Quanto mais rápido você se move, menos tempo você tem de sobra.
Um episódio que não foi perfeito e que também precisou separar algumas coisas fundamentais para que o importante não fosse tratado como banal. Porém, algo válido saiu de ‘The Nuclear Man’, episódio que não teve a aparição de nenhum vilão saído dos quadrinhos, mas que dosou risco e antecipação de forma exemplar. Sem comentar um dos pontos mais válidos, a parceria Cisco x Joe.
Existiram alguns problemas com o episódio, que manteve duas histórias paralelas e que não conseguiram conversar entre si. Firestorm de um lado, Barry e suas mulheres do outro. Ficou um pouco complicado dividir a atenção com dois assuntos tão discrepantes. Uma explosão nuclear em uma mão e um romance bobo na outra. São coisas que não casam muito bem com o tom adquirido no processo de desenvolvimento do tema do episódio.
Já Cisco e Joe, esses me conquistaram. Nada novo foi revelado, todo mundo já tinha uma noção de que os raios vistos por Barry no dia que sua mãe foi assassinada seriam dele e do outro Flash, o reverso. Revelar que Barry esteve lá foi uma ajuda para quem não está imerso no mundo dos quadrinhos e não se interessa muito pelas teorias e conspirações levantadas em sites do gênero. Entretanto, ter Joe e Cisco na casa da divorciada apimentada (quanta pimenta por episódio, não?), os dois investigando o crime, encontrando soluções juntos e mostrando que ambos têm química com qualquer personagem fizeram valer a pena a diversificação do texto neste episódio que inicialmente se propôs a discutir relacionamentos amorosos e bombas atômicas.
Linda Park ainda me mantém dividido. Eu gostei bastante da inclusão da personagem. Já que romance é mandatório quando CW está no meio, que ele seja menos maçante, certo? Então, ao notar que a presença de Linda significaria uma participação reduzida dos dramas de Iris e Barry, eu só consegui sorrir. Mas foi exatamente como eu disse na review anterior, Linda apareceu só para que Iris pudesse descobrir seus verdadeiros sentimentos. Pelo menos no processo conseguiremos ver um Barry menos chato e mais solto. De qualquer forma, pedir pela exclusão do fator romance das séries da CW é batalha perdida e eu imagino que isso já tenha ficado mais do que claro para todos nós.
Mas vejam pelo lado positivo, nós tivemos a oportunidade de testemunhar o maior vibrador do mundo e de carne e osso. Pobre Barry. Pobre Barry de novo ao ver Iris tentando sabotar o namoro do “amigo”. Gente, onde esse povo está com a cabeça? Onde eles pensam que criando esse tipo de tensão, nós nos tornaremos mais inclinados a gostar da Iris e a deseja-la como par do herói? Eu queria era enfiar aquela pimenta… Bom, manterei minha compostura de reviewer neste texto e não comentarei o local onde determinada pimenta deveria ser introduzida. Enfim, se o caminho trilhado por Linda será o de despertar nosso interesse por Iris, já começaram errado, pois tudo o que eu quis foi vê-la caindo de cara no chão.

Ronnie e Stein no mesmo corpo é de uma complexidade incrível. Foi muito bom ver que não tentaram criar uma relação de médico e monstro, com alternâncias entre Ronnie e Stein, já que isso não seria até mesmo de capacidade do já conhecido Robbie Amell (que cumpriu a cota de shirtless por episódio da família na CW). Assim como os efeitos especiais que demonstram mais uma vez o nível que a emissora atingiu, e olhem que estamos falando de uma exibição menor, um orçamento mais restrito. Séries com mais dinheiro ainda não conseguem fazer tão bem, o que The Flash vem fazendo em sua temporada de estreia.
Mas não apenas efeitos especiais, testemunhamos a história de origem de mais um herói da DC. Lembrem-se, existem promessas de mais uma série de herói para a CW com o mundo ambientado dos super-heróis do universo de Arrow e Flash. Ninguém sabe ao certo quem será o protagonista, mas levando em consideração que Robbie Amell já teve sua chance como protagonista em Tomorrow People, fica válida aqui a antecipação para que o personagem ganhe mais destaque. E notem, ele ganhando uma série, Caitlin ficaria em The Flash ou Firestorm? Não estou pronto para me despedir da Doutora Neve, não mesmo.
E é quando não existem vilões, que a história consegue fluir de forma mais organizada. Mesmo que o episódio ainda tenha terminado sem uma conclusão. Vocês já notaram que a série sempre passa esse ar de falta de tempo? É até irônico pensar dessa forma, mas todos os vilões, todos os embates, sempre fica aquela impressão de que uns minutos a mais seriam essenciais para conclusão verdadeira do roteiro. Eu não me lembro de ter visto nenhum “continua” ao final de ‘The Nuclear Man’, o cliffhanger funcionou para gerar um pouco de burburinho, mas confesso, seria bom ter um ponto concluindo de verdade algum assunto, dentro do episódio exibido. Mas no caso do general, eu nem vou reclamar muito, funcionou.
Porém, se é necessário ser absolutamente honesto, The Flash está precisando de um separador quântico para ela também, não apenas para Ronnie/Firestorm. Fica evidente que as partes boas e ruins estão cada vez mais fortes. Tem muita coisa que não funciona na série, muita gordura que poderia ser queimada com um metabolismo mais acelerado e sim, estou me referindo a aquela que não deve ser nomeada.
Easter Eggs e outras informações.
– 52 e Waid, nome das ruas que se referem aos novos 52 e a Mark Waid, escritor de The Flash.
– Quentin Quayle, nome do cientista ferido na primeira explosão do Professor Stein pode ter alguma relação ao personagem Phineas Quayle, conectado ao evento da Crise nas Infinitas Terras.
– Prêmio Conway faz menção ao criador de Firestorm, Gerry Conway, o mesmo que deu a vida a Felicity Smoak em Arrow.
– Mal Duncan o nome do musico que Barry queria convidar Linda para conhecer é na verdade o nome de um personagem da DC Comics, Vox/Guardião.















