Um lobo nem tão solitário assim.

Spoilers Abaixo:

É triste dizer que chegou ao fim a safra 2011 de Once Upon a Time. Por outro lado, a série só me traz alegrias e fecha o ano com mais um episódio ótimo, apesar dos tradicionais DEFEITOS ESPECIAIS que apareceram para nos assombrar, dessa vez em forma de veado, no meio da floresta.

A grande sacada de OUAT, porém, está no fato de que o roteiro é tão bem escrito, que nos obriga a deixar tecnicalidades de escanteio. Já estou em clima de humor quando vejo algo tosco nos cenários digitais. Dou risada e encaro como se fosse algo digno dos melhores estúdios de animação do mundo.

Assim sendo, fico na obrigação de elogiar, mais uma vez, o trabalho dos roteiristas de OUAT, que vêm nos dando muitos exemplos de capacidade inventiva, mas também de otimização de tempo. Conseguiram, como por milagre, desenvolver por completo um personagem e encerrar muito bem sua participação na série. Fiquei pasma, com o trabalho realizado com o xerife Graham que, afinal de contas, era mesmo o caçador que deveria arrancar o coração de Branca de Neve e entregá-lo para a Rainha Má Megaevil como prova da morte da enteada.

O que achei mais interessante é que as pessoas que passaram todo esse tempo apostando que Graham seria o Lobo Mau, não estavam de todo enganadas. De certa forma ele é um Lobo, porque foi abandonado pelos pais e criado por uma alcatéia. Senti aqui uma bela mistureba com Mogli – O menino lobo, mas não sei ao certo se foi essa a intenção, porque os ambientes em que se passam ambas as histórias são muito díspares.

A mensagem envolta na história do caçador era muito bonita. Um homem que aprendeu desde cedo que humanos são cruéis conscientemente e que animais selvagens não fazem nada além de agir por seus instintos naturais, sem maldade ou intenção de causar mal a alguém. É por isso que o fiel companheiro do caçador é o que eu considero como Lobo Bom, guiando seu amigo até a salvação, sem poder dizer em palavras.

O elemento principal estava na integração entre a realidade de Storybrooke e os flashbacks, dessa vez, em forma de sonhos ou memórias de Graham. Ele é, de fato, o primeiro a lembrar de sua vida em Far, Far Away, assim como é o primeiro a realmente acreditar em Henry.

Infelizmente, ele contou suas lembranças justamente para Regina que se consolida como a única em Storybrooke a saber de tudo, tendo plena memória sobre quem é e quem são as outras pessoas. Prova disso é que ela foi diretamente até o subterrâneo da cripta para esmagar o coração de Graham, eliminando a única testemunha da maldição.

No final das contas, fiquei tocada pelo modo como ele morreu e pelo laço que ele desenvolveu com Emma. Não fosse ela a chave para quebrar a maldição, talvez tivesse sido tudo diferente. Aliás, fica a dúvida: Será que tudo o que Emma precisa fazer é abrir uma barraca do beijo e trocar saliva com a cidade inteira?

Falando em troca de saliva, não posso deixar passar em branco a primeira noite de desfrute carnal de Maria Margarete. Morri com ela contando sobre o telefonema para o Doutor Baleia depois da noite de luxúria fora do casamento. Pois é. Maria Margarete além de roubar marido alheio ainda trai o que lhe pertence (que é o mesmo) sem saber. Princesa em adultério é o último grito da moda nos contos de fadas modernos.

P.S* UFC com Emma e Regina, já! Cena de cat fight deliciosa, melhor que a da serra elétrica cortando a macieira.

P.S* O que Mr. Gold estava enterrando/desenterrando na floresta? Jardinagem não engana ninguém.

P.S* Once Upon a Time retorna em oito de janeiro.

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