Enfim, uma boa dose de diversão.

Com a questionável qualidade que The Librarians vêm apresentando, não estava muito animado com a exibição dupla de episódios. Se às vezes a série não consegue entreter com um único episódio, passar dois de uma vez pode ser uma experiência desastrosa.

Não foi, entretanto. Muito pelo contrário, foram dois bons episódios. Geralmente, mesmo em reviews duplas, prefiro falar dos episódios separadamente, mas nesse caso, acho que é bem mais prático falar dos dois juntos, pontuando algumas coisas em um e em outro. Não que os episódios sejam conectados, afinal, são dois fillers, cada um com suas tramas individuais, mas porque é basicamente pelos mesmos motivos que os dois episódios funcionaram e foram divertidos.

Ambos os episódios me ganharam desde o começo pela sua simplicidade. Um episódio foi focado em uma feira de ciências e outro em uma casa mal assombrada. Propostas simples, mas que propiciaram desenvolvimentos bacanas, com elementos que surgiam aos poucos para incrementar um pouco mais a história numa dose certeira. Outro ponto que contribuiu bastante foi a mitologia. Sem exageros, tivemos mitologias bem introduzidas, interessantes e bem desenvolvidas. Só achei extremamente bobo transformarem um feitiço em um aplicativo de celular, mas tudo bem. Dá pra relevar.

Em “And the Rule of Three” achei bem legal a ideia de introduzirem Morgan le Fay, a irmã feiticeira do Rei Arthur, na série. O que me incomoda é que The Librarians continua contratando atores HORRÍVEIS. A personagem fez sentido no episódio, mas a atuação foi vergonhosa em diversos momentos. Tanto que talvez o maior problema desse episódio pra mim foi a cena (absurdamente aleatória, só pra constar) da “viagem mental” de Eve com Morgan le Fay. A cena já era aleatória, e ainda com as duas, foi extremamente sem graça e infelizmente só serviu para enfraquecer o clímax do episódio. O pior é que como Morgan le Fay continuou viva e ainda tem envolvimento com o tal passado sombrio de Jenkins,  o que dá a entender é que ela ainda volta, e com isso, continuamos ganhando péssimos vilões.

É bom notar que os roteiristas têm noção de que Cassandra é uma personagem bem forte. Percebe-se isso na forma como nos dois episódios, ela tem certo destaque. No primeiro ela é um excelente alívio cômico e também tem ótimos momentos interagindo com Amy na feira de ciências, e no segundo ganha mais destaque interagindo com Katie. Minha única ressalva é que está ficando extremamente repetitivo essa história de não confiarem nela porque ela já os traiu uma vez, lá no começo de tudo. Isso tudo já passou e não faz sentido (e ainda é chato) ficarem batendo na mesma tecla. Em “And the Heart of Darkness” ainda, com Eve mandando ela “ir embora” o tempo todo, ficou bem óbvio que seria ela que acabaria salvando o dia.

Sempre tento relevar os efeitos especiais pobres da série, porém tenho que dizer que em “And the Heart Of Darkness” a coisa esteve bem crítica. O verdadeiro problema é que quando os efeitos são ruins assim, muita gente faz cara feia para o que está assistindo, então ainda bem que o roteiro, com a casa assombrada e a garota, estavam bem interessantes pra compensar isso.

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