes. Enquanto isso Elena ficou de stalker num novo personagem qualquer, Caroline e Tyler transavam, Kath fugia com Nadia e Tessa… Bem, Tessa não bate bem da cabeça, nem me esforço pra achar razão nas suas ações.

Já de cara, quero deixar aqui o meu desapontamento por essa história de Damon se unir a Silas para aproveitar a morte dele para trazer a bruxinha de volta à vida… Deixa a mulher morta… Troço chato! Vai pra luz, segue o túnel branco, desencarna fia, vai assombrar outras pessoas… Que isso! Quer mais o quê? Até uma review toda dedicada à sua boca torta você teve semana passada! Também não sei de onde Damon tirou essa ideia… Ahh, pelo amor! A única coisa boa disso tudo foi que as cenas entre Damon, Stefan e Silas renderam bastante.

Aliás, tudo o que aconteceu no baile estava ótimo, começando por Stefan. Tô curtindo demais essa vibe “foda-se” dele que não tá nem aí pra nada, só quer encher a cara e azarar as cocotas… Tá certo! E daí que, quando o irmão começou a quebrar seu pescoço constantemente para trabalhar junto com Silas, foi sensacional a virada de jogo do próprio Stefan pra cima do Damon, quebrando o pescoço dele e indo lá estragar todo o plano do Silas com Tessa.

Silas e Tessa, aliás, são outro capítulo à parte. Primeiro que achei sem sentido em níveis estratosféricos Tessa que é uma bruxa milenar e tal e coisa ir num baile à fantasia simplesmente por querer ir, mas de boas. Deixem Tessinha em paz. Ela quer ir, ela vai. Aí chega lá e fica toda se querendo pra cima do Stefan porque né? Se não tem Silas vai de cópia mesmo e como eu já vi que isso é rolo antigo, também não me meto. Só quero mesmo é ver Tessinha feliz… Aí quando eu penso que a história da fantasia e coisa e tal iria acabar com a áurea de loucura da nossa bruxinha eis que ela me aparece vestida numa versão psycho de Cleópatra – e, pra ser honesto, Tessinha vai ter essa mesma áurea de loucura mesmo vestida de Telettubie – e eu me toquei de uma coisa: E daí? Quem foi que disse que Tessinha tem que fazer algum sentido? Essa mulher tem que existir só pra nos fazer feliz. E seja conversando com Stefan/Silas ou tentando fazer um DDI para o outro lado do véu com seu cordão pra descobrir onde está sua âncora, ela me fez feliz e nossa relação continua maravilhosa… Tessa, eu te compreendo e estou contigo! Força, amiga!

E esse baile estava tão bom, mas tão bom, que pasmem, até Elena funcionou. Sua trama merece o prêmio de aleatoriedade do mundo porque, né? A amiga morreu, o irmão tá num relacionamento nada saudável com um fantasma, o ex tá louco e mandando essa porra toda pra casa do caralho, o namorado tá se unindo a um psicopata pra tentar ressuscitar sua amiga morta e Elena tá fazendo o quê? Stalkeando um aleatório que era amigo da roommate que ela conheceu por 15 minutos, porque né, gente? Prioridades.

Mas daí que quando eu penso que o máximo que essa história no apresentaria seria sua aleatoriedade, eis que conhecemos melhor Aaron e aí meu queixo caiu. Gente, o cara é a Elena de calça e veio com todo aquele discurso de que todo mundo da vida dele morreu e que ele é a vítima e blá blá blá.. Me desculpem Delenas e Stelenas, sou Aarena desde criancinha. Eles são a representação viva do que são duas almas gêmeas. E mais, o tutor do rapaz é o Dr. Maxfield que além de ser bizarro também sabe sobre Elena e faz experimentos com vampiros para ver suas capacidades de resistência. Quer dizer, se bem desenvolvido, podemos ter coisas muito boas vindas desse núcleo aí.

Pra não dizer que foi tudo perfeito no baile, tivemos Caroline e Tyler. E minha decepção por essa decadência de Caroline é tão grande, mas tão grande, que não tenho nenhuma vontade de nem mesmo comentar isso. Fato é que Caroline não funciona mais como personagem. Não funciona mais como amiga, como namorada, como conselheira e não tem mais nenhuma importância na trama central da temporada… Pode parecer exagero o que vou dizer, mas acreditem, não é: Caroline é uma personagem completamente dispensável e sua morte neste momento não seria nenhum pouco absurda. E Tyler, bem, continuo não entendendo sua função na série. É sério gente.

Mas enquanto as coisas bombavam no baile e Jeremy trocava carícias com uma fantasma, bem distante dali tínhamos Kath fugindo de Silas juntamente com Nadia, que já de cara deixou claro que estava ali por vingança porque Kath teria matado sua mãe há alguns séculos atrás… Claro que nossa musa, que é simplesmente uma participante nata de Survivor e luta pela vida até nas situações mais impensáveis, não pensa duas vezes antes de pegar o primeiro pedaço de pau que vê na frente e transformar em estaca, atravessando Nadia no meio de uma multidão e fugindo dali… E daí, se segurem que aí começam as emoções destinadas a nossa musa neste episódio…

Já de cara, quando eu achava que essa dupla com Nadia não podia render tanto quando havia rendido Kath e Jeremy, recebemos a informação de que a moça é, na verdade, a filha de Katerina… Minha gente, nunca vi uma cena de pouquíssimos segundo mudar completamente a trajetória de um personagem na série… Nádia, que até então era uma incógnita, agora é NADIA PETROVA, musa, diva, sucessora direta de uma nobre linhagem de piranhagem, PRINCESA de The Vampire Diaries, primogênita de nossa musa Katerina em nossos corações…

Para ser exato, muita coisa começou a fazer sentido, afinal, já conhecemos Nadia num threesome com Matt e Rebekah na Europa e, de lá pra cá, ela já colocou até mesmo o Silas contra a parede. E, aliás, isso mostra como é óbvia a inspiração de Titia Plec e Titia Dries em MARIA DO BAIRRO para seguir a trama de nossa musa nessa temporada. Afinal, se Maria também perdeu seu filho, Fernandinho, o que causou a grande virada na novela para que ela, anos depois, rica e poderosa o reencontrasse, aqui em TVD temos nossa Katerina do Bairro que, no pior momento de sua vida, quando não tem mais forças para lutar contra a morte iminente, reencontra a filha perdida, Nadia, e com isso reencontra suas forças para continuar nessa corrida alucinada para permanecer viva.

Porque sim, minha gente, Katerina do Bairro é uma sobrevivente… Capaz de enganar a própria morte que não é forte o suficiente perto de toda sua malemolência para permanecer viva… Já na cena final quando vimos Damon e Elena convidando Kath até a Mansão Salvatore para encontrar um Silas petrificado no sofá eu já senti um mau agouro e gritei “CORRE KATH, ISSO É ARMADILHA DE SATANÁS!”. E era. Quando eu me vi, de repente estava vendo Damon morder a moça e dá-la de refeição ao imortal… E aí eu taquei tudo no chão, gritei, me levantei da cama e xinguei até a última geração de cada um dos membros da equipe de TVD pelo que se aproximava – e detalhe, eram 4h da manhã e tava todo mundo dormindo aqui em casa – e a angústia foi tomando conta de mim, porque com a humanidade de Kath, era certeza que nossa musa encontraria sua morte naquele momento…

Mas eu me enganei.

E me enganei porque Kath não é humana… Ela é um fenômeno da natureza. É vida. É a força. É a beleza. É cada estrela no céu. É a água de um riacho. É uma deusa. Uma louca. Uma feiticeira. Ela é demais. É o Yin. É o Yang. É o sim. É o não. É o vento batendo na porta. É a última folha a cair no outono. É a primeira flor a nascer na primavera. É água no deserto. É comida para quem tem fome. Água para quem tem sede. É pau. É pedra. É o fim do caminho. É o alfa e o beta. É o meu sol. É a minha lua. É a minha Terra. Jupiter. Saturno. Urano. Netuno. Marte. É Plutão. É luz. É raio. Estrela. E luar. Manhã de sol. É o meu ia-ia. É o meu io-iô. Kath é musa. Kath é diva. Kath é rainha. KATH É ÚNICA.

E quando Damon ouviu seu coração bater tenho que assumir que o meu próprio voltara a bater… E se só a certeza de que Kath estava viva não era suficiente para mim ainda tenho o PRESENTE de vê-la abrir os olhos e, ao avistar Damon e Elena, perguntar se estava no inferno.

Sim Kath, você está… Mas nós, minha musa, estamos no céu contigo… E continuaremos no céu enquanto você existir em nossa vida.

P.S.: Gente, musa na série mesmo nós só temos Kath… Mas isso não impede de termos uma musa da área psiquiátrica e, nesta categoria, Tessa é soberana. E ELA AINDA AMA BACON! É muito amor, meu povo!

P.S. 2: Tyler já não tem muito crédito por simplesmente não ter importância nenhuma na série, e ainda me volta com drama de adolescente rebelde? Essa do “não quero estudar e não preciso da permissão do Klaus” me deu uma saudades de Malhação que não é brincadeira.

P.S. 3: Quanto a essa história da âncora de Tessa, prefiro não falar muito antes de saber exatamente do que se trata. Acho que, se bem desenvolvida, pode render bastante. Mas tenho que assumir que ando meio com preguiça de que as bruxas agora podem fazer tudo nesse mundo. Virou meio que um coringa no roteiro de TVD. Mas vamos ver no que dá.

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