Olhando para uma mente conturbada.

O que dizer sobre este episódio? Poderia ficar aqui falando sobre como foi boa a atuação do Manu Bennett ou elogiar as cenas da preparação do Oliver na ilha. Ou ainda enfatizar o fato de que foi a primeira vez que o capuz foi usado pelo protagonista e colocar nas alturas os roteiristas e editores por um episódio tão bem construído. Mas, no fim, a única coisa que deve ser dita é que o episódio foi PHODA. Foi ótimo!‘The Promise’ cumpriu a promessa feita para nós espectadores.

O ritmo cadenciado, alternando entre o desenvolvimento da tomada do cargueiro na ilha e o diálogo na mansão dos Queens,foi perfeito para o episódio. Enquanto eu assistia o Sr. Wilson metralhar o Oliver com indiretas, ficava curioso como as coisas se desenvolveriam na ilha; e enquanto assistia o desenrolar do plot na ilha, ficava ansioso pelos acontecimentos no presente. Isso foi umas das características que mais me agradaram em The Promise. A edição do episódio conseguiu manter o clima de tensão o tempo todo, sem falar na alternância de papéis do Slade, hora como ameaça, hora como companheiro, até culminar como inimigo em ambas as linhas narrativas.

O plano para a tomada do cargueiro foi muito interessante. Eu realmente não sei se picrotoxina pode neutralizar o soro da verdade, mas a jogada da Sara foi genial (destaque para a planta Cocculus indicus ser natural do sudeste da Asia). E podemos dizer que o senhor Oliver Jonas Queen é melhor ator que o Sthephen Amell. Aquela sensação de que tudo que tinha sido planejado havia ido para o ralo por conta de um tropeção – Ih velho, deu merda – permaneceu até o momento certo.

E falando sobre o plano da senhorita Sara Lance, analisemos: se imaginem como uma jovem sendo resgatada de um naufrágio por um cientista maluco que decidiu buscar a salvação da humanidade. Esse cientista não se preocupa com nenhuma ética profissional e não mede esforços para atingir seus objetivos. O barco utilizado possui um rádio funcionando, botes salva vida e meios suficientes para entrar em contato com sua família ou outros que poderiam lhe levar sã e salva para a casa. O que você faria? Ludibriaria o maluco e ligaria para algum salvador? Não! Você aproveita a estadia no barco e aprende bioquímica por um ano inteiro e de vez em quando ajuda em uma ou outra sessão de tortura. Na boa?! Os conhecimentos adquiridos pela moça tem seu valor sim, mas quem em plena consciência de seus atos escolheria permanecer morta para a família e ajudar um completo desconhecido – salvador sim, mas visivelmente perturbado – em uma busca sem sentido? Isso me ocorreu por conta da demonstração de habilidade laboratorial da moça nos últimos dois episódios. E sinceramente não tenho resposta. Só acho que a caçula da família Lance se sentiu tão culpada por ter traído a irmã que simplesmente achou melhor ficar no cargueiro do terror do que voltar pra casa. A declaração dela em The Promise, que preferiria ser lembrada de como ela era antes do naufrágio, pode nos apontar duas direções: ou ela se arrepende de ter ajudado o Dr. Ivo e acha que a moça espevitada é melhor do que a aspirante a gênio do mal ou as experiências no cargueiro a mudaram tanto que agora ela teria medo de quem havia se tornado. De qualquer forma, acho que vale a reflexão.

Já sabemos que o Dr. Anthony Ivo é personagem originalmente criado como inimigo da liga a justiça e que Amazo, o nome do cargueiro, é uma referência ao nome do androide construído por ele para combater a Liga. O interessante é que nos quadrinhos o cientista maluco é um dos 13 imortais que andam sobre a terra e conseguiu a imortalidade através de um soro sintetizado pelo próprio. No último episódio ficamos sabendo que a verdadeira motivação de Anthony é encontrar a cura para sua esposa, que sofre de uma doença, provavelmente de cunho degenerativoporque a moça pareceu não se lembrar dele. Ainda não sabemos como Ivo irá morrerou se Slade realmente o matará (por um momento achei que minha previsão de que o Deathstroke iria cortar a cabeça do cara se concretizaria, mas não foi dessa vez), porém se o Ivo conseguir criar algumas derivações do Miracuru a partir das amostras que o Sr. Wilson melindrosamente guardou, então poderemos ter novos poderes na série e mais personagens adaptados dos quadrinhos. Eu ficaria muito feliz com isso.

A primeira ação conjunta do novo Team Arrow também não decepcionou. Foi muito legal ver a Sara coordenando as ações, o Roy se comportando direitinho, Diggle sendo sóbrio e assertivo como sempre e Felicity dando apoio do QG com direito a leituras térmicas (o legal é que nos quadrinhos do Arqueiro Verde nos Novos 52, a moça do suporte em informática do Oliver se chama Naomi e usa de sensores na máscara do Arqueiro para lhe passar informações em tempo real; as leituras de calor para a contagem de inimigos é a mais comum). O entrosamento do time foi perfeito e nem fiquei preocupado com a pancada que o Dig levou. Era previsível que o Slade não seria morto, então de boa.

Para quem começou dizendo que não tinha muito o que falar, ainda temos que pensar um pouco sobre os senhores Thomas Flynn e Hendrik Von Arnim:os mais novos habitantes de Lian Yu que tiveram destaque no episódio. O que posso dizer é que após uma pesquisa não encontrei nenhuma relação dos personagens com o universo DC (pelo menos não com esses nomes). Parece que Thomas Fynnfoi um reverendo real, que a meu ver pode ser apenas uma coincidência. Já sobre Hendrik, encontrei uma especulação em um site americano que fazia referência ao Dr. Heinrich Megala, um vilão do Firestorm e do Capitão Átomo nos Novos 52, mas devido às características do personagem apresentadas na série eu não acho que ele seja outro cientista maluco. Nos resta apenas esperar e ver o que o futuro aguarda para esses personagens.

Depois de uma breve olhada “no interior da mente” do Sr. Wilson, já sabemos um pouco mais sobre o plano do cara para fazer o Oliver sofrer. Não vou repetir tudo o que já disse em outro texto (publicado aqui) sobre a relação dos dois, só a declaração de que ele considera Oliver como irmão já resume tudo, além do fato da teoria do Sr. Isaque “The Teacher” Criscuolo, sobre o plano da Sara para matar o Ivo e a revelação de como aconteceu a morte da Shado para o Slade ter se cumprido mais ou menos da forma que esperávamos. A única coisa que eu jamais poderia prever é que o Deathstroke iria tomar o cargueiro e manter Oliver como cativo. O que nos leva a mais um plano de resgate!

Esta semana fomos agraciados com um vídeo de 3 minutos com cenas inéditas do restante da temporada, que nos mostra que os próximos acontecimentos na série serão de deixar qualquer um de boca aberta. Teremos mais uma semana de hiato e Arrow retorna dia 19 de março. Ao contrário do que falei na review anterior, sobre episódios de retorno, a série volta com o episódio que nos apresentará o Esquadrão Suicida e explodirá mentes. Sugiro que usemos essa semana para refletir e tomar um fôlego, porque vem chumbo grosso pela frente.

Ps1: Finalmente Roy no QG do time.

Ps2: Como Sara e Oliver colocam a caixa no fogo sem conferir o conteúdo?

Ps3: Slade me surpreendeu e controlou a raiva muito mais fácil do que eu esperava.

Ps4: Sou só eu ou alguém mais também acha que a Caity esta melhorando no quesito atuação?

Ps5: Oliver Queen precisa dar umas aulas de raciocínio lógico para o Quentin.

Ps6: Será que Ivo é o pai de Felicity Smoak? Se for, meu Brasil, vou ficar bem irritado, afinal parece que todo mundo de Starling City acaba parando em Lian Yu. PELAMOR! By Isaque Criscuolo

Ps7: AMAY Thea Queen Guia de Museu. Cada vez mais talento nessa lynda! By Isaque Criscuolo

Ps8: Corpinho mirradinho do Roy, néah? By Isaque Criscuolo

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