Quando as fórmulas ditam o ritmo do episódio sabemos que a velha fórmula se mantém.
Nada de Londres. Nada de Mycroft. Nada de Lestrade. Se na Season Premiere saímos totalmente do convencional, com novos personagens, trama e desenvolvimento dos personagens, dessa vez Elementary apresenta seu “primeiro” episódio dessa segunda temporada. Digo primeiro porque Elementary voltou ao seu ritmo normal ao qual estávamos acostumados. Se me perguntassem o que eu queria ia dizer que ia adorar continuar a ver Holmes em Londres, mas Elementary não se passa lá então é mais do que plausível de que voltemos ao tradicional, o que não significa que tenha sido ruim. Não acho que jogaram Mycroft e Lestrade a toda para nós, eles com certeza terão uma maior importância no futuro da série e considerando que toda série tem seu ritmo e não dá pra ir de maneira alucinada no seu segundo episódio, entendi a proposta do episódio e gostei bastante do resultado.
Pra começar a criatividade do caso da semana. Acho que ninguém sabia do problema P vs NP, mas ele existe e é realmente o maior desafio da ciência da computação. Usar esse problema, criar um assassinato e uma trama nele foi algo que me agradou bastante, pois foi bastante bem feito, me envolveu bastante e foi muito surpreendente. Fui enganado a todo o momento, porque primeiro suspeitei da professora, depois foi para o ex e só no fim voltamos para ela e com uma belíssima reviravolta. Fico pensando se a solução desse problema realmente causaria isso, mas de qualquer maneira parabéns aos roteiristas pela pesquisa e criatividade.
Holmes e Watson como sempre soberbos. Watson continua cada vez melhor no seu poder de dedução, só não entendi o porquê de terem colocado de novo o passado dela e ainda inserir um personagem aleatório que provavelmente desaparecerá da história. Foi para aumentar o laço de Holmes e Watson? Livrá-la dessa culpa? Não gosto quando jogam coisas por jogar e encher linguiça, espero que isso os ajude a entender o futuro da série e da Watson. Fora isso, a sintonia dela com Holmes aumenta a cada episódio, e ao final, quando Holmes diz que desejava ir ao cemitério com ela percebemos o quanto ela significa para ele. No episódio passado Mycroft explica como Holmes tem dificuldade com relacionamentos e como Watson conseguiu com que ele se apegasse a ela e acho que nesse episódio tivemos a resposta. Watson é íntegra, sincera, destemida e age com o coração. Além disso, é inteligente, dedicada e possui uma sagacidade voraz que cativou Holmes. Adoro a relação deles e fico pensando no que farão os dois passar daqui pra frente.
Como série procedural, Elementary deverá manter um estilo mais lento ao longo da temporada intercalando com episódios mais eletrizantes e provavelmente ao seu final apareça o grande vilão ou trama. A série é assim, a fórmula é assim, os americanos se acostumaram com isso e eu tenho que dançar a mesma música. Particularmente prefiro um Guerra dos Tronos que já tem toda uma história elaborada e cada episódio serve para conta-la, mas com atuações tão boas como a do Johny Lee Miler e Lucy Liu, tramas criativas e pitadas de humor acho que posso continuar a ver Elementary sem medo de ser feliz.
Anotações da Watson:
– Tirar a camisa para resolver equações complexas? Essa é nova, eu geralmente escuto música clássica.
– 20 mil dólares? Queria que Holmes fosse meu amigo.
– Confundir o Bell com Bella é sacanagem né Holmes? Puta furada!















