Olicity e explosão.
Galera, o episódio foi tão bom que precisamos de dois reviewers para falar sobre ele. Por isso, nada melhor do que chamar Isaque Criscuolo para fechar a temporada com maestria.
É uma tarefa difícil escrever sobre ‘Unthinkable’. As entrevistas com os roteiristas, produtores e atores, publicadas nas últimas semanas, criaram um clima de expectativa imensa e sem dúvida preparam o terreno para os acontecimentos épicos deste fim de temporada. Demoramos algum tempo para processar as informações deste 2×23, afinal foram muitas perguntas, insinuações e possibilidades para a próxima temporada. É chegado o tempo em que as teorias rolarão loucas nos comentários, fóruns e redes sociais por cinco meses até o retorno em Outubro. Ainda com o turbilhão de emoções, vamos ao texto?
O finale desta temporada, como dito nas reviews anteriores, foi projetado como uma espécie de ‘Arrow – The Movie’, dividido em três partes. ‘City Of Blood’, ‘Streets Of Fire’ e ‘Unthinkable’ devem ser pensados e analisados como um todo. Nesta terceira parte do show, vimos algumas questões se desenvolverem para criar um clima ainda mais tenso. O que vai acontecer agora? Como Roy vai lutar sem Mirakuru? E Sara? E Laurel? E Slade e sua trupe? E Amanda Waller? Muitas perguntas a serem respondidas em quarenta minutos, mas que foram muito bem desenvolvidas pelo roteiro que, como ao longo da temporada, não decepcionou.
Quando nossos sensores apontaram para Nyssa Ratko em ‘Seeing Red’, as imagens promocionais confirmaram a presença da perigosa Herdeira do Demônio e sua turma de Assassinos. Como todo grupo mercenário que se valoriza, nada é feito sem custo. É assim que descobrimos que a Canarinha Loira Sofrida vendeu seu corpo a Nyssa, prometendo retornar para Nanda Parbat. Ficamos aqui achando que ela estava fazendo um sacrifício, mas a verdade é que ela já sentia a falta da flecha de sua Mulher de Preto. Tudo indica que a Flecha Verde não é tão interessante como parece ser. Se ao longo da temporada, assim como Oliver, Sara deixou de ser uma assassina para se tornar uma heroína e inspirar sua irmã, qual o sentido de voltar a fazer parte da Liga? Não há dúvidas de que existam planos por trás desse retorno da personagem à Liga, afinal ela se tornou regular na terceira temporada, mas isso indica que teremos Ras’Al Ghul finalmente nos agraciando com sua presença física? Ficaríamos MUITO felizes se o grande vilão da temporada fosse Rasinho Guloso, aliado a Malcolm Merlyn e seu mais novo orgulho: Thea Merlyn Motherfucker.
Falando em Thea, a carta que ela deixou para o desmiracurado Roy nos levou ao orgasmo (EIKE DELÍCIA!). Principalmente quando ela enfatiza que fará de tudo para ser forte. A dúvida que fica é se Roy será o Arqueiro Vermelho ou Arsenal. Andrew Kreisberg, um dos produtores da série, disse que o personagem caminharia para se tornar o vilão, mas não faz sentido com a adoção da nova máscara. Entretanto, como já nos foi provado que qualquer mocinho pode virar a casaca, temos que esperar para ver se é a verdade ou foi apenas uma jogada para despistar as pessoas da verdadeira história. Por fim, estamos orgulhosos que a carta enviada por Douglas Viana aos roteiristas com a sugestão do destino da herdeira Merlyn tenha sido aceita.
Ainda falando de Thea, essa lynda comeu o pão que o diabo amassou, só ouviu mentiras de todos os que ama(va), perdeu a Mãe Dissimulada e agora vai se unir ao Papai Mago Cheio de Botox para se tornar a discípula mais foda de toda essa série. Já imaginaram essa menina revoltada, sem a Flecha Vermelha do namorado, voltando para se vingar? Não há Ras’Al Ghul, DeathStroke ou Amanda Waller que a segure. Vai ser bapho em Família! Prepara o elevador e faz a Beyoncé, minha gentchy!
Agora, caros leitores, um minuto de silêncio dramático (Isaque está rouco de tanto ter gritado neste episódio) para a cena que fez todos os Olicitys caírem duros. É neste momento que este texto escrito em dupla se bifurca em duas opiniões: uma racional e outra passional.
Eu, Douglas, por um momento pensei que os roteiristas haviam estragado ‘Unthinkable’ quando ouvi o ‘i Love you’. Sou contra Olicity por acreditar na filosofia de que “onde se ganha o pão não se come a carne (com exceção para carne de primeiríssima, porque aí não dá para resistir)”. Não estou dizendo que Felicity não seja excelente para um momento íntimo, mas a cena estava totalmente fora de contexto. Uma declaração de amor naquela situação é nada mais do que ceder à pressão dos fãs. Sinceramente pensei que era uma derrapada grave, mas nesta minha ingenuidade, esqueci completamente das câmeras que Slade Motherfucker Wilson havia colocado na Mansão Queen. Foi bom rir de mim mesmo quando Felicity injetou a cura do Mirakuru no pescoço de DeathStroke. Reviravolta justa…
Eu, Isaque, surtei, gritei, quase morri com a declaração de Oliver Maravilhoso Queen para Felicity Linda Smoak. Justo eu que nunca fui defensor de Olicity, estava ali, vibrando com milhares de outros fãs ao longo do planeta por aquele momento marcante e decisivo. Confesso que fiquei frustrado ao descobrir que tudo não passava de um plano maior, mas será mesmo que o que Oliver diz com tanta verdade para Felicity é somente parte de um plano? Não há nem um pouco de sentimento entre os dois? Infelizmente, essa jogada dos roteiristas me soou muito mais como forma de agradecer aos fãs que gastam horas nos fóruns e redes sociais shippando o casal do que efetivamente criar uma relação que ultrapassa o platônico. Assim como Chloe e Clark em Smallville, nada vai acontecer de concreto. Oliver é da Laurel e Laurel é do Oliver, infelizmente. Surpresa seria se os roteiristas fugissem da estrutura clássica dos quadrinhos e sambassem nas nossas caras com uma reviravolta (dessas já comuns na série). Meu lado agora explítico de Olicity fica gritando por isso. Posso dizer que sou, oficialmente, um membro do Team Olicity. Muah!
Em relação ao Mirakuru, gostaríamos que a teoria do Douglas Viana estivesse correta. A princípio pensamos que a cura poderia ser temporária, o que daria brechas para que Roy voltasse a ter poderes e o Slade escapasse de Lian Yu, mas se isso fosse verdade, o que aconteceria com os soldados do exército de DeathStroke? Talvez o tempo de exposição à droga (como dito pelo leitor Coruja, o elegante nos comentários da ultima review) seja o X da questão. Será que a trama do Mirakuru voltará na terceira temporada para um episódio filler?
Na review passada, como respondido nos comentários, a pergunta correta a se fazer não era “Quem Oliver Queen ama?”, mas quem Slade acreditava ser o tal amor do Arqueiro. Já estava claro que Sara não seria a escolhida pelo vilão e foi muito interessante ver Felicity e Laurel lado a lado. O que será que teria acontecido se uma das duas tivesse morrido? Seria a festa do Team Olicity ou do Team Lauriver? De qualquer forma, ficaram incógnitas pertinentes para a próxima temporada: Laurel irá sustentar o Rainha? O que ele disse para Felicity tem uma ponta de verdade? Teremos pegas? TOMARANN!
A EPICificidade do episódio atingiu níveis sublimes e só seria superada caso todo o Esquadrão Suicida fosse a campo. A mitologia da série cresce vertiginosamente, principalmente com Oliver e Amanda Waller em Hong Kong, agora finalmente conectada aos acontecimentos da ilha. Lembram quando Amanda surgiu nesta temporada e havia a dica dos sapatos? Não havia nada confirmado da relação entre os dois no passado. Agora o babadon vai ser certo! PARO SUA MOTO NA BR.

‘Unthinkable’ foi além do impensável, fechou com maestria a trilogia de episódios, além da temporada, e deixou as clássicas novas possibilidades para a próxima. A aparição do Flash abrirá ainda mais as possibilidades para o Universo DC com poderes e, quem sabe, a participação do Lanterna Verde. Nesta temporada Arrow conseguiu se consolidar como uma série que não tem medo de arriscar e nos faz surtar semana a semana, proporcionando entretenimento de ótima qualidade. Quanto à terceira temporada, vai ser difícil esperar cinco meses, mas o que fazer? O retorno valerá a pena.
P.S.1: Eu não poderia deixar de agradecer as críticas e paciência de todos. Este reviewer novato que vos fala aprendeu muito e se sente muito grato por ter escrito sobre uma série tão aclamada quanto Arrow. Foram dez reviews, contando com essa, e me esforcei para melhorar a cada uma delas. Destaco a leitora Fernanda (procurei um e-mail para pegar o nome completo, mas não encontrei) que marcou presença com seu comentários e opiniões bem colocadas, ao leitor Edujakel de quem eu aproveitei o apelido da Rochev na ultima review (formiga atômica) e ao Michel Arouca, editor do SM, por ter permitido que eu escrevesse para site e proporcionado essa grata experiência.
P.S.2: Pessoalmente, não haverá “ps” mais importante que esse em toda a temporada. Não poderia deixar de agradecer publicamente a Isaque Criscuolo que pacientemente analisou todas as minhas reviews. Corrigiu a gramática, deu dicas de texto e literalmente me ensinou (daí o apelido carinhoso de Teacher) a ser um reviewer. Esse cara – o qual ainda não conheço pessoalmente – completava com suas reviews a experiência de assistir Arrow, até que por a caso de leitor me transformei em reviewer e assim, em meu primeiro Season Finale, declaro a gratidão que possuo por essa pessoa. Agora e por todas as outras vezes que já te agradeci, Isaque, repito: muito obrigado!
P.S.3: Um bayjo do Isaque Criscuolo! <3














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