
Estou a um passo de dizer que American Horror Story é a estreia mais ousada e bacana da temporada 2011. E vocês?
Spoilers Abaixo:
Segundo a médium Billie Dean, o desaparecimento dos 117 colonos que desbravaram o Novo Mundo já teria uma explicação e uma solução muito clara. Embora a lenda não fale muita coisa a respeito de si mesma, para a paranormal os problemas da família Harmon já estariam totalmente resolvidos. Fogo e sangue, e fé, e uma palavra mágica, como nos bons filmes de fantasia. O problema é que os efeitos de Croatoan voltaram-se contra o feiticeiro. A palavra não expulsa demônios, ao menos não naquela fantástica moradia.
Birth começa com um teaser confuso. Tate volta ao centro de tudo e nessa seqüência inicial o que o roteiro quer é dizer que os sentimentos dele por Violet são, em primeira instância, verdadeiros. Esse é então, o prenúncio do que vamos ver pela frente e que se baseia única e exclusivamente na perda.
Curioso notar que em Birth nada realmente nasce. Na própria American Horror Story, nada nasce de verdade. Mesmo o que nasce, veio do que já está morto. Pode ser que não termos visto o rosto do bebê de Tate seja só uma provocação, mas de fato esse parto dificilmente produziria naturalidade. A criança é fruto de sêmem espectral e foi trazida ao mundo por mãos espectrais. A disputa por ela permanece obscura pra mim, mas pelo jeito só no season finale (pertinho do Natal e de suas analogias sobre o nascimento) é que vamos entender o que está sendo pretendido.
A melhor coisa sobre a série continua sendo a mitologia, que a cada semana fica mais e mais deliciosa. O episódio começando com Violet sendo arrastada para fora é uma prova disso. O pai não sabe que ela morreu, mas ela e nós sabemos, então a tensão fica clara logo nos primeiros segundos, já que estamos aguardando ansiosos pelo momento em que a menina não vai conseguir mais driblar essa situação.
Riqueza mitológica que provoca sagacidades divertidas, como no diálogo entre Tate e o loirão que parece o Eric de True Blood. Na cena, eles falam sobre esperar o Halloween para sair e transar com outros, sobre como Tate o matou, sobre serem fantasmas, mas viverem sob uma realidade peculiar… Enfim, riqueza mitológica pura. A série construiu seu terreno, suas diretrizes, e o que elas têm de fantásticas, têm de sedutoras. Mesmo que tudo ainda pareça ter ido um pouco longe demais (fantasmas sangram, comem, bebem, fumam, gozam…), fomos informados que ali a coisa é diferente e se expande de maneira única. Ainda não sei se o finale vai nos explicar todas essas coisas, mas ao contrário do que poderia acontecer, elas não me aborrecem nem um pouco. Só me deixam mais intrigado.
Vivos ali agora, só Constance e Ben. E mesmo que a estatística sobrenatural continue crescendo, a morte de Vivien fazia sentido e eu já esperava. Ninguém que dê a luz ao filho de um fantasma pode sair viva dessa experiência. E mesmo não tendo gostado nada daquela edição bagunçada com imagens do nascimento de Violet, entendo a dinâmica. A menina estava muito focada em sua nova realidade e transitou perfeitamente pelos extremos do episódio. Ponto para ela. Violet cresceu muito depois de morta e sua cena final com Tate garantiu profundidade para o momento.
Não se pode dizer muito sobre o episódio dessa semana, porque os efeitos de Birth, só veremos em Afterbirth. Fica nessa semana a ótima sensação de que caminhamos para um final coerente, de que a série se redimiu do piloto mal dirigido, e de que estamos diante da trama mais original (e olha que incrível falarmos de originalidade em algo que nasceu apadrinhado pelo clichê) e inteligente dessa temporada.
Diários de Addy em Flashback: Chad para Constance: Parir significa tudo? Por isso sempre esbarro com um dos seus filhos mortos pela casa.
Diários de Addy em Flashback 2: Bacana demais Chad dizendo que ia esperar os bebês chegarem a um ano e meio e depois os sufocaria com um travesseiro. Assim ficariam fofos pra sempre. Aliás, Zachary Quinto é bom, hein. O episódio estava cheio daquela consciência “estou morto, mas posso tantas coisas” que eu adoro.
Dários de Addy em Flashback 3: E a população fantasma da casa só aumentando… Arriscam uma conta? Tate, Moira, Hayden, As enfermeiras, Os garotos gêmeos, Os primeiros moradores, Chad e o namorado, Beau, O marido de Constance, O namorado de Constance, Violet e agora Vivien. Esqueci alguém?














