E o dever nos chama, enquanto buscamos esperança.

Essa semana acompanhamos a volta da Task Force X, ou como diz Floyd Lawton Suicide SquAAAd. O episódio foi dividido em plots distintos, e um ou outro, totalmente desvinculados. Ao mesmo tempo que acompanhávamos Diggle e companhia em Kasnia, fomos surpreendidos pelos flashbacks do Deadshot, tentávamos contar quantos cosplayers do Arqueiro Oliver consegue enfrentar ao mesmo tempo e assistíamos Ray Palmer estrear em campo. Suicidal Tendencies, apesar de confuso, e acrescentar muito pouco para a trama, teve seus pontos altos. Vamos a analise.

Já era de se esperar que os assassinatos cometidos por Rá’s Al Ghul caíssem na conta do Arqueiro e que a repercussão disso seria negativa. O que não consigo entender é como o Capitão Lance mudou de ideia tão rápido em relação a cooperação com o Team Arrow. Tudo bem. Eu compreendo que o ex-detetive está machucado pela morte de Sara e bravo com todos que a esconderam dele. Só não entendo como todo esse tempo ajudando Oliver não foi suficiente para crer que o cara parou de matar. Tive a impressão que a declaração de arrependimento feita por ele no episódio passado foi apenas um desabafo, não um decreto de ódio. Isso é péssimo para o personagem. Passamos a vê-lo como volátil e chato, já que o show nos mostrou uma alteração de ponto de vista de forma mais abrupta do que seria o normal. Ter a polícia no encalço do vigilante não é problema, já passamos por isso na primeira temporada, mas ter um inimigo tão próximo como o pai da Canário, pode ser muito ruim.

Já Ray Palmer encabulou que é o protetor da cidade e chamou o Oliver para a briga. Para quem estava criticando a forma que o Arqueiro luta, o cara se mostrou bem violento. Ok, ele procurou os meios legais antes de partir para o ataque, mas fiquei pensando se aqueles raios e tiros de plasma não eram letais, porque vou te dizer uma coisa viu, poe bastante medo. A luta em si foi bastante curta e não mostrou muito do que a armadura pode fazer. Só ficamos sabendo que ela tem tipo um botão liga e desliga – alimentador, bateria, mangueira da gasolina ou algumas dessas opções – na perna. Pra quem projetou uma traje de combate, o cara vacilou muito. Pensa se ele está voando a mil quilômetros por hora e um passarinho esbarra na coxa dele… já era fiii, mórreu. Isso é foi um prato cheio para a percepção aguçadíssima e  experiência de combate do Sr Queen que, com a precisão cirúrgica já conhecida, neutralizou o estreante.   Esperarei um pouco mais para julgar a atuação do novo herói no universo da série, esse triangulo amoroso com Felicity e os efeitos especiais do voo estão interferindo em meu julgamento. Só sei que ao contrário de Capitão Lance, Ray se tornou um aliado e até tentou agir a favor do Esmeralda. Tudo muito rápido, ódio e amizade da água para o vinho.

Sobre a lua de mel de Diggle e Layla, tenho que dizer que tivemos uma grande referencia aos quadrinhos do esquadrão suicida dos anos 80. O Senator Joseph Cray, na HQ, é um político norte-americano que entra em conflito com Amanda Waller e o esquadrão e acaba sendo assassinado pelo Pistoleiro. O legal de se usar esse personagem em um episódio onde temos a primeira luta do The Atom é que Joseph teve um filho – Adam Cray – que foi recrutado por Ray Palmer para assumir seu lugar por um tempo.

Achei legal termos uma pouco mais da história do Floyd Lawton e foi impossível, pelo menos pra quem assistiu o filme “Sniper Americano”, não compará-lo com o passado do Pistoleiro. Não acredito que ele morreu, talvez ele foi lançado pela explosão e a H.I.V.E tenha alguma forma de ajudá-lo ou sei lá. Se temos personagens que não morrem com espadas lhe atravessando, por que não alguém sobreviver a uma explosão? A estratégia de nos fazer importar com um cara para depois matá-lo é clássica. Mas acho realmente difícil o show desistir de Lawton.

Com a morte da prefeita caindo na conta do Arqueiro, acredito que teremos uma grande movimentação da polícia e a criação de uma força tarefa contra o vigilante. O nome do episódio seguinte é muito sugestivo e fácil demais tirar essa conclusão. Acontece que com a liga dos assassinos na cidade e os cosplay do Oliver soltos, até posso arriscar que a conclusão desse arco será feita através da tecnologia do Palmer transmitindo a luta de vários impostores contra o nosso herói para a cidade inteira. É a forma mais fácil de provar que não foi ele que matou todo mundo. Agora, a única vez que esse episódio me fez suar frio, foi quando tivemos a visão da Felicity através da mira do Maseo. Na boa, uma flechada na Loira e o Arqueiro vai pirar. Estou torcendo para que esse conflito com o Sarab seja a dica para trazerem a Tatsu para a história e a presença dela finalmente ser justificada através do surgimento da Katana. De qualquer forma a expectativa ainda continua e é alimentada com doses homeopáticas de esperança na trama.

ps1: Como assim o Oliver vence o Palmer, vira as costas e vai embora deixando o Roy desmaiado no local da luta. Na boa, que parceiro é esse?

ps2: A presença da Cupido só pode ser justificada através da tentativa de um alívio cômico no episódio.

ps3: Esquadrão Suicida desfalcado não traz a mesma emoção.

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