Chicago Med 2×08: Free Will

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Sobre escolhas.

Essa Mid Season Finale me trouxe à tona muitos sentimentos e eu me senti confusa em boa parte do episódio. Os casos da semana foram muito bem escolhidos para a proposta do episódio. Fui da felicidade à tristeza em diversos momentos e que montanha-russa de episódio.

Vou começar pela April e eu preciso dizer que estava bom demais quando a temporada começou e ficamos sabendo que a TB dela estava controlada, não dizem por aí que quando a esmola é demais o santo desconfia? No momento em que aceitou o pedido de casamento do Tate por ironia dos produtores, descobrimos que não só a TB dela está ativa como também ela está grávida. Quando os produtores querem arrasar a gente, eles sabem como fazer não é mesmo? Fiquei feliz pela reação dos futuros papais, mas triste com a possibilidade de acontecer algo ao bebê. April teve que fazer uma escolha e acredito que foi a mais sensata apesar do que pode acontecer futuramente.

Achando que a desgraça era pouca no episódio, Erin me aparece no hospital e descobrimos que Danny está morto. Gente, eu realmente tinha esperança que CPD fosse se envolver e rolaria um crossover real para que no final Danny fosse salvo. Triste decepção. Danny morreu e ficamos com uma Reese questionando todas suas atitudes depois que conheceu o garoto. A morte dele será um catalisador para o amadurecimento dela como profissional e como ser humano porque apesar de sempre querer dar o seu melhor para salvar as pessoas, existem inúmeros fatores que interferem ou cooperam para algo acontecer. É como o Dr. Charles falou: “às vezes o melhor conselho não é suficiente”. Sarah precisa fazer uma escolha sobre como irá lidar com tudo isso daqui para frente.

O caso do Will com a Natalie foi o que mais mexeu comigo, sinceramente. Adorei o fato de terem trabalhado a questão do transplante de um portador do HIV para um não-portador. Ser soro positivo dentro da sociedade por si só já é uma situação difícil, ser homossexual e soro positivo é mil vezes mais difícil e eu achei a fala do Ian tão forte porque as pessoas são julgadas por serem quem elas são e sempre serão. O drama pessoal dos irmãos foi um assunto delicado, mas minha confusão ficou por parte das reações da Natalie e do Will. De uns episódios para cá, Natalie está cada vez mais parecida com o Will da primeira temporada e eu não sei se estou gostando disso. Will amadureceu, eu reconheço isso e foi satisfatório vê-lo manter sua palavra sobre o transplante, até ele e a Natalie levarem a seringa para os irmãos. Veja bem, eu sei que os médicos estão ali para salvar vidas e que eles irão tentar fazer o impossível para salvar seus pacientes, mas wtf? Sinceramente, fiquei desapontada com os dois. Não sei, mas fiquei com a impressão que teremos um pouco mais desse caso na trama, afinal, qual foi a escolha dos irmãos? rs.

Latham, Connor e o caso da Karina. Foi o caso mais fraco para mim durante o episódio, mas gostei de dois momentos. O primeiro momento foi ver o Latham reconhecendo que nunca foi uma pessoa amigável como a garota, e confesso que tenho me acostumado com o jeito dele, acho que Connor aos poucos vai conseguir fazer com que ele se abra e os dois acabem se conhecendo um pouco. O segundo momento foi a questão da mãe fazer a escolha pela cirurgia para que a filha continuasse sendo quem ela é e fazendo as pessoas à sua volta felizes. A escolha pela cirurgia poderia pôr a filha dela em risco, mas era preciso arriscar e deu certo (novidade não é mesmo?).

Sobre as escolhas menores tivemos:
  • Choi num embate com o presidiário e eu adorei a fala da Goodwin sobre os porcos.
  • Charles respeitando a filha e retirando-se do bar ao vê-la com o Connor.
  • Connor e Robin tomando umas cervejas para se conhecerem melhor.
Observações do Aurelio:

Chicago Med chega ao seu mid season finale causando preocupação. Digo isso, pois esse episódio é, de longe, o pior da temporada.

Ao voltar a apostar em várias tramas em um mesmo episódio, “Free Will” apresenta uma série de histórias rasas e com a dramaticidade de uma novela mexicana.

O maior destaque negativo foi a resolução da trama de Danny. Não consigo entender o motivo de ficarmos assistindo aos constantes retornos do personagem à série, se os roteiristas pretendiam mata-lo sem nenhum desenvolvimento da história.

Espero que a série retorne em 2017 com histórias mais orgânicas e menos forçadas. Gosto de Chicago Med, e não quero que ela se perca como aconteceu com Chicago Fire.

Bom galera, nos vemos agora só próximo ano, quando Med retornar no dia 05/01. Até lá ficamos com a promo: