A cidade dos #Xatiados.
Não cansarei de dizer que Arrow é surpreendente. Os roteiristas desse drama crocante e estrelado chegaram de mansinho com essa segunda temporada, sem muitas promessas ou tramas grandiosas declaradas, e estão entregando um excelente trabalho. ‘Crucible’, ou ‘Prova de Fogo’ para os íntimos, foi um Baile de Samba e poderia ter sido mais surpreendente se Mark Pedowitz não tivesse estragado uma das ótimas surpresas dessa temporada, antes mesmo da estreia. Ainda assim, esse quarto capítulo não deixou a desejar. Eu explico…
Para quem não sabe, ainda esse ano, quando rolavam as coletivas de imprensa desta segunda temporada, o senhor presidente da CW, Mark Pedowitz (que provavelmente não assiste a série), divulgou que a Canário Negro era ninguém menos do que Sara Lance. Uns ficaram animados, outros querendo matar o cara, mas o fato é que essa revelação tirou parte da graça deste episódio. Ainda que eu quisesse estar com a mesma cara de chocado de Stephen Amell, mas não esteja exatamente, fiquei contente com a sambada de salto trinta na cara que foi esse capítulo. Não foi somente sobre revelações, camaradas! Sara Lance rodou, sambou e cantou como ninguém.
Falando em Sara, os holofotes estavam voltados para ela nesse episódio cômico, dramático e eletrizante. Foi Felicity quem deu a dica a Oliver de que talvez a Moça de Preto não estivesse atrás dele, mas de Dinah Laurel Lance. Seguindo a pista da loirinha mais genial desse universo estrelado, nosso Arqueiro amarrou a Canário em sua armadilha e ficou duplamente chocado. Primeiro por saber que ela era a Canário e segundo por saber que Sara está viva! Até aqui sabíamos que a Irmã Laurel não havia sobrevivido, mas ficou uma dúvida no ar com a busca da Mama Lance na temporada passada. Descobrimos então que Oliver e Sara se encontraram na ilha, participaram de uma dinâmica e, depois disso tudo, não sabiam se um ou outro estavam vivos. É ou não é uma coisa linda?

Linda também é Sara, que voltou, #xatiada, a Starling City para ver a família e sustentar um discurso feminista poderoso. Todos nós sabemos que tem muito mais por debaixo dessas penas negras, queridinha! TAMO DE OLHO! Nesse clima de desconfiança, queremos saber o que mais ela veio fazer na cidade, porque pretende continuar lutando contra o crime e qual foi seu passado perigoso com pessoas duras (UI!). Não ficou claro se ela está com medo de Oliver contar que está viva ou se estava esperando que ele já tivesse contado. Sabemos que, com isso, o drama da família Lance irá se intensificar.
Família Lance em jogo, Laurel e Quentin não estão se dando muito bem e nem mesmo a experiência de quase morte do episódio passado os aproximou. Laurel decidiu que vai viver perigosamente com álcool, drogas e direção irresponsável. Quentin não gostou da ideia e já tentou de tudo para ajudar a filha, inclusive fazer uma parceria com Ollie. Nosso ex-detetive (me nego a chama-lo de policial) também voltou aos Alcoólicos Anônimos para chorar as mágoas e desabafar o quanto está #xatiado pelo destino da filha. Todo esse drama é culpa do gene da família Lance que faz com que Laurel tenha uma predisposição ao alcoolismo.
No âmbito da genética, vimos que a família Lance não só tem fraqueza a álcool, mas a atua muito mal (Sara é PÉSSIMA NAS CARAS DE #xatiada). Laurel, coitada, que já não aguenta mais se afogar no trabalho, ouvir músicas depressivas no celular e tentar aceitar que foi a responsável pela morte de Tommy, se apega também à experiência mortal do episódio anterior para provar que está passando por maus momentos.
Nem mesmo Adam Donner, o chefe lindo e maravilhoso, todo trabalhado na sedussaum, conseguiu fazer com que a futura Canarinha tirasse o foco da taça de vinho. O ápice desse fundo do poço foi vê-la dar carteirada no Oficial Daily. Qual a necessidade disso, jovem? Eu sou Blogueira da Capricho, táhn? Não funcionou e, no fim do dia, vimos a versão Christiane F. de Starling City sendo colocada em ação. BITCH, PLEASE! NO DRAMA!

Por falar em ação, ela esteve presente no drama da semana, começando quando Oliver tentava parar os traficantes de armas no Glades e uma ótima Felicity fazia a Assistente Executiva mais eficiente do pedaço. Isabel Rochev (mal comida) exigia a presença de Ollie no jantar de arrecadação de fundos, enquanto Sebastian Blood e a Bêbaba Laurel, que encarou Felicity de cima abaixo, disputavam a atenção do Rainha.
No caso da semana, o Prefeito Xavier Reed, personagem criado exclusivamente para Arrow, resolveu criar o caos para governar o Glades sob a mira de uma arma. Trama fraca e sem graça que só serviu de cenário para desenvolver tramas mais importantes. Primeiro, a pobreza declarada de Oliver Queen, controlado por Rochev. Segundo, a parceria marota entre Ollie e Blood, o futuro prefeito. E, terceiro, a delícia de trama reveladora do Irmão Sangue (assista ao vídeo).
Nesse contexto, o Cash For Guns, que retirou mais de 800 armas do Glades, foi também cenário para novas amizades. O Trio Maravilha (Chá, Roy e Pecado) e os Brothers Sebastian e Oliver. Thea não ganhou muito destaque nesse episódio e resolveu bancar a simpática, não causar, e ainda ser compreensiva com seu boy de flecha vermelha. Quando há calmaria, meus lindos, é porque vem bomba pela frente… É só esperar. Achei que rolaria mais tensão entre Thea e Pecado, mas acho que veremos uma parceria crocante que colocará a Empresária da Realeza na linha de frente do fogo cruzado, gerando mais drama. SERÁ? Espero que sim!
Enquanto esperamos, nada melhor do que falar da supracitada amizade entre Blood e Queen. O grande tema de ‘Crucible’, meus caros, é a prova de fogo que algumas pessoas passam na vida. Para definir esse momento, eis a sabedoria do nosso futuro prefeito (todo trabalhado no PÉRIGON!):
~~~~ MOMENTO HENRIQUE HADDEFINIR~~~~
Arrow é uma série sobre sobrevivência e, portanto, explora uma narrativa onde os instintos mais básicos do ser humano são expostos na tela e ditam o futuro da trama. Sendo assim, nesse contexto evolucionista, é preciso passar pelas famosas ‘provas de fogo’. Existem dois tipos de pessoas que passam por elas. As que sobrevivem e se fortalecem (Oliver Queen, Katherine Pierce/Katerina Petrova e Sara Lance) e as que morrem (Yao Fei). Há ainda um terceiro tipo, mais complexamente interessante para a trama de Arrow: as que adoram a periculosidade..
~~~~ FIM DO MOMENTO HENRIQUE HADDEFINIR~~~~

E assim, camaradas, em clima de perigo, Sebastian deixou claro que está disposto a fazer de tudo para entrar no fogo cruzado de Starling City.
Voltando ao caso da semana, as referências aos quadrinhos estiveram presentes no nome da base militar de onde as armas do Prefeito eram tiradas. A Base Kirby é uma homenagem a Jack Kirby, escritor de quadrinhos famoso por criar personagens como Darkseid e Os Novos Deuses. Jack também já escreveu histórias do Arqueiro Verde e trabalhou para a Marvel.
Lembram que Xavier Reed é adotado? Um dos lares adotivos que passou, como bem pesquisou Felicity, é o Smythes. O nome é uma referência à personagem Banshee Prateada, cujo nome é Siobhan Smythe. Ela já apareceu em Smallville e tem como poderes o teletransporte e, literalmente, um grito mortal.
Falando em grito, hora de falarmos sobre o Grito do Canário. A origem desse poder, até onde se sabe, é uma maldição lançada na filha da Canário Original pelo Wizard, um dos inimigos da Socieda da Justiça da América (SJA). O grito fica incontrolável e se torna um problema para a Liga. Ela é colocada em sono induzido até que eles descubram uma cura e pans. Nessa história, a Canário Original descobre que está morrendo de envenenamento por radiação e consegue, com a ajuda de seus amigos, transferir sua mente para o corpo de sua filha, que já está com o poder do grito. Assim eles também explicam porque a Canário Negro é jovem enquanto seus colegas de time envelhecem.
Na arco ‘Crises nas Infinitas Terras’, temos duas personagens representando a Canário. Dinah Drake Lance, da SJA, e Dinah Laurel Lance, que luta com a Liga de Justiça e o Arqueiro Verde. Nesse universo, o poder do grito é transferido geneticamente de Mamis para filha. Felizmente é um poder controlado.
Em outro momento, Canário perde seu grito e entra para as Aves de Rapina usando um dispositivo supersônico. Ela o recupera com uma substância regenerativa. Nos Novos 52, o grito está de volta de forma mais potente.
Mais potente também está o Time Oliver, cuja dinâmica só cresce. Diggle e Felicity ganham cada vez mais autonomia em seus papéis e provam que são mais do que necessários dentro desse drama. Nesse episódio Diggle continuou brevemente sua trama ao retomar o contato com Lyla Michaels, sua fonte no governo. A busca pelo Deadshot chamará a atenção do Esquadrão Suicida e Amanda Waller em episódios futuros. É esperar para ver.
Precisamos também esperar pelo desenrolar da trama da ilha que, ao contrário das opiniões que tenho lido, está bastante interessante. Oliver encontrou Anatoli Knyazev, o líder da BRATVA, máfia russa, na cela ao lado e aprendeu que é forte o suficiente para continuar no barco. O Haitiano deu as caras como o Capitão e revelou informações importantes. O que me leva a perguntar: o que os Outros querem com os túmulos dos esqueletos deformados? Pelo que vimos, o Capitão não será o Amazo, a não ser que haja alguma surpresa. Os próximos capítulos revelarão!
Revelarão também o momento em que Sara contar a verdade para sua família e Oliver sair como o mentiroso da história. Será mais um motivo para afastá-lo de Laurel e é assim que o drama vai se sustentar. Enquanto isso, Canário Negro e Arqueiro tem tudo para dar certo, vide a dinâmica da troca de armas.
Por fim, ‘Crucible’, misturou momentos de humor com tensão, revelações, muito drama e um cliffhanger de tirar o fôlego (assista ao vídeo). As coisas estão agitadas na cidade e tudo só pode melhorar, incluindo a trama da Liga dos Assassinos no próximo episódio… Ansiedade define!
P.S. Sara pergunta a Oliver sobre Slade. Ai. Ai. Ai. Acho que teremos Exterminador no presente!
P.S.2. Lyla safadinha. Agora quer o corpo do Diggle! Perigon!
P.S.3. Sara não gostou de ser chamada de Bitch! #AhamSentaLá

P.S.4. Os caras usam a metralhadora e nenhum tiro pega nos vigilantes? PUFAVô!
P.S.5. Refizeram a cena do Queen’s Gambit! Yay!
P.S.6. Diggle: “Quanto mais segredos você tem, mais pesados eles ficam de carregar!” Oliver: “É POR ISSO QUE EU MALHO!”. #ChupaDiggle

P.S.7. A Torre do Relógio lembra a Watchtower de Smallville.
P.S.8. #FelicityRules

P.S.9. IRMÃO SANGUE:

P.S.10. Na review de ‘Broken Dolls’, a leitora Pat reparou que o navio Amazo é o mesmo navio que aparece afundado em ‘City Of Heroes’.

EXTRAS
1 – O Acelerador de Partículas de Central City foi novamente citado, camaradas! Os protestos continuam intensos e atingiram o ápice com a prisão de cinco manifestantes. Brasil feelings!
2 – Lembram que em Salvation, quando a Mama Laurel acredita que Sara está viva, ela tem uma foto de uma garota com boné? Neste episódio Sara usa boné. Absurda coincidência? O símbolo que aparece é o logo do Starling City Rockets.
3 – O cliffhanger desse episódio foi, sem dúvida, de explodir cérebros. Por alguns instantes achei que aquele era o Espantalho, vilão do Batman que aparece em Batman Begins e toca o terror com o gás do medo. Na verdade aquele é o Brother Blood, cuja máscara é inspirada na do personagem dos quadrinhos. Na review de ‘Identity’, escrevi sobre ele e sua seita demoníaca. O objetivo do personagem é criar um exército para salvar a cidade. Será que teremos um exército de freaks, oriundos de Smallville, que recebem injeção de kriptonita? Os motivos de Sebastian ainda não estão claros, mas já vale por essa sambada e a reviravolta da trama. Não achava que ele seria um vilão no sentido claro da coisa. Achava que seria um rival político para Oliver, assim como Isabel. Enfim…
QUOTES
“Quem te ensinou a se barbear, senhor?” SMOAK; Felicity.
“Você tem alguma história feliz?” SMOAK; Felicity.
Espaço do Leitor
Inauguro nesta review o Espaço do Leitor, onde você pode enviar sua teoria e/ou texto sobre as referências da série aos quadrinhos.
Hoje, Douglas Viana fala sobre Ra’s Al Ghul e sua relação com a série.
“As referências a Ra’s Al Ghul começaram com Malcolm Merlyn. Nas HQs, Merlyn é um arqueiro extremamente habilidoso que inspira Oliver Queen a praticar o arco e flecha. O personagem é uma criação do escritor Mike Friedrich, do artista Dick Dillin e arte-finalista Neal Adams. Apareceu pela primeira vez em Justice League of America # 94 (1971).
A história de Malcolm envolve a morte de sua esposa e o período em que esteve afastado de seu filho, Tommy (2 anos em Nanda Parbat). É claro que um executivo de Starling City não vira um Arqueiro ninja da noite para o dia. Ele precisou de 2 anos de treinamento.
No episódio ‘Dead To Rights’, quando Malcolm revela para Tommy que em sua reclusão conheceu um homem que abriu seus olhos, tive a certeza de que era Ra’s Al Ghul e que a Liga dos Assassinos estaria presente em Arrow.
Diferente de outros vilões do universo DC, Ra’s Al Ghul não possui ideais egoístas ou busca o benefício próprio. O personagem apareceu pela primeira vez na edição 232 da HQ do Batman, em 1971. Egomaníaco, se considera “o homem capaz de guiar a humanidade” e além de ser ótimo esgrimista e alquimista, procura salvar a humanidade de uma catástrofe ambiental muito provável a seus olhos, relacionada a superpopulação. Por isso o cara é tarado por genocídio. Aí fazemos referência a articulação do plano de soterramento do Glades. O plano é a cara da Liga das Sombras. Reduzir a população de cidades repletas de corruptos é o passatempo preferido de Ra’s Al Ghul.
Acredito que podemos esperar um Ra’s Al Ghul parecido com o apresentado na trilogia do Batman de Nolan. Nas HQs o cara tem o poder de retornar a vida graças ao poço de Lázaro e, por conta disso, deve ter em torno de uns 300 a 500 anos (nascido entre o século XV e XVII), o que não condiz com a série.”.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Nas quatro semanas que passaram, conclui que produzir um vídeo por semana é muito puxado, principalmente para quem faz isso nas horas vagas. Portanto, não vou mais produzir vídeos semanais. Calma, ainda farei vídeos sobre a série. Estou buscando um novo formato, uma nova dinâmica de produção que não seja tão puxada e que abra espaço para uma edição mais caprichada. Talvez algo mais baseado nos quadrinhos ou em assuntos com mais fôlego. Um a cada quinze dias ou um por mês, ainda não sei. Conto com vocês para receber sugestões! Assim que tiver algo concreto, vocês saberão. Muito Obrigado a todos pelo apoio e feedbacks!














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