
“Charming suits you”.
Gueto, Snow White do.
Spoilers Abaixo:
Se alguém me dissesse, dois meses atrás, que eu estaria completamente enlouquecida com Once Upon a Time eu riria alto e diria que essa era uma coisa impossível de acontecer. Com toda satisfação do mundo eu admito que estava muito enganada sobre a série que é, de fato, o melhor lançamento do ano na TV aberta, mesmo ainda tendo seus probleminhas técnicos.
Tenho deixado esse aspecto de lado porque o detalhe dos cenários me parece bobagem diante de todo o resto (e é). Dessa vez, porém, vou aproveitar e soltar logo minha crítica aos ambientes digitais de Once Upon a Time, porque a falta de qualidade foi gritante e quase desviou minha atenção da interessantíssima história de Charming. Não entendo como puderam fazer o dragão de forma decente enquanto o fundo onde estavam os personagens era um festival de abismos falsos, castelos mal desenhados e pasmem, até o chão estava muitíssimo mal disfarçado.
Se esse aspecto fosse corrigido não haveria mais o que dizer de OUAT, porque em termos de roteiro e carisma do elenco, a coisa vai mais do que bem e não existe quem não se empolgue com cada uma das maravilhosas histórias recriadas aqui.
Mais uma vez, sou só elogios para a parte da fantasia. Jamais seria capaz de imaginar a trama de Charming/James assim. Mais ainda, eu jamais poderia imaginar que existe no mundo um produtor tão filho da mãe que criou DOIS Charmings e foi capaz de matar um. Isso não se faz nem na ficção e eu lamento muito. Mas enfim, azar o de vocês, porque o que sobrou é só meu.
Acho importante notar que Rumpels é o único personagem que está conectado a todas as histórias até aqui. Foi ele quem negociou um herdeiro para o Rei George e também quem levou o gêmeo do príncipe bastardo morto, para ocupar seu lugar. É legal perceber também que essa é, provavelmente, uma das raras vezes em que a vida do príncipe (antes da princesa) é colocada em destaque. Confesso que quase morri de rir na cena em que Charming corre atrás de uma ovelhinha, mas logo esqueci desse momento tão másculo, porque o fluxo de informações foi muito grande.
Sensacional o modo como misturaram contos de fadas com um Rei Midas, personagem da mitologia grega, que ganhou de Baco o poder de fazer tudo o que tocasse virar ouro. O mito é baseado num rei que realmente existiu no século VIII A.C, na região da Turquia, e foi levemente adaptada.
Em OUAT, o Rei Midas consegue controlar seu poder com uma luva e, embora pudesse se livrar do dragão que assolava seu reino só encostando-se ao bicho, preferiu arriscar o pescoço do filho de outro rei, no lugar. Finalmente confirmamos que a esposa de David Nolan (o Charming de Storybrooke) é a noiva que estava na carruagem. Outro detalhe interessante é de que esse episódio termina exatamente onde o 1×03- Snow Falls começa.
Falando em detalhes, tenho mais alguns aqui. A começar pela maravilhosa loja de penhores de Mr. Gold, cheia de surpresas que incluem a lâmpada de Aladdin e o móbile de unicórnios do berço da pequena Emma. Teve até referência a Lost e por mais que eu odeie admitir que minha memória esteja ocupada com tais informações, fiz até um print para confirmar que Emma e Maria Margarete bebem o mesmo Whisky que Mr. Charles Widmore, o MacCutcheon. Essa, aliás, deve ser a referência lostiana mais batida do mundo, porque até em Fringe essa garrafa já foi dar um passeio. Se bem que se o episódio teve até o próprio Widmore como o Rei George, não vejo motivos para seu whisky favorito também não fazer uma aparição.

Se toda a ação em ‘Far, Far Away’ foi boa, acho que podemos dizer o mesmo dos momentos de puro romance e expectativa de Storybrooke. Fico sempre muito impressionada com a química entre Josh Dallas e Ginnifer Goodwin. Todas as cenas dos dois transbordam de fofura e eu fico torcendo sempre por esse casal, que só encontra obstáculos no caminho.
Não bastasse Regina e Kathryn de amizade e conluio, ainda temos como grande inimiga a memória de Charming que parece mesmo estar protegida da maldição e recheada de lembranças de sua vida em Far, Far Away. Infelizmente, ele recuperou apenas a parte que não deveria ter recuperado e assim, Maria Margarete, a professorinha destruidora de lares, acabou humilhada e obrigada a aceitar bebidas do Sr. Baleia (que deve ser de Jonas e a Baleia, já que em OUAT vale misturar tudo).
Fiquei intrigada com esse “casamento” de Charming e Kathryn, especialmente pelas fotos. Cheguei a cogitar, lá pelo meio do episódio, que ela tivesse sido esposa do gêmeo morto, mas depois, essa ideia foi refutada. Como ainda não sabemos o modo como esses personagens lembram dessa versão de suas vidas em Storybrooke, fica difícil entender se Charming chegou a se casar com ela em algum ponto, lá em Far, Far Away e se aconteceu, portanto, o primeiro divórcio dos contos de fadas aí no meio.
Sabemos que Charming se casou com Snow White do Gueto, tanto é que ela ainda tem nas mãos o anel da sogrinha fazendeira, mas fico me roendo para saber mais e mais sobre o que aconteceu. Enquanto OUAT não me mostra, vou me deliciando com cenas em família, em que Emma é tão velha quanto seu pai e ensina sua mãe como ir à luta pelo homem que quer.
PS* Emma toda enojada com o xerife se pegando com Regina sob o mesmo teto que Henry. Então tá. Vou acreditar que é por causa da criança.
P.S* Episódio que vem revela a identidade do xerife. Eu já sei quem ele é, mas não conto!
P.S* Se você é fã do Prince Charming, saiba que o esse clubinho tem nome: Charmers.














