Isso ainda não acabou.

Depois de um tempo que pareceu uma eternidade, Grimm está de volta nas nossas semanas. Quem acompanhou as minhas reviews da reta final da temporada passada aqui no Série Maníacos sabe que, com a segunda metade da  Season 1 e toda a Season 2, Grimm conseguiu entrar para a minha lista de séries favoritas atualmente, e, logo, eu estava morrendo de saudades de Nick e sua turma.

“The Ungrateful Dead” foi uma Premiere excelente. Continuando exatamente do mesmo ponto em que a temporada passada acabou, essa Premiere conseguiu ser melhor do que a Finale, que havia deixado um pouco a desejar.

A batalha nos contêineres não teve muitas novidades, e talvez tenha sido até longa demais. Foi boa, mas já havia começado na Finale, e com a contaminação do Nick sendo o mais interessante para se desenvolver, ficava difícil dar muita importância para a batalha e esperar que algo ainda pior acontecesse com algum outro personagem. Mas foi bem legal ver a ação dos policiais comandados por Woo para conter os “zumbis” (ainda não encontrei nenhum outro nome para definir as vítimas do Cracher-Mortel, então fica “zumbis” mesmo), e também ver Juliette em ação, chutando e socando qualquer um que aparecesse em seu caminho.

Juliette, aliás, esteve bem no episódio todo. Com menos drama e mais determinação em curar os infectados e resgatar Nick, junto com Rosalee e Monroe, que como sempre, também estiveram muito bem. Foi por causa desses três, na verdade, que a sequência da batalha conseguiu ficar bacana. E no final, gostei bastante de como tudo isso terminou. É bom ver que os policiais, humanos comuns, nem sempre são inúteis e conseguiram reunir todos os “zumbis” em um único contêiner. Mas o mais bacana foi ver que Juliette é uma química nata e, junto com Rosalee, transformou o antídoto em substância gasosa para se espalhar mais facilmente entre os infectados.

A morte do Barão foi válida, afinal, não aguentava mais esperar ele cuspir na cara de alguém toda a vez que aparecia em cena. E quem realmente interessa é o chefe dele, que mal apareceu nesse episódio. Estou esperando desde a temporada passada Eric ser o vilão dos vilões que ele tanto promete ser. Com Renard se mostrando um personagem cada vez mais forte na série, espero que o confronto que ele está prometendo ter com seu irmão faça com que Eric também cresça na trama.

Porém o que todos queríamos ver nessa Premiere era o Nick infectado. E para isso, só tenho elogios. Primeiro porque eu pensava que na metade do episódio ele já estaria resgatado e curado, mas os roteiristas foram bem pilantras. Em quase metade do episódio Nick nem apareceu, e depois ainda me fizeram acreditar que ele realmente chegaria num caixão até a Austria. A queda do avião foi uma cena realmente muito boa. E logo, o plano mais maléfico de Eric até agora foi por água abaixo.

Grimm também já mostra começar a temporada bem amarradinha e lembrando das suas mitologias, quando vemos que os efeitos da infecção no Nick são diferente do que em um humano comum. E isso é a melhor coisa do episódio todo. Se na temporada anterior eu havia dito que David Giuntoli tinha se mostrado um protagonista competente e um ótimo ator, nessa Premiere ele deu um show de atuação, interpretando um Nick tão insano e violento que chegou a ser monstruoso. Mesmo estando ausente durante uma parte do episódio, e não ter pronunciado uma única palavra, apenas rangidos e gritos, ele conseguiu ser o centro das atenções e o ponto alto dessa Premiere. É óbvio que o excelente roteiro também ajudou, e também as habilidades que ele adquiriu com os sentidos um milhão de vezes mais aguçados o tornaram ainda mais interessante. Porém, acredito que no próximo episódio ele já estará curado, afinal, não dá pra deixar Nick assim por muito tempo. Mas valeu a pena esperar quatro meses para ver isso.

Paralela à tudo o que acontece em Portland, está Adalind em sua busca por seus poderes de volta. Stefania me incomoda um pouco pelo fato de que tudo o que ela faz ser muito creepy. E por mais que seja bem legal ver Adalind cortando pedaços de Frau Pech e matando um grande diâmetro de flores ao ser “aceita”, vejo tudo isso como um pouco desnecessário. Não gostei muito dessa ideia de Adalind precisar ser aprovada em vários “testes” por sei lá quantos e quais espíritos, bruxas, fantasmas ou deuses para recuperar seus poderes. Afinal, é tudo magia, e acho que seria bem mais interessante se isso dependesse apenas de Adalind com a ajuda de Stefania para realizar algum ritual, feitiço ou sacrifício.

Em resumo, Grimm voltou, e voltou muito bem. Nossas aventuras semanais com Wesen já estão garantidas e só nos resta esperar que a qualidade se mantenha e essa temporada seja tão boa, ou quem sabe melhor que a anterior.

This ain’t over yet.

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