Duas perguntas: quem é o pai e quem é o filho?

Spoilers Abaixo:

Once Upon a Time está de volta da breve pausa e nos traz questionamentos interessantes, frutos de um episódio que, mais uma vez, foi instigante e cheio de reviravoltas. Estamos curiosos sobre August, é verdade, mas não saber nada era até mais confortável do que saber que nossa ideia principal – a de que ele seria filho de Rumples – foi pelo ralo. Pelo menos ao que tudo indica.

Não sou boba a ponto de descartar a chance de August ser Baelfire fingindo que não é Baelfire só para enganar o próprio pai. Por outro lado, Mr. Gold não é o único da cidade que é pai solteiro e está longe de sua prole. Levem a memória para alguns episódios mais antigos e lembrem da história de Jiminy e Gepeto. Pinóquio ainda não apareceu e , sei lá, aquele problema na perna de August pode estar relacionado ao fato de ele ter sido um menino de madeira.

Lógico que isso é apenas uma conjectura pessoal e provavelmente a série vá seguir por outros caminhos, mesmo assim, acho bacana lançar essas ideias aqui e espero que todos também deem seus palpites, afinal, estamos doidos para saber quem é August e também onde está Bael. Toda a informação que ganhamos é a de que August é, definitivamente, um dos habitantes de Far Far Away e que Bael foi o primeiro personagem a vir para o mundo real.

Aliás, muito bacana saber que a motivação de Rumples para ajudar Regina em sua maldição contra Snow e Charming era muito mais pessoal do que imaginávamos. Se Bael nunca tivesse usado o feijão mágico dado pela fada azul, Storybrooke poderia nunca ter sido criada.

Preciso inclusive confessar que achei que o feijão ia crescer e levar Bael e Rumples para a casa de um gigante, nas nuvens, onde haveria uma galinha que botasse ovos de ouro, mas não. Os feijões mágicos podem ser usados e adequados a diversas situações, funcionando de acordo com o problema a ser resolvido.

No caso de Bael, o que ele queria era apenas viver ao lado do pai, sem que a magia maligna do Senhor das Trevas fizesse deles uma família temida e diferente das demais. Na hora mais importante, porém, Rumples deixou-se dominar pelo homem medroso que fora antes de ganhar seus poderes e, assim, perdeu o que lhe era mais importante e o que ele nunca para de procurar.

No começo, até achei que August poderia mesmo ser Bael, mas logo cogitei que seria muito óbvio e que teríamos uma reviravolta. A chave de tudo continua sendo Emma, que precisa começar a sair de sua zona de conforto para ajudar realmente as pessoas. A vida de August depende disso e ele conta justamente com Henry para convencer Emma de que as histórias no livro são reais.

Verdade é que se Emma lesse com atenção e mente aberta poderia perceber tudo com facilidade. Se fosse um pouco menos cética teria notado antes que Sidney Glass é o Gênio da lâmpada e o espelho mágico de Regina e que esse homem faria qualquer coisa por ela, até assumir crimes que não cometeu.

Adorei ver a cara de pamonha de Regina ao perceber que Mr. Gold havia armado tudo e até comprado exame de DNA para incriminar Maria Margarete. Só fiquei surpresa com a cidade toda indo festejar a inocência da professorinha, depois de terem jogado até ovos podres (na minha imaginação foi como se tivessem feito isso, ok?) na coitada.

Até David apareceu de cara lavada, achando que um “Eu te amo” resolve a falta de confiança. Ele vai ter que fazer melhor do que isso para provar para Maria Margarete que é um príncipe encantado de verdade, a final, depois de ser até sequestrada, ela merece.

P.S* Uma coisa curiosa é que, agora, praticamente metade de Storybrooke sabe da maldição. Pensar que era um super segredo no começo.

Artigo anteriorHouse – 8×17/18: We Need the Eggs/Body and Soul
Próximo artigoSérie Maníacos 2.0