Chicago Med 2×07: Ineherent Bias

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Dilemas morais em  Ineherent Bias, um episódio irregular.

Os roteiristas tinham como hábito, durante a primeira temporada de Chicago Med, escrever episódios com um tema específico. Voltando a fazer uso desse recurso, Ineherent Bias tem como foco os limites da relação entre médico e paciente.

 Vamos aos casos:
1 – Reggie Dixon – homem com problemas respiratórios.

A trama de Reggie teve duas funções no episódio: apresentar um pouco mais do passado de Goodwin, bem como mostrar o quanto profissionais de saúde podem ter seu julgamento prejudicado quando o paciente é seu conhecido.

Enquanto Choi foi o único que conseguiu manter a objetividade durante o atendimento ao paciente, achei interessante ver Goodwin se intrometer nas decisões sobre o tratamento do seu crush da adolescência. Pena que Will não participou do caso, pois ele iria achar irônico ver a administradora do hospital agindo como ele.

Acho importante quando os roteiristas dão atenção à personagens secundários, e no caso de Goodwin será importante no desenvolvimento da trama do seu divórcio.

2 – Danny – paciente em crise de abstinência.

A história de Danny reforçou o tema do episódio sobre as questões éticas abrangendo médicos e pacientes. Acho interessante como o dr. Charles tem sido um bom mentor para Reese, incentivando a sua curiosidade e paixão pelo trabalho, mas podando e aconselhando nos momentos necessários.

Infelizmente a trama está com um problema de desenvolvimento, já que é o segundo episódio que temos o personagem indo ao hospital, apenas para voltar a se recusar a falar com a polícia. Acho que essa história poderia gerar um bom crossover com Chicago PD, mas os roteiristas precisam desenrolar a situação, pois já está ficando cansativa.

3 – Eliot – paciente com sangramento do nariz recorrente.

A pior trama do episódio envolveu, sem surpresa alguma, Noah. Achei forçada a ideia de que o interno teria desenvolvido um aplicativo para atendimento médico domiciliar sozinho, e que o mesmo já estaria em funcionamento.

Eu aprendi em Chicago Fire que as séries de Dick Wolf não envolvem muita burocracia, mas achei exagerada a possibilidade de que o aplicativo já estaria em atividade com poucos residentes atendendo, e apenas Noah administrando o mesmo sem nenhum tipo de registro ou estrutura.

4 – Pamela Blake – jovem encontrada desorientada em uma loja de conveniência.

Essa trama foi a mais frustrante do episódio. Foi contraditório o dr. Charles aconselhar, corretamente, Reese a manter o distanciamento profissional de Danny, mas se apegar à Pamela da mesma forma que a sua residente se envolveu com o paciente dela.

Achei forçado um psiquiatra tão experiente projetar suas carências em relação à sua filha em uma paciente que acabou de conhecer. Além disso, foi patético vê-lo levar a sua discussão sobre a falta de consentimento à Goodwin. Afinal, Rhodes conseguiu a substituição do mesmo pelo parecer de dois especialistas, assim os seus protestos não pareceram atos de um profissional veterano, mas algo que Will faria.

O único ponto positivo dessa trama foi ver que Robyn está participando mais ativamente da série. Acho que o seu possível envolvimento com Rhodes pode gerar boas histórias.

A aposta em um tema como os limites da relação entre médico e paciente era instigante, no entanto o episódio acabou se mostrando irregular. Tramas como a de Pamela e Eliot foram forçadas demais, e a de Danny não ajudou com o seu ritmo lento. Infelizmente, apenas a história de Reggie, que também teve alguns problemas, se mostrou no nível que estamos acostumados em Chicago Med.

Observações finais de Ineherent Bias :

1 – A tuberculose de April deve voltar nos próximos episódios. Acho essa trama furada, já que essa doença tem cura e o tratamento não é arriscado.

2 – Volto a repetir: acho uma pena os roteiristas não apostarem no relacionamento entre Nina e Will. Seria interessante dar uma chance ao casal, ao contrário de “telegrafar” um namoro entre Will e Nat.

Comentários da Bruna.

Nesse sétimo episódio o plot da Reese começou a mexer comigo. Já era esperado que ela se envolvesse demais com o Danny, mas não achei que ela estaria disposta a cruzar essa linha que separa os dois. Sarah é puro coração e mesmo não estando surpresa, pensei que eu usaria uma cautela para se manter o mais distante emocionalmente do Danny, mas infelizmente não é o que podemos ver principalmente ao final do episódio. Minha intuição ainda me diz que esse plot vai me deixar com coração na mão e que Sarah Reese ainda vai me causar um enfarte. As feições da Erin durante a cena com a Reese e o Danny, foram as mesmas que as minhas. Por mais que as duas queiram ajuda-lo não podem fazer nada porque ele se sente vulnerável demais para abrir a boca. Que venha o caos!

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Falando em caos, lembrei de desgraça e April me vem à cabeça. Achei rápido demais terem colocado ela bem lá no segundo ou terceiro episódio e agora, quando ela finalmente aceita o pedido de casamento começa a tossir loucamente? Porque eu não estou surpresa, Dick Wolf? Mas é aquele ditado, pelo menos tão dando um destaque à personagem. Vou continuar esperando para ver onde eles vão com tudo isso.

  • Dhéo

    “A pior trama do episódio envolveu, sem surpresa alguma, Noah”. Não tem o q falar dessa personagem. Produtores: tirem-no da série! Mais um episódio que promete e fica no chove e não molha. Falta a série mais profundidade. Ou arrisca pra valer ou fica no superficial.

    • Aurelio

      Concordo com você, Dhéo. Falta aos produtores ousadia, o problema é que chove e não molha é especialidade de Dick Wolf e sua turma.