Uma vez que você deixar a escuridão entrar, ela nunca sai.

E aí galera? Beleza? Após uma analise e reanálise do episódio da semana – destacando que meu julgamento pode estar afetado pelo cansaço físico, afinal escrevo esta review num hotel, em Betim MG, após uma longa semana de trabalho em campo – não consegui entender o por quê desse episódio se chamar Birds of Prey. É óbvia a referência à série da HQ de 1995, que começou com a relação da Oráculo e ex-Batgirl, Bárbara Gordon, e a Canário Negro (HAAA, tá brincando?!). Depois da edição de número 56, a série ganhou a Caçadora como parte do elenco de heroínas (inclusive, no episódio o endereço do edifício onde ocorre o confronto final é uma homenagem ao escritor Gail Simone, responsável pela introdução da Caçadora nas Aves). As Aves de Rapina foi o primeiro time de Heroínas da DC que “combatiam o mal” eapesar de confrontos ideológicos e pequenas discussões entre as meninas, elas trabalhavam juntas. Ver a Caçadora e a Canário Negro lutando uma contra a outra e sem se conhecerem, não funcionou bem pra mim. Ao contrário do Suicide Squad (ainda continuo ouvindo a voz Deadshot) esse episódio não arremeteu ao grupo original de heroínas.

Pode ser que a temática base do episódio – Helena Bertinelli voltando a Starling City para matar o Pai – esteja um pouco gasta. Todos nós sabemos o motivo da mágoa da moça e a única surpresa nesse caso foi que a Caçadora usou de aliados (capangas?) para chegar ao seu objetivo. Eu realmente não esperava que a sala de espera do tribunal estaria cheia de ajudantes da Sra Bertinelli, porque para uma justiceira não faz sentido contratar mercenários.

É totalmente compreensível ver o Arqueiro questionando as suas habilidades como tutor. Apesar das atitudes egoístas do Oliver, eu realmente acho que não é exagero – nem é agir como advogado do personagem principal – dizer que ele está tentando impedir que os outros errem da mesma forma que ele errou. A incoerência é que ele mesmo precisou errar para aprender e pedir para que os outros não errem é limitar a aprendizagem a experiências conotativas. Não quero discutir aqui qual seria a melhor abordagem para um treinamento de herói, ou como impedir que sua namorada ex-assassina profissional não mate a psicopata que ameaça a irmã. Mas é a primeira vez que eu fiquei realmente incomodado com as atitudes dele. O cara pedir para que o Roy se afaste da Thea é uma grande prepotência. Será que ele não pensou que é no mínimo mais prudente ter um guarda costas inconstante do que não ter nenhum guarda costas? Principalmente quando um psicopata miracurado está atrás da sua família. Além de afastar a única ancora que o discípulo tem na sanidade. Sou capaz de apostar que nos próximos episódios o próprio Oliver se arrependerá de ter pedido para o Vermelho deixar sua irmã.

Aliás, falando no Roy, o nickname Speed foi usado nesse episódio na tentativa de alcançar o Sidekick durante o surto de raiva, já que a referência aqui se trata do apelido dado a Thea pelo Oliver na série. A recusa do Roy pode dar força a afirmação de Mark Guggenheim que ele usará o apelido de Arsenal em Arrow. Futuramente falaremos mais sobre isso. E prevejo que o mirakurufalará mais alto que imaginamos nas raízes desse personagem.

Assim que assisti o vídeo promocional do episódio, fiquei me perguntando o que os roteiristas fariam para colocar a Laurel no meio da bagunça. A tentativa do promotor cagão de tirar o corpo fora e lançar a advogada drogada aos leões até que foi interessante. E o desenvolvimento da personagem nesse episódio só dá mais força à teoria de escalada do poço da primogênita da família Lance. Já a interação dela com a Canário ficou a desejar. Sara deu várias pistas sobre sua identidade e mesmo assim não foi descoberta. Eu não sei por que a peruca e máscara da Sara funciona melhor que a máscara da Caçadora.

Assim eu me surpreendi com o fato de uma cena entre Felicity e Diggle (onde a Loira diz para a Canário chutar o traseiro da Caçadora) ter sido mais interessante pra mim do que todos os conflitos, dramas e questionamentos de todo o episódio. Na verdade quero até me desculpar com a galera que gostou do episódio e volto a dizer que o meu cansaço pode estar afetando meu julgamento, porque quando estou cansado eu fico chato. Só acho que a história do herói em formação está cansando todo mundo e já passou da hora do Oliver ser uma pouco mais assertivo. No desenvolvimento da trama da ilha, estamos vendo que o cara comeu o pão que o Diabo-Slade amassou – aliás, achei que não explicariam a tatuagem, só não sei porque tatuaria alguém para o resto da vida se eu pretendo matá-lo daqui a pouco – e como a personalidade dele foi forjada. Para alguém que já escalou a montanha Wilson uma vez, acho que a única pressão que sobra é o medo pelas pessoas que se ama e é justamente isso que faz a diferença na formação do herói. Algo que era diferente na ilha. Mesmo que por um tempo Oliver teve Sara e Shado como porto seguro, a preocupação com alguém estava em uma escala muito menor do que em Starling City.

Com Thea sob o domínio de um homem de meia idade com fama de gostar de novinhas (e não digo isso apenas pela Shado, Slade Wilson manteve um romance com a Terra na HQ dos Jovens Titãns) nós terminamos esse episódio. Acredito que a Caçadora poderá ser usada no futuro como uma aliada, gosto da Jessica de Gouw e agora com a moça arrependida uma aparição para a redenção seria bem vinda. O próximo me empolga só pelo nome e poderá ser a continuação da tensão gerada com “The promisse”. Por fim o episódio foi bom para o desenvolvimento de Laurel e deixou um ótimo cliffhanger para o “Deathstroke”.

ps1: Por que o Oliver não aproveitou que a Hellena estava na cidade a convidou para um menage? Aposto que a Sara não iria se opor.

ps2: Ao contrário do especulado, não foi a Caçadora que nocauteou o Diggle em The promisse.

ps3: A habilidade do Roy de pegar mulher é inversamente proporcional a capacidade de se controlar.

ps4: Palmas para os socos do Mr. Lance.

ps5: O que foi aquele lenço saindo da manga da Canário!?!?

ps6: O nome do personagem do Capitão da SWAT já foi usado como um agente de Oliver Queen em Smallvile.

ps7: Eu realmente preciso dormir agora. Boa noite.

P.S. Gente, até quando Quentin Lance vai acreditar na palhaçada de Oliver não ser o Arqueiro? PORFAVOOOOOOR! By Isaque Criscuolo.

P.S.2. Roendo as unhas porque a Cházinha Maravilha vai sofrer! by Isaque Criscuolo

P.S.3. Apoio Laurel Lance Evil! o/ by Isaque Criscuolo

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