
Bonnie e Clyde.
Spoilers Abaixo:
Após longo período de espera, eis que chegamos ao momento de conferir uma das respostas para (mais uma) pergunta que nunca quis calar em Once Upon a Time. Depois do Dr. Baleia, todo mundo queria saber, afinal, quem é o pai de Henry e, para isso, surgiram algumas teorias, que ainda estão muito longe de ter qualquer confirmação. A identidade do “príncipe de Emma”, contudo, foi revelada e como costumo dizer, Emma vai mal de príncipe. Mas ainda é cedo demais para perpetuar qualquer julgamento.
Apesar de todas as coisas novas que surgem para enriquecer a trama e gerar ainda mais comentários, não gostei tanto desse episódio quanto de qualquer um dos anteriores. Não achei ruim ou algo parecido e ainda me empolguei com a história, mas não foi aquela coisa de achar tudo genial e maravilhosamente arquitetado. A semana ainda foi boa (mesmo com efeitos acima da medonhez permitida) e como essa é apenas a ponta do iceberg, vou guardar as informações adquiridas e esperar o que vem por aí.
Se minha memória não falha (pode falar porque estou velha e não tem mais feijões mágicos que me levem a Neverland impedindo o processo) esse foi o primeiro flashback de Emma, pelo menos como adulta. Não consegui deixar de lado a ideia de que ela tinha 17/18 anos e aquele cara era um velho estranho (apesar de só 35 anos na vida real, ele está bem acabadinho), mas acho que a vida de crime aproxima as pessoas e iguala o nível de malícia.
Foi um plot bem “ladrão que rouba ladrão”, divertido e inesperado, que trouxe um monte de referências a Lost embutidas no pacote. Além do chocolate Apollo e do chaveiro que lembra o símbolo da Swan Station, o nome do episódio é menção a “The Man From Tallahassee”, 13º episódio da Season 3 de Lost, que tem uma história bem parecida com a apresentada em OUAT. Em Lost, Locke era deixado pela namorada e um misterioso homem aparecia para revelar a identidade de seu pai. Acho que esse breve resumo mostra bem as “coincidências” de roteiro, que não são surpresa, já que os criadores de Once Upon a Time também eram da equipe que escreveu Lost.
Incrivelmente, fiquei convencida da relação entre Emma e Neal (se ela combinava com o House, combina com o René também) e confesso que até achei bonitinho o sacrifício que ele faz por ela, deixando-a para cumprir sua missão em Storybrooke. Porém, temos de pensar em algumas coisas. Primeira delas é sobre a rapidez com que esse homem acredita na magia mostrada por August. Ele sequer questiona. Ouve, processa e diz: “Tudo bem, então”. Por mais crente que a pessoa seja, haveria alguma surpresa natural do momento, coisa que Neal não mostra.
Além disso, detalhes da Premiere de OUAT, não nos deixam descartar a possibilidade de Neal ser Baelfire, já que o apartamento mostrado, além do “dreamcatcher” também revela um gosto por acumular velharias, tal qual Mr. Gold. Nesse episódio, no entanto, o lance dos relógios lança nova teoria, com Neal sendo o coelho branco da história de Alice. Impossível saber mais, pelo menos por enquanto, mas não rejeito nenhuma possibilidade maluca dentre essas e outras, que vocês podem lançar aí nos comentários, já que nosso barato é especular.
Só sei que Neal não é apenas um humano comum ou um ladrão que se apaixonou por Emma. O cara tem muita história por revelar e agora que recebeu o aviso de August sobre a maldição estar quebrada em Storybrooke (lembram do postal com da cidade com a palavra BROKEN?), deve aparecer por lá para descobrir que tem um filho e que o fusca amarelo continua batendo um bolão.
Falando em Henry e lembrando que ele teve o mesmo pesadelo que Aurora, fiquei tentando caçar uma história ou uma explicação para o tal quarto vermelho, sem portas e janelas e cujas cortinas pegam fogo. Só achei piadinhas idiotas do tipo “A room with no doors and windows is a mushroom”. Traduzindo, o quarto seria um cogumelo. Mas não sei se a coisa é por aí ou se existe alguma história relacionada. Encontrei um conto de H.G Wells com o título “The Red Room”, mas o conteúdo não parece ter algo a ver com esse sonho, apesar de ser uma história de terror/suspense. Então, caso alguém tenha alguma pista, favor compartilhar com os coleguinhas.
Em ‘Far, Far Away’, Emma escala o pé de feijão ao lado de Hook como se aquilo fosse uma escadinha de três degraus. Com a participação de Jorge Garcia como o último gigante vivo, ganhamos mais um pedacinho de Lost em OUAT e Emma mostra que mesmo sendo muito boa em julgar caráteres, não confia em sua própria opinião.
Fica bem claro que ela começa a acreditar em Hook e em suas intenções, mas sendo ele o famoso “Capitão Me Em-Gancho” vale desconfiar de si mesma, porque convenhamos, seria fácil cair na conversinha sedutora dele. Não seria muito difícil Hook roubar a bússola e voltar a ajudar Cora. Confiar em piratas não é lá um bom negócio e o abandono que Emma sofreu, sendo presa e estando grávida, fez dela uma pessoa mais atenta.
Preciso dizer que os efeitos do castelo foram sofríveis a níveis extremos. Geralmente ignoro tudo isso, assim como todo bom fã de OUAT, mas dessa vez foi mais forte do que eu. Pelo menos a trama continua superando a parte técnica e minhas dúvidas do momento são: O que foi que August mostrou para Neal? Depois, August ficou com o dinheiro que Neal deixa para Emma? Isso seria de extrema cara de pau… Oh, Wait!














