
Odeio quando estou quase desistindo de uma série, e ela começa a me provocar com pequenas reviravoltas.
Spoilers Abaixo:
Que fique bem claro que não é nada digno de prêmio. O que Alcatraz fez essa semana foi apenas soltar, como sempre, uma meia revelação que tem o propósito de nos fazer acreditar que a coisa engrena. Como fazem toda semana aliás, com a diferença de que agora, o episódio foi menos enfadonho que na semana passada.
Estou tendo bastante dificuldade em continuar, é bem verdade. O atraso da review, ao contrário do que acontece geralmente, foi pura negligência. Fui deixando pra depois, pra depois… Sempre achando que não ia ver nada que tornasse a experiência menos cansativa.
Tivemos uma ligeira melhora. O caso da semana foi um pouco mais interessante e mesmo que o elenco principal continue não ajudando em nada, pelo menos não deu sono dessa vez. Até porque Jack Bender tira leite de pedra, pelo jeito.
Clarence Montgomery foi um exemplo bem-vindo de prisioneiro inocente. Sempre achei que talvez Alcatraz ficasse mais bacana se essa coisa toda de ida para o futuro representasse uma oportunidade genuína para alguém que teria a chance de consertar pendências. Talvez um prisioneiro que se unisse ao elenco fixo, desvendo um quebra-cabeça da própria vida pregressa. Ao contrário disso, o que temos é a mesma dinâmica incansável de “prisioneiro reproduz crimes no presente”. Sem absolutamente nenhuma inovação. Acho que Clarence teria servido bem a outros propósitos, se tivesse chance. Até porque, esse episódio teve momentos potenciais, como toda aquela questão envolvendo a comida feita pelos negros, para os brancos.
Entretanto, sua inocência virou culpa por conta da lavagem cerebral do Dr.Beau. Acredito que o tal projeto precisasse de alguém com os talentos de Clarence, então transformaram seu suposto crime em uma realidade. Não deixa de ser triste, se a série fosse mesmo capaz de gerar algum envolvimento.
O melhor a respeito dessa semana é a revelação quase tosca de que o experimento com o sangue dos prisioneiros era uma espécie de fundição radioativa que voltava para a corrente com algum desconhecido propósito. Espero sinceramente que essa não seja a grande ferramenta mitológica que conduzirá a trama, porque vou ficar bem desapontado.
Ainda assim, mais vale uma ousadia dramatúrgica ao completo descaso. Descaso esse que os roteiristas continuam tendo com o elenco. Rebbeca, Soto e Hausen estão perto de faturarem a estatueta da completa inércia televisiva. São inexpressivos, maçantes, nada críveis. E pioram muito a situação do programa.
Eu tenho certeza absoluta que até o final da temporada, nada veremos além do que vimos nesse episódio. Para essa velocidade nível tartaruga com a qual eles andam, esse capítulo deve ter representado uma aceleração máxima. Sinto um cheiro podre de embolação a caminho.
Rezando para estar errado. Rezando para que a semana com Alcatraz seja dona da minha admiração, e não do meu desprezo.
Para o Pátio: Jack Bender, o diretor que deixa Alcatraz até assistível.
Para o Pátio: Torço para Jorge Garcia ter a mesma sorte com as mulheres que tem na televisão.
Para a Solitária: Como pode Soto sempre saber tudo? Me incomoda muito isso…
Para a Solitária: Ceninha bosta aquela de Soto no computador narrando tudo que ele fazia… Porque nós, claro, não temos a capacidade de entender.












