Já comentei em outras reviews que o ritmo construído em Jane the Virgin é uma constante de twists interligados numa grande revelação no final da temporada. Mas uma coisa que já havia percebido e que ficou comprovada nesse nono episódio da terceira temporada é a questão dos arcos narrativos construídos no decorrer da trama. Essas pequenas histórias dentro da maior são os passos necessários para ocupar os 22 capítulos por temporada, mas também os passos necessários para que compreendamos coisas que surgem de fininho e que são a verdadeira força motor da temporada.
Términos e recomeços
E com o vasto elenco de coadjuvantes, que muitas vezes sobrepõem a função e tem seu momento de estrelismo, esse modelo adotado é como uma solução perfeita para compreendermos o escopo geral. A trama de Jane e Michael às turras com a vida profissional foi mero segundo plano para o que acontecia ao redor deles. Jane preocupada com o “ponto final” de seu livro e Michael na correria para conseguir o tão sonhado título de advogado foram, na verdade, os momentos de respiro da trama da semana.
Rogelio vinha a muito sendo relegado a um apoio carismático e engraçado na série. Longe de mim reclamar da genialidade de Jaime Camil no papel, mas o personagem em si estava entrando num looping de sempre se apaixonar por quem não correspondia ou não queria. Darci começou no mesmo protocolo até então, mas o final do casal nesse episódio abriu um panorama para algo interessante. A química entre os dois é palpável e está na hora do muso mor das novelas da Telemasivo conseguir alguém para aguentar todo egocentrismo acumulado. Xo foi deixada de lado (momentaneamente acho eu) e agora o caminho parece não tão turbulento para Rogelio. Falando em Xo vai muito bem com Bruce, obrigado.

Mas o grande plot aqui foi não a revelação da origem de Rafael, mas sim Anezka assumindo finalmente o papel de vilã (mesmo que indiretamente) com Scott aka “Coletes”. Desde o surgimento da gêmea e todo o plot de troca de lugares eu estava esperando o momento em que aquilo seria utilizado de pronto na trama. E o novo arco narrativo se abre com opções muito variadas para o restante da temporada. Agora que Catalina finalmente se despede da trama (será mesmo?), o grande enfoque vilanesco vai parar em cima dos dois “esnobados” da trama até então. É aquele ditado de “que tudo que vai tem volta” dando as caras na nossa série favorita!
Só tenho um pouco de pena de Petra. A vilã-não tão vilã assim depois de passar poucas e boas na mão da irmã e da mãe está sofrendo do que vou apelidar de EPP ou “Estresse Pós Petrificação” (™). Era questão de tempo que todo aquele sofrimento acumulado, em conjunto com a atitude e história de vida da personagem, explodisse num modo turbinado de paranoia.
A grande questão é saber o que Scott e Anezka farão, agora que detêm o mais importante segredo da trama e podem colocar não só Rafael e Petra, como todos os outros personagens em maus lençóis. Teremos de esperar para ver. Até a próxima semana!
PS 1: Ri demais das piadas com Trump. Quero mais! Pra ontem!
PS 2: Gosto muito de Rogelio, mas falar mal de “2001: Uma Odisseia no Espaço” não dá! Mexeu com Kubrick, mexeu comigo! Hahah
PS 3: Maquiagem “Mickey Rourke” #referências
PS 4: “Você só falha quando para de tentar” #pensamentododia
PS 5: Ri ainda mais da nova hashtag de Rogelio #emoner (emotional boner)…. Ele se supera a cada dia!














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