
“Depois de eliminar o impossível, aquilo que sobra, mesmo parecendo improvável, deve ser a verdade.”
Spoilers Abaixo:
Esse era um episódio que eu estava muito ansioso para assistir. “O Cão dos Baskervilles” foi o primeiro livro de Sir Arthur Conan Doyle que tive o prazer de ler quando criança e até hoje é a minha aventura favorita de Sherlock Holmes, portanto, nada me deixou mais feliz quando terminei esse episódio com um grande sorriso de aprovação no rosto.
Essa temporada de Sherlock está focando nos sentimentos de Holmes e isso nos ajuda a lembrar de que por trás desse super-humano, que possui uma dedução tão aguçada e incomparável, está um homem solitário e não tão frio como pensávamos. Se no episódio anterior Sherlock pode experimentar um pouco de amor, essa semana o sentimento de medo dominou o detetive por alguns momentos. A cena da lareira, que veio logo após Sherlock supostamente ter visto o cão infernal, serviu não apenas para destacar a brilhante atuação de Benedict Cumberbatch, mas também para tocar em ponto importante da personalidade de Sherlock. Ele não estava aterrorizado por ter visto um cão gigante e sim pela possibilidade de não poder confiar em seus sentidos, que por sua vez, são suas principais “armas”.
Transformar Baskerville em uma mega estação militar voltado para o uso de armas químicas foi mais uma ótima sacada contemporânea, que a série está fazendo questão de salientar. Seja pelas belas imagens do campo ao redor da base ou pela hilária carteirada de Watson no Cabo, tudo que cercava Baskerville estava bem feito. Foi dentro dessa base militar que ocorreram duas das minhas cenas favoritas do episódio: Sherlock navegando pelo seu palácio de memórias no estilo Minority Report e a experiência com Watson no laboratório (ok, talvez Sherlock seja realmente tão frio quanto pensávamos).
Outro ótimo personagem que se destacou foi Harry, com sua paranoia misturada com timidez. Lembro que já tinha gostado do trabalho desse ator na versão original de Being Human e aqui não foi diferente.
Vale destacar o bom aproveitamento de Mark Gatiss na série. Seja como roteirista ou atuando na pele de Mycroft, Gatiss está se mostrando extremamente competente em Sherlock. Não sei se foi pelo fato de eu estar assistindo aos episódios com fone de ouvido e com o rosto colado no monitor, mas nesse episódio em especial, todas as cenas de suspense e perseguição funcionaram muito bem. Assim como Harry, levei sustos e fiquei angustiado. Acho muito difícil a experiência ter sido melhor do que isso.
Agora é esperar pelo episódio final da temporada, que promete entregar mais do personagem que todos os fãs querem ver: Moriarty.
PS – Aproveite para sugerir outros bons detetives da televisão que foram listados no widget do Frugar logo abaixo.
PS2 – Esse episódio teve um presente de Moffat para os fãs da outra série que ele comanda: um easter egg de Doctor Who. Olha a Tardis ali.
Aqui tem uma imagem mais clareada dessa cena.






















