Como ser humano.
Estamos no terceiro episódio e as coisas não poderiam estar melhores. Esse começo de temporada tem se mostrado bem inteligente e as expectativas e ansiedade a cada semana são cada vez maiores. Se esse mesmo ritmo continuar, teremos um nono ano ainda melhor que o ótimo oitavo.
Todo mundo já sabia que “I’m No Angel” seria um episódio focado no Castiel, e episódios focados nele sempre são bons. Gostei muito, muito mesmo, de como foi trabalhada a adaptação dele à humanidade, perdido pelos Estados Unidos e sem a ajuda dos Winchester ou qualquer outra pessoa. Todo o processo foi interessante, principalmente quando vemos Cass (ou Clarence) vivendo como um mendigo, faminto, sem um lugar para ficar e sentindo frio. As piadas sobre não conseguir se acostumar com a necessidade de urinar, gases, e “o difícil processo” de dormir marcaram os poucos momentos de alívio cômico do episódio. Também vale citar que o diálogo entre Cass e a mulher na igreja sobre “fé” foi bem bacana.
E mesmo Castiel tendo a tendência de ser ingênuo, confesso que até eu fui convencido de que April era apenas uma moça com boas intenções. Fui convencido, principalmente, pelo fato dela ter feito sexo com Cass, para logo após isso descobrir que ela também estava tentando capturá-lo. Mas de fato, “I’m No Angel” será lembrado para sempre por todos os fãs como o episódio em que Castiel perdeu a virgindade. Achei bem provável que isso aconteceria no momento em que Cass ficou observando os seios daquela mulher na rua, demonstrando pela primeira vez algum desejo sexual. E, segundo April, ele fez tudo muito corretamente. Isso me lembrou o episódio 5×03 em que Dean havia levado Cass à um clube stripper para tentar tirar a castidade dele.
Conhecemos também o novo chefe dos anjos e vilão do momento, Bartholomew. Uma facção de anjos já está sendo totalmente organizada, e, como já sabíamos, o objetivo do momento é capturar Castiel. Porém Cass mostrou um ponto importante sobre o qual eu não havia pensando antes: já que a graça dele foi o ingrediente final para o feitiço de Metatron, talvez ele seja essencial para revertê-lo. Logo, Cass não pode ser morto.
Porém, o mais interessante sobre essa facção de Bartholomew no episódio, foi a estratégia que ele está usando para ganhar anjos, que é arranjar bons receptáculos para eles através de humanos que são convencidos, pelo podcast do reverendo Buddy Boyle, a deixar os anjos “entrarem”. Sacada inteligente e que faz sentido. Só acho que o número de “pessoas explodidas” nos noticiários deveria ser ainda maior, já que com certeza muitos anjos já tentaram se fixar em humanos que não resistiram.
A atuação de Padalecki como Ezekiel, não está boa, mas diferentemente do episódio anterior, não me incomodou. E eu não acho, como muitos, que o fato de Ezekiel querer Castiel fora da casa dos Homens das Letras é um sinal da personalidade maléfica e estratégia de espionagem dele, porque afinal, ele tem um fundamento. April havia encontrado Cass, e isso põe todos eles em perigo também. Porém o que me faz desconfiar de Ezekiel é o fato que eu não vejo nenhum sentido em como ele têm conseguido realizar grandes feitos como derrotar três demônios de uma vez, ou, um maior ainda, que foi curar Castiel, e mesmo assim ainda diz que ele e Sam permanecem fracos, e que se ele deixar o corpo, Sam irá morrer. E o fato de Dean não se questionar por isso já não é ingenuidade do personagem, e sim falha de roteiro. E aliás, as desculpas de Dean para quando Sam o questiona sobre como ele sabe das coisas que Ezekiel havia informado à ele, são bem pífias, mas engraçadas.
PS: Gostei da ideia de alguns ceifadores trabalharem como “caçadores de recompensa” de vez em quando.















