A luta interna de aceitar e seguir em frente com Memory Lost.
Após uma longa espera, finalmente a MTV retornou com essa crocância de série que é Teen Wolf. Todos os nossos colírios padrão Capricho/Atrevida/TodaTeen estão de volta para essa última temporada, que já começou bem promissora.
O tema de Memory Lost foi focado em Stiles, o protagonista do capítulo (e também que a série merecia). Vemos que o rapaz tem dificuldades em aceitar que o tempo de high school em Beacon Hills está terminando e que a vida segue em frente. O roteiro trata bem de explorar esse conflito de Stiles, de forma sutil, porém bem eficiente. Ele desejar que algo de sobrenatural aconteça, após o marasmo que a tranquilidade na cidade trouxe, explicita bastante o sentimento do rapaz.
Não obstante, Stiles já é a primeira vítima importante dos vilões da temporada: os Ghost Riders. Foi uma boa virada do roteiro ao final do episódio, jogando a principal situação problema que nossos jovens heróis terão que resolver. E o mais grave: sem saber disso. Provavelmente Stiles ficará preso em um universo paralelo sem poder ser visto (hello Stranger Things!). O quão desgraçador da cabeça seria se um major plot twist estivesse planejado: se várias pessoas já foram apagadas na cidade, mas ninguém se lembra? Aquela cena dos para-brisas dos carros pode ter sido uma dica.
Ainda continuando com Stiles, o protagonista mais talentoso e interessante que Teen Wolf sempre mereceu ter, os roteiristas plantaram a possibilidade de ressuscitarem Stydia. Particularmente, acho que seria um final bacana, embora previsível. Lydia continuará sendo a ponte entre o mundo sobrenatural e humano. Mas já que se trata da última temporada, seria demais pedir que a personagem atingisse todo seu potencial como banshee, com menos mistérios e mais respostas/resoluções?!
Voltando ao possível retorno de Stydia, também não seria má ideia pois o relacionamento com Malia é bem whatever. Aliás, alguém aí lembra se eles sequer ainda estão namorando?! Ao menos o tom da personagem tem sido mantido, sempre sendo objetiva e prática, sem sentimentalismo barato e demagogo.
O caminho de Liam também já parece bem delineado nessa season premiere. Nosso “betinha-colírio-padrãozinho-da-Capricho” deixou bem claro sua pretensão de ascender ao cargo de Scott após esse se formar, embora não tenha despertado muita confiança na namorada Seleninha Gomez e nem no amigo Mason. Se ele será capaz de substituir Scott na proteção de Beacon Hills, somente o tempo (e espero que o series finale) poderá (ão) dizer.

Aliás, Mason segue a ocupar firmemente o posto de minoria na tela, juntamente com Corey. Ambos protagonizaram momentos fofos, embora excessivamente discretos. Mr. Jeff Davis, por favor vamos levantar mais bandeiras aí e educar a nova geração para mais tolerância! Esse sempre foi um trabalho bem desenvolvido pela série.
A nova abertura também ficou bacana, dando uma renovada e empolgando o telespectador para acompanhar o episódio. E finalmente Melissa Ponzio foi promovida ao elenco regular da série, figurando aí nos créditos de abertura. Além da ausência dela, senti falta de Kira (acho que ela não volta mais, após ser “demitida”) e do menino Theo. Esse tá vivo ainda? Sinceramente não me recordo, mas ele parece creditado para episódios até 2017 no IMDB.
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Com um episódio redondinho, seguindo a fórmula que consagrou a série, Teen Wolf retorna para sua sexta e última temporada com premissas interessantes. O humor de sempre está lá, além do formato missão do dia, envolto de muitos mistérios e respostas para (algumas) perguntas. Cumprindo bem seu papel de entreter sem compromisso, nós telespectadores e fãs ficamos aqui torcendo para que o final e as demais resoluções para os personagens sejam, no mínimo, satisfatórias e coerentes com o que a série nos apresentou até aqui.
















