Embora Sleight of Hand tenha sido praticamente um episódio filler, andando pouquíssimo com os plots, não podemos esperar sempre grandes mudanças toda semana, até porque a temporada tem muitos episódios. Entretanto, se essa semana não tivemos 40 minutos grandiosos no andamento do enredo, sua grandiosidade ocorreu na condução dos casos e suas lições subjetivas para dois personagens que pareciam ter um coração frozen, Noa e Campbell.
“A prova é fácil. Fé… isso é um trabalho duro maldito”
Foi interessante assistir pela primeira vez Campbell sair um pouco do seu estilo robô cagador de regras, para alguém que demonstra seu lado humano e tenta burlar o sistema em busca de salvar uma pessoa. O simples fato de ele ter permitido Willis a fazer o procedimento e depois chamá-lo para participar da cirurgia, já mostrou que essa rixa é e deve ser coisa do passado, afinal depois de terem passado por um momento tenso em um submarino russo, seria incompatível que o embate voltasse acontecer como antigamente. Dessa forma, fiquei muito empolgado quando não criaram uma briga por Jesse e Rorish terem ajudado na cirurgia e decidiram juntar no final do episódio os 4, em um momento de paz, felicidade e uma promessa de uma equipe mais entrosada e que poderá salvar pacientes nas situações mais complicadas.

Assim como Campbell, até o momento nunca havia sido mostrado uma cena em que os sentimentos de Noa tivessem impactado suas decisões como médica e como pessoa. Até mesmo depois da morte de Charlotte, pouco foi mostrado sobre sua reação e por isso fiquei muito satisfeito ao ver desde o início de Sleight of Hand que ela teria destaque. Noa é uma promessa muito grande para a série e se for tratada de maneira correta, pode ser uma ótima médica e uma ótima personagem. Além de ter um conhecimento gigante e saber ser fria quando precisa (às vezes até demais), sua relação com Savetti vem sendo construída aos poucos e está sendo interessante de acompanhar. Não é de hoje que conhecemos o perfil médica cética e se ela for um pouco como outras personagens de outras séries foram (Christina – Greys), ela com certeza se tornará uma das minhas personagens favoritas.
Assistir pacientes morrerem quando tudo parece estar bem, definitivamente é um baque que apenas quem vivencia tal situação pode explicar o sentimento. Não é de se espantar dessa maneira, que a fé e a crença na mágica aparentem para alguns, após tal vivência, algo banal e que apenas atrapalha. Entretanto, é quase impossível não existir um conflito interno na cabeça dessas pessoas quando o contrário acontece em sua frente e aquele caso que tinha tudo para dar errado, inexplicavelmente dá certo. Estou muito curioso para ver como Noa será tratada e espero que Sleight of Hand tenha sido apenas o pontapé inicial para seu desenvolvimento na série.
Além da evolução desses dois personagens, os casos da semana foram maravilhosos e fiquei encantado ao ver o espírito de equipe dos policiais que se prontificaram de imediato a ajudar a carregar a maca, mesmo sabendo dos riscos de fazer isso. Mais bonito do que isso foi ver Willis, Rorish e Jesse enfrentarem o azar no mundo e as regras do hospital, sem titubear, pois o que importava naquele momento era apenas salvar aquela pessoa. Sem conhecer a paciente e sem saber quase nada de sua vida, eles arriscaram quando não lhes era mais da obrigação de suas profissões, suas vidas e seus empregos, apenas porque sabiam que aquilo era o certo. Essa lição foi tocante e fez meu lado otimista pensar que um dia todo mundo ainda terá essa empatia e esse amor por outra pessoa, simplesmente por sermos humanos.
E por fim, assistir os casos dessa semana terem resultados contrários aos esperados, ensinou uma lição muito bonita. A vida é efêmera. Independente das chances de sobrevivência serem de 1% ou 99%, devemos sempre dizer o que sentimos e não deixar que bobeiras nos afastem das pessoas que amamos. Assim como Tim não esperava que sua irmã morresse e quase não deu tempo de dizer o que sentia, todo dia estamos sujeitos a morrer ou perder alguém que amamos sem mais nem menos. Fale. Se expresse. Não tenha medo. Não perca seu tempo, afinal ele pode acabar e nunca mais voltar.
Black Tags de Sleight of Hand:
– Embora tenha até gostado desse princípio de shipp entre Mario e Noa, estou com um pé atrás, com medo de estragarem a melhor relação, em minha opinião, que é o brotp de Angus e Mario.
– Adorei esse velhinho dando uma “lição de fé” e ainda nos entretendo com seus truques de mágica. Até agora tentando entender como ele fez aquilo.















