Sherlock 3×01- The Empty Hearse [Season Premiere]

#SherlockLives

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Uma das coisas que mais mata os fãs de uma série é ter que aguardar as resoluções de cliffhangers em finais de temporada. Para quem é fã de Sherlock, a coisa consegue ficar ainda pior, afinal, temos que aguentar dois anos de espera para vermos a resolução dos ganchos deixados na temporada anterior. Lógico que nunca houve dúvida de que Sherlock havia sobrevivido à queda, porém o que estava nos matando era saber como o truque foi feito. Inúmeras teorias foram boladas e postadas na internet, algumas muito plausíveis outras nem tanto. Eu mesmo nunca consegui desenvolver alguma teoria própria, mas sempre que possível eu ia lendo teorias alheias. A única coisa que eu tinha certeza, era que Molly teria participado, falsificando seu atestado de óbito.

A coisa mais legal nessa season premiere foi o tanto que Mark Gatiss brincou com essas teorias, principalmente na figura de Anderson, mas algo me diz que a resposta não foi dada. Nem mesmo John acreditou na resolução que o detetive contou ao especialista forense, e francamente, a achei meio fraquinha. Espero que o doctor esteja certo e que essa não seja a versão definitiva. De todas as teorias apresentadas no episódio, a que mais gostei foi a primeira, que abre o episódio, com o corpo de Moriarty com a máscara de Sherlock. Embora pouco verossímil foi a mais bem bolada. Só desconfiei que houvesse algo errado quando Holmes beija a Molly na maior pinta de 007. Essa foi só a primeira sambada que o roteiro de Mycro(so)ft Holmes nos deu. Sério, eu já estava feliz da vida achando que o episódio já começaria nos explicando como o truque foi feito.

Outra teoria que vale a pena ser mencionada foi a que a integrante do clube The Empty Hearse bolou. Foi muito cômico, mostrando que Gatiss e Moffat conseguem fazer piada até onde parecia não ter. Claro que eles devem ter lido milhares de teorias pela internet afora, e imagine o quanto eles devem ter se divertido com algumas delas? Provavelmente por isso eles acharam uma boa ideia colocar pelo menos uma teoria estapafúrdia no meio do episódio. Não bastasse aquele bonecão tosco meio tipo Hermes e Renato, com aquela máscara tosca de algodão doce, ainda havia um suposto conluio entre Moriarty e Sherlock, ambos rindo juntos na “despedida” deste com o John. Mas gente, o que foi aquele beijo?! Nova sambada nas nossas caras, senhoras e senhores. Simplesmente adoro como a série nunca perde a oportunidade de brincar com a sexualidade da dupla Holmes/Watson. O que me faz lembrar a cena do doutor com a Sra. Hudson, em que ele conta que vai casar. A reação da dupla em cena foi hilária, e pelo menos para mim, as piadas com a possível homossexualidade entre eles nunca perdem a graça. Agora, com o casamento de John se aproximando, talvez não haja mais vazão para esse tipo de piada, mas se continuar tendo eu não verei nenhum problema.

Deixando de lado as teorias de como o salto foi feito, vamos falar do episódio em si. O título, como todo bom fã de Sherlock Holmes deve saber, faz alusão ao conto The Adventures of the Empty House (A Casa Vazia, no Brasil). Neste conto, Conan Doyle traz de volta o ilustre detetive, após o conto O Problema Final, revelando como Sherl sobreviveu à queda de Reichenbach Falls. No episódio, quando Sherlock está prestes à contar ao John como ele havia sobrevivido, é citado que havia 13 possíveis cenários, e que uma delas envolvia uma luta japonesa. Trata-se de uma referência ao conto original, pois é utilizando uma técnica de luta japonesa (cujo nome realmente me foge no momento) que Holmes se desvencilha do abraço mortal de Moriarty, sendo assim, apenas este cai no precipício. Além disso, ele finge a própria morte, pois a rede do Professor é muito extensa, e ele tira esse tempo para desmantelá-la. No episódio o motivo se mantém fiel, sendo o mesmo, com a diferença de que se passaram dois anos, enquanto que no conto ele finge sua morte por três, mas isso não é importante.

Uma diferença que muitos podem achar boba, mas que eu acho importante destacar aqui é a reação de John ao descobrir que seu melhor amigo não está morto. Enquanto que no conto ele desmaia, no episódio ele fica puto da cara e bate mais de uma vez no detetive. Para alguém que é um ex-soldado de guerra, que é dito com nervos de aço, acho a reação imaginada pelos criadores da série muito mais condizente com o perfil do personagem. Além disso, as cenas de agressões do John conseguiram trazer uma carga dramática, mas estranhamente funcionou com um ótimo alívio cômico também, o que me faz pensar que neste episódio o humor estava muito mais presente que nos outros das temporadas anteriores. Foi realmente um novo tom que eu não estava acostumado com esta série.

Outra coisa que destaco nessa review é a atuação dos protagonistas, mas, principalmente, de Benedict Cumberbatch. Elogiar a performance deles é chover no molhado, isso todo mundo já faz, cada um com suas devidas razões. Mas realmente Benedict tem se destacado e evoluído cada vez mais. Neste episódio ele demonstrou várias facetas, mas o destaque mesmo vai para a cômica, que do jeito que ele fez neste The Empty Hearse ainda era inédito. Visivelmente, o ator está cada vez mais confiante no papel, e o adjetivo que eu usaria para ele neste episódio é abusadinho. Gente, que foi aquela cena do restaurante, em que ele se revela? O disfarce improvisado, o sotaque, os trejeitos, as indiretas, tudo estava engraçadíssimo. Mas a cereja do bolo mesmo foi para as piadas com o bigode de John. Ninguém curtiu o mustache do doutor (e eu também não, ainda bem que tirou), mas as piadas feitas pelo Sherlock foram todas impagáveis. A melhor foi o contraste com o John fulo da vida, quase avançando no pescoço dele e ele não lavando nada daquilo a sério, mas o mais impagável é a cara do Benedict ao perguntar se o John manteria o bigode. Foi simplesmente hilário.

Parece que a adição de Mary ao elenco foi uma outra sacada certeira. A personagem de Amanda Abbington mal chegou e já demonstrou uma ótima química com os protagonistas. Não acredito que a inserção da personagem vá mudar a dinâmica entre Watson e Holmes (embora, quase que certamente eles não vão mais dividir o mesmo apartamento), mas também estou curioso para saber como esse novo triângulo vai funcionar. Uma coisa que já me surpreendeu de cara é o fato de Mary e Sherlock parecerem gostar um do outro, pelo menos até aqui. Estava esperando um relacionamento conflituoso entre eles (provavelmente por causa dos filmes recentes com Robert Downey Jr, mesmo sabendo que as duas obras seguem caminhos consideravelmente diferentes).

Para não dizer que tudo foram flores nesse episódio, confesso que achei o caso semanal beeemm fraquinho. O plot do ataque terrorista foi insosso, e o desarme da bomba uma falácia. Embora eu tivesse certeza que era um plano de Sherlock, a resolução de haver um botão de desligar foi ridiculamente pífia. Até mesmo o clichê de “qual fio cortar” teria sido melhor que um botão de desligar. Ainda bem que esse caso não tomou muito tempo de tela, pois o episódio tinha como proposta mesmo apresentar as discussões do “como” já dito mais acima.

O episódio nos trouxe elementos interessantes, principalmente cômicos, mas sem perder a qualidade com a qual estamos acostumados com a série. Da maneira como eu vejo, Sherlock ainda é uma daquelas raras séries que são unanimidade entre crítica e fãs, e tomara que isso não se perca nunca. Apesar de o caso semanal ser completamente irrelevante até aqui (isso só mudaria se fizesse parte de uma trama maior), a série manteve o bom nível apresentado nos anos anteriores. O que eu espero mesmo é que o mistério da queda seja revelado de uma vez, pois até que se prove o contrário, a versão apresentada até aqui não me convenceu.

Observações elementares:

– Na cena do restaurante, Sherlock usa um disfarce para tentar surpreender John. No conto ele também se disfarça, mas é o oposto, ele quer manter sua verdadeira identidade oculta.

– Sambada na cara de quem leu o conto: No livro, Sherlock se disfarça como um velho corcunda, de cabelo e barba postiça, vendedor de livros. Quase exatamente como o paciente de John (que lembrando, tinha um negócio de livros e DVD), que ele pensou ser o detetive disfarçado.

– Na cena em que Sherlock analisa a Mary, podemos ver algumas informações interessantes, tais como: ela é amante de gatos; ela tem uma tatuagem secreta; romântica; desiludida; ela é enfermeira (como já vimos); Sherlock a julga inteligente e muitas outras coisas.

– Mycro(so)ft aprendeu sérvio. Em duas horas.

– Ótima sacada cômica nos cortes de imagem enquanto Sherlock conta à Mrs. Hudson qual foi a reação de John, enquanto este atendia a seus pacientes.

– Lembrando que Amanda Abbington é esposa de Martin Freeman na vida real.

– Já temos mistérios para os próximos episódios: o sequestro de John e o tiozinho de óculos no final (que parece ser o responsável).

– Não sei porque, mas senti que o novo namorado da Molly é treta, mas pensando bem, acho que estou enganado. Lembrando que Moriarty já foi namorado dela, então não acho que os roteiristas seriam tão repetitivos.

– Molly investigando junto com Sherlock: #fail.

– Adorei as provocações da Mary na cena em que John raspa o famigerado bigode. Eita mulherzinha mais afiada que as lâminas daquele Gillette Mach 3 do John. Tem como não amar já de cara essa personagem?

– Na cena final, pouco antes de Sherlock ir para a coletiva, tem-se o seguinte diálogo:

JOHN: Não finja não estar gostando disso. De estar de volta, de ser o herói de novo. […] Teria que ser idiota para não ver. Você adora.

SHERLOCK: O quê?

JOHN: Ser Sherlock Holmes.

Claro que dentro do contexto do episódio, faz todo o sentido por causa da volta dele e tals, mas eu fiquei pensando se isso não serve para o Benedict em si. Ele ficou quase dois anos longe do personagem, seus recentes papeis (pelo menos os principais) foram vilões (em Star Treck: Além da Escuridão e em O Hobbit: A desolação de Smaug), daí o “ser o herói de novo”. Enfim, o que vocês acham? Estou certo ou só viajando na maionese? Também acham que a história da queda não está toda contada ou se contentaram com o colchão de ar? Não esqueçam de comentar mais embaixo, o espaço é de vocês.

Em tempo 1: “Qual o nome dele, então?” Mrs. Hudson ao saber que John vai se casar.

Em tempo 2: “Eu não sou gay!” John pela 13165413132165 vez tentando afirmar sua heterossexualidade.

Em tempo 3: “Espere. Antes que você faça algo que se arrependa, deixe-me fazer uma pergunta: você vai manter isso aí?” Sherlock sobre o mustache de John.

  • Guest

    Sou suspeita para falar, pq amo a serie, mas não tem como não dizer que os dois anos de espera valeram a pena!

    – Benedict está realmente muito melhor no papel, e eu achava que ele já havia atingido seu ápice. Mas não! A comicidade que ele deu a Sherlock sem perder a essência do personagem é coisa de gente muito talentosa. Como ele ainda não ganhou um BAFTA ou um Emmy por esse papel?

    – Massssssss, por favor, Martin Freeman! A reação de John ao ver Sherlock, sem exageros, mostrando tudo só com o olhar, o que foi aquilo? Sherlock é o protagonista, mas Martin rouba a cena facilmente se o permitirem. Na verdade é em situações assim que vemos a química perfeita entre os atores. Não a toa shippam Johnlock, HAHAHAHA!

    – Outra coisa que me deixou felicíssima, ver mais Mycroft! Eu o adoro. Afinal, é o homem que acha Sherlock Holmes lento! Toda a interação entre eles, especialmente os jogos, foram perfeitos! Mark Gatiss é igualmente bom em escrever roteiros e atuar. Queria um spin-off do Mycroft, acho válido!

    Minha única tristeza é saber que semana que vem a temporada acaba, que o cliffhanger deve ser mais desesperador que o de Reichenbach Fall, e teremos mais um longo e tortuoso hiatus. Mas é melhor não sofrer por antecipação e curtir essa serie maravilhosa! Sherlock lives e está melhor que nunca 🙂

  • Keilla Teixeira

    Amei o ep. principalmente por causa (1) da interação entre os irmãos Holmes. Mycroft afiadíssimo nos seus diálogos, quero vê-lo mais na tela. (2) E a leve mudança na personalidade do Sherlock. Eu o achei mais brincalhão, ou gaiato como dizemos aqui no Nordeste. Gostei disso pq aquele jeito ríspido e sisudo dele às vezes chegava a ser pedante.

    Dói o coração saber que são só 3 eps.

  • Taylor

    Simplesmente excepcional a volta da série. Pra mim é estranho e ao mesmo tempo recompensador ver Benedict Cumberbatch voltando à série que praticamente(não sei se ele já era famoso e eu não sabia) lhe lançou ao estrelato. É simplesmente notório o quanto ele está bem mais à vontade para “brincar” com o personagem e o roteiro cômico desse episódio ajudou muito nesse aspecto. Todas as ironias com o bigode de Watson foram ótimas.

    Martin Freeman pra mim é aquele caso dúbio: tem horas que gosto muito dele como Watson, mas tem horas que ele tem os mesmos trejeitos em todos os personagens(tipo Tony Ramos). Mas como a série foi uma das poucas coisas que havia visto com ele até pouco tempo atrás, acho ele perfeito ele como parceiro de Sherlock.

    Falando sobre o episódio, pra mim foi tudo de bom. É por essa qualidade que a série passa(além de se passar na Inglaterra , logicamente) que qualquer pessoa não tem como não se apaixonar, sendo fã ou não do personagem. A personagem Mary entrando e já se mostrando ótima adição, com tiradas perspicazes e dizendo que gosta de Sherlock. Pronto, conquistou aí.

    Mycroft como sempre naquele deleite, porque se eu não consigo acompanhar Sherlock e Mycroft considera ele lento, putz!!! Recolho-me à minha insignificância.kkkkkkkkkkk

    Como já falado, o episódio era centrado na repercussão da volta, então o caso em si tinha que ser simples,embora não menos genial. E o que foi aquela explosão do parlamento!!!! Não façam isso, antes que eu visite a Inglaterra, please!!!

    Preciso ainda dizer que amei ou vcs deduziram?

    • RMSilva

      Concordo com você em relação aos trejeitos do Martin Freeman, aquele pigarro na garganta toda hora cansa um pouco.

  • Zé Filho

    Uma das melhores reviews que eu já vi aqui no Maníacos, sobre o episódio, fantástico tirando o caso que foi bom, mas não para os padrões de Sherlock, não me contento com aquela história do colchão, agora é esperar para ver.

    Benedict Cumberbatch cada vez melhor, Freeman também, adorei aquela Mary, legal saber que eles são casados na vida real.

  • Fábio Alves

    Achei o episódio ótimo, mas concordo com você a respeito das teorias: nenhuma me pareceu certa.

    Para mim, a teoria do Anderson foi a representação das teorias plausíveis (e muito fantasiosas) que rolavam na internet; a teoria da garota do grupo foi a tiração de sarro com as teorias da internet sem noção; e a teoria do Sherlock foi a mais Sherlock, isto é, a mais realista e simples (e por isso decepcionante para os teóricos da web vide a reação do Anderson), porém eu não acredito que ela seja a verdadeira por dois motivos.

    Primeiro, porque não faz muito sentido o Sherlock dizer a “verdade” para o Anderson e não para o John (no fim).

    Segundo, porque não faz nenhum sentido a troca de corpos. O Sherlock poderia simplesmente sair do colchão e ir para o chão. Não havia a menor necessidade do corpo “parecido” naquela hora.

    Tomara que tenhamos a explicação verdadeira, porém acho bem possível que ela não ocorra e esse tenha sido o jeito de eles falarem “existem inúmeras explicações e nenhuma vai ser satisfatória, então escolham a que acharem melhor”.

    Eu, particularmente, iria ficar satisfeito com a explicação do Sherlock se o corpo “parecido” fosse usado apenas no velório e não no momento da queda, afinal todo o resto fez sentido e foi até metalinguístico, visto que é assim que acontece algumas vezes quando se usam dublês em cenas de queda livre dependendo da altura.

    • Doug_Couto

      O John precisava ver o corpo enquanto eles maquiavam o Sherlock com sangue.

      • Fábio Alves

        Você tem razão, eu pensei que o John estava com a vista encoberta e só viu o corpo quando ele “acordou” e já era o Sherlock.

  • Alice

    Achei genial mostrar várias teorias de como o truque foi feito. Conseguiram mostrar diferentes cenários, sem revelar a resposta. Mas acho que ninguém sentiu falta de explicação concreta. Abriu espaço para teorias plausíveis, cômicas e malucas. Ainda por cima não decepcionou ninguém com uma única teoria, que dificilmente agradaria todo mundo.
    Essa estratégia foi genial, como o restante do episódio. #SherlockLives

  • leoff

    Vou ser a minoria aqui e dizer que não gostei. Muito tempo gasto na volta de Sherlock, o caso em si não foi muito interessante. As piadas foram em excesso, a cena do garçom não me fez rir. Mas o que mais me incomodou foi a extenção do plano de Sherlock e Mycroft. The Reichenbach Fall é o episódio mais emotivo da série, com Sherlock sendo superado repetidamente por Moriarty até ao ponto de contemplar suicídio para salvar os amigos, enquanto Mycroft se ressente de ter traído o irmão e provocado sua morte. Ao dizer que os irmãos estavam o tempo todo enganando Moriarty, The Empty Hearse joga toda a dramaticidade pro brejo. É muito fácil reescrever as ações de um personagem dizendo “ah, eles estavam fingindo o tempo todo”. Homeland fez o mesmo recentemente e me soou tão artificial quanto.

    • Gabriel Lima

      Melhor comentário que li aqui.

      Achei o episódio bem aquém dos anteriores (As season premieres de Sherlock costumam ser fantásticas!) e ainda desfaz tudo aquilo que foi visto no último episódio da temporada passada. Gosto de ver o Sherlock sendo superado uma vez ou outra, mostrando suas vulnerabilidades.

  • Célia Regina

    Eu amei o episódio! Quase chorei de alegria pela volta da série. Adoro o Benedict! Assisto tudo o que ele faz. Sexta passada fui assistir Álbum de Família. Ele está sensacional como um típico americano lerdo das idéias.
    Voltando ao episódio, acho certo deixarem a explicação do “suicídio” em aberto. É só minha opinião. Eles mostraram que havia inúmeras maneiras de simular um suicídio, mas isso não é importante. O que realmente importa é que Sherlock está vivo. É o milagre pedido por Watson.
    A única cena que não gostei foi a da moto. Não gosto de Sherlock tão veloz e furioso. Preferia que ele estivesse num taxi, seria mais a cara dele.

    • Kin Jordan

      Entendo seu ponto de vista em relação à moto. Tb achei estranho. Mas como o próprio Sherlock disse, um carro não chegaria a tempo de salvar John, e vimos que tal afirmação estava correta. Então é algo q não foge tanto do enredo e personalidade.

      • Lola

        Quanto à moto, temos a explicação de que é o meio mais rápido de salvar o John. E outra coisa, sei que comentaram que “não gosto de Sherlock velozes e furiosos” “ele nem sabia dirigir” e etc.
        Pensem comigo, ele passou 2 anos pra acabar com a rede do Moriarty, viajando o mundo sozinho, não é plausível que em algum momento ele aprendeu a dirigir, pra não abrir oportunidade pra que alguém pudesse acompanhá-lo tão de perto, rastreando passagens, viagens de trem/táxi/ônibus (sim, estou falando de você, Microft xD), etc?

  • Guest

    Curti, mas achei que exageraram no humor. Sem contar que zoaram muito os próprios fanboys da série. Isso foi bom.

  • tati

    Li em algum lugar que os pais de Holmes foram interpretados pelos pais de Benedict Cumberbatch. Gostei muito do epi, mas ainda aguardo a versão oficial de como se deu a falsa morte.

  • Lari

    Review perfeita, concordo com vc, quanto a resolução do caso eu esperava mais, Sherlock apenas “desligando” a bomba foi mta preguiça dos roteiristas …. heheheheh !!! Porém na parte do humor o episódio não deixou a desejar e me diverti bastante… Benedict estava incrível, amei a cena do restaurante, a cena com o beijo com Moriarty e a cena com os pais do Sherlock só amor essa série gente !!!
    Tbm acho que não foi mostrado realmente como Sherlock se salvou, e na primeira teoria quando Sherlock beija a Molly já saquei que algo estava errado… hehehehe ….
    Ansiosa para o prox. episódio por causa do casamento do Watson!

    Ps: Adorei a participação especial da Sharon Rooney de “My mad fat diary” <3

  • Solange

    Finalmente Sherlock de volta. Quanto ao namorado da Molly, pra mim ele é uma cópia barata do próprio Sherlock. E o Sherlock percebeu isso.

    • Lola

      Toooodos perceberam isso (dentro, fora da série e foi esse o objetivo, com ela dizendo “Eu segui em frente. AHAM.) ;D

      • Chelsea

        Acho que só a Mrs. Hudson não notou isso. Até Lestrade, que é meio lento, notou e Sherlock, que não é sentimental, preferiu não fazer a observação, por dó.

        • Lola

          Se não duvidar, até a Mr.s Hudson deve ter notado sim kkkk

  • Nascimento

    Finalmente ele voltou #SherlockHolmes

  • Rey

    já que esse ano não tem Breaking Bad a melhor série de 2014 vai ser Sherlock

  • LunaB

    Episódio ótimo, obviamente priorizando o humor.
    Achei que fosse detestar a Mary, já que é personagem que interfere na dinâmica de Sherlock e Watson. Mas acabei gostando dela, pela escolha da atriz, pelo comportamento bonachão e sem antagonismo de cara com o Sherlock.
    Muitos destaques:
    – deixarem em aberto como Sherlock sobreviveu – se foi ou não como ele “contou” ao anderson – fazendo gozação com as teorias malucas que surgiram na net. O que acontece, de fato, é que qualquer explicação que fosse dada a sério seria questionada pelos fãs, o que foi bem exemplificado pela reação do anderson à tese do sherlock;
    – as cenas de reencontro do Sherlock com o Watson – hilárias. Fica a suposição de que foram expulsos de 2 restaurantes e da lanchonete, já que a cada ataque do watson estavam em 01 local diferente, cada vez mais limitado;
    – a caracterização do Sherlock como garçom;
    – a interação inicial do Sherlock com a Mary (que me surpreendeu);
    – as cenas do Sherlock com o irmão – muito bem feitas e representativas do que eles representam 01 para o outro;
    – a humanização do Sherlock, que foi até simpático com a Molly, dando espaço para aproximação dela,por gratidão, e com a cliente do padrasto pilantra;
    – a reação do Lestrad quando Sherlock aparece para ele;
    – a participação dos pais do Benedict como pais do Sherlock(a propósito, coroas bonitos – tá explicada a beleza do filho);
    – as cenas de sherlock sendo complementadas pelas de watson no consultório;
    – o aparecimento do noivo da Molly – vestido como um sherlock de 5ª categoria (a propósito, tenho uma tendência a torcer para o impossível e queria o Lestrad com a Molly como casal);
    – a adorável Mrs. Hudson e suas reações;
    – o fã clube maluco e a teoria estapafúrdia envolvendo o beijo entre sherlock e moriarty.
    Enfim, foi um episódio leve, muito gostoso e com as habituais ótimas interpretações do trio – Sherlock, Watson e Mycroft – e dos demais atores também.
    A única coisa chata é que há apenas mais 2 episódios (suponho) e depois incertezas quanto à continuação da série e uma loooonga espera. Esses ingleses são sádicos…

    • Sandra Gomes Silva

      Nossa Luna, e não é que eu “shippo” a Molly com o Lestrade também? rsrs…
      Ouvi dizer ( spoilers ou boatos infundados) que a Irene fará uma aparição relâmpago no episódio de hoje. como eu adoraria ver ela e o Sherlock juntos novamente 😉

  • Jessica

    Eu prontinha pra detestar a Mary e eles me surpreendem de novo! ADOREI a dinâmica dela com o Watson e dela com o Sherlock. Pra mim, a atuação do Martin Freeman nesse episódio merece destaque. Ele passou TODAS as emoções que eu esperava (raiva, alívio, confusão, dor) com o olhar na cena em que ele percebe que o garçom é o Sherlock. Nunca duvidei dele, mas nessa cena subiu de nível!
    E eu acho que o que o Sherlock contou pro Anderson foi a maior zoeira descarada. Ainda acho que eles podem pegar essas teorias espalhadas no episódio e colocar alguma verdade em cada um, juntar tudo no último episódio e só lá que a gente fica sabendo. Não duvido! haha

  • Sandra Gomes Silva

    Que review boa! concordei em 90% com o que o Thiago escreveu…
    eu conheci Sherlock no inicio do ano passado, mas mesmo assim sofri com a longa espera. mas o episódio foi genial e superou minhas expectativas.

    E uma coisa que eu percebi é como o Benedict e o Martin se divertem interpretando o Sherlock e o John. vc percebe como eles gostam de estar lá e como tudo flui bem, assim como o restante do elenco. Mark Gatiss estava “divônico” como o Mycroft.

    Eu acredito sim da indireta do John para o “Benedict”: ele adora ser Sherlock Holmes e diga-se de passagem, ele interpreta com maestria, que ator fantástico! ( sorry Robert Downey Jr, Jeremy Brett e Basil Rathbone, Benedict é o melhor Sherlock de todos os tempos!).

    Será que já temos aqui bem no inicio do ano um dos melhores episódios de 2014?
    Estou desde já ansiosíssima para o episódio de hoje /

  • Ana

    Nossa como ri nesse episodio, eu quando terminei de ver este episodio pensei ‘qual fanfiction esses produtores andaram lendo? ‘
    Adorei o Watson dando uns tapas no sherlock, cara se meu melhor amigo fizesse uma dessas comigo eu ia descer dos saltos. Mas também aquele olhar que o Martin Freeman deu de alivio e raiva foi sensacional.
    Gostei da dinamica Mary x Sherlock foi uma grata surpresa, também gostei muito do Mycroft mostrando porquê é foda (os pais dos Holmes são tão fofinhos, diferentes desses filhos “geniais”).

    Eu realmente acho que os atores amam interpretar personagens tão icônicos, afinal de contas os dois estão em excelentes fases da carreira e não precisariam voltar para a serie se não quisessem
    Ps: Piadinha com a sexualidade do John sempre é hilaria, desta vez se superou.
    Ps²: Mustache.
    Ps³:Moriarty beijando Sherlock? QUE? DA ONDE TIRARAM ISSO? Foi divertissima essa teoria da menina the my mad fat diaries.
    #Sherlockisalivebitches

    • Lola

      Tiraram das fãs loucas que adoram um romance gay, seja entre Sherlock/Watson, ou Moriarty/Sherlock!
      Já vi até fanart de Moriarty querendo pegar o Watson kkkk
      Enquanto isso, eu querendo que o Ben me pegue kkkkk

      • Ana

        Então é duas amiga! kkkk

  • Bel Ribeiro

    Everybody is a critic.

  • Caroline De Castro

    Adorei sua review, só que no caso da bomba #fail, eu achei legal pelas referências a V de Vingança: 5 de Novembro, bombas em uma estação de metro desativada… Foi legal, mas realmente foi algo fraco, pois o plano daquele “ratão” (não lembro o nome dele) foi uma cópia total.

    • Lola

      Gata, as referências não foram só a V de Vingança não, foram referências a um fato histórico que aconteceu na Inglaterra #ficadica

      • Caroline De Castro

        Ok, eu não preciso saber de tudo, comentei apenas aquelas que sabia, mas valeu pela dica, “gata”.

        • edujakel

          meow!!! rs

  • Lola

    Realmente, esqueceu de citar que os pais do Ben eram os pais do Sherlock xD
    Episódio incrível e deu pra perceber a “homenagem” aos fãs loucos.. Pela teoria, pelo clube de discussão, pela obssessão do romance gay, etc.
    A reação do John foi super acertada, porque eu realmente teria feito aquilo hahaha
    Eu realmente acho que aquela versão que o Sherlock conta pro Anderson foi verdadeira. Pois também quiseram mostrar que vai ter gente decepcionada como ele e com Sherlock desdenhando “Everybody is a critic.”
    Bem, também achei bobinha a resolução do caso da bomba, mas entendo que esse não era o foco, e sim as emoções do Watson com a volta do Sherlock, a raiva, mas a felicidade por tê-lo de volta, sabe?
    Piadinhas com o bigode hahha Adorei
    Gostei da importância que deram na Mary, porque não era assim com ela no livro.

    • Lola

      Obsessão* hehe

      Quanto à moto, temos a explicação de que é o meio mais rápido de salvar o John. E outra coisa, sei que comentaram que “não gosto de Sherlock velozes e furiosos” “ele nem sabia dirigir” e etc.
      Pensem comigo, ele passou 2 anos pra acabar com a rede do Moriarty, viajando o mundo sozinho, não é plausível que em algum momento ele aprendeu a dirigir, pra não abrir oportunidade pra que alguém pudesse acompanhá-lo tão de perto, rastreando passagens, viagens de trem/táxi/ônibus (sim, estou falando de você, Microft xD), etc?

  • João Carlos

    Eu fiz maratona da série no mês de Agosto do ano passado, mas quando eu ouvi que a série tinha ficado um bom tempo sem episódios e depois de assistir a o ultimo episódio da 2ª Temporada sei o quão esperado era esse episódios para quem acompanha desde sempre.
    Eu queria acreditar na primeira teoria, mas se não fosse pelo o beijo da Molly eu ficaria com ela. Já a 3ª teoria contada pelo próprio Sherloc,faz mais sentido, mas não sei, parece que não é por ai.

  • Elaine Cristina

    O que muita gente ainda não entendeu é que nunca vão dar uma resposta para a morte fake do Sherlock. Simplesmente nunca vai haver uma resposta definitiva, e essa foi a grande sacada dos escritores, pois eles sabiam que os fãs jamais ficariam satisfeitos e isso foi refletido no personagem do Anderson.

  • O que mais fiz nesse episódio foi dar risada.

  • edujakel

    sensacional como de costume. Tudo já foi comentado na review ou nos comentários. Review e comentários muito bons.
    Se não me engano, lá no primeiro episódio o Sherlock explica pq ele poe esse chapéu pra falar com a imprensa. alguém lembra?

  • Gabriela Schwingel Ferreira

    O Namorado da Molly se veste igual ao Sherlock…