Um exemplo de equilíbrio.
Mais uma vez tenho que demonstrar minha satisfação ao assistir esta série após algum tempo de tormenta. E como é bom ver a interação de Leonard, Sheldon, Raj e Howard afiada novamente. Não pude deixar de me identificar com a sequência inicial, onde eles têm a discussão sobre atividades físicas e gostaria muito de ter a criatividade de Howie pra burlar seus exercícios. Mas claro que melhor ainda foi a aula de esgrima que Kripke ministrou aos quatro. Mais uma vez fomos inundados com referências, desde Alice, passando por GoT, até Star Wars, e como fico satisfeito em ver que a produção da série parou de jogar piadas soltas e sem sentido nos episódios e conseguiu voltar a incluí-las no contexto da série.
Outro ponto alto do episódio foi o dos momentos no bar de esportes, considerando que após a primeira bolha somos todos atletas. A bad vibe de Sheldon, ainda mais após três goles de cerveja, foi um prato cheio para ótimos momentos, incluindo uma cantada numa mulher aleatória usando nada mais, nada menos que uma referência de Pokémon. Ainda não sei como ela resistiu a tamanho charme. Porém havemos de considerar ele ter praticamente chamado a amiga dela de palhaça um bom motivo para a recusa, tanto dela quanto da vovó ali junto.
Mas o que mais me chamou atenção no episódio e me deixou muito feliz com o desenrolar dos plots, foi justamente quando a série incluiu um momento direcionado ao relacionamento de Sheldon e Amy. Sou defensor ferrenho do estilo mais voltado às primeiras temporadas, como descrevi nos parágrafos anteriores, mas o que faz The Big Bang Theory demonstrar que está adquirindo maturidade é justamente o contraponto. A série tem conseguido balancear os momentos mais voltados ao clássico e de essência do show, com as tramas mais atuais, desenvolvidas com mais força nos últimos anos, como as dos relacionamentos (ainda falta um pouco do Raj, mas tenhamos paciência pois o caminho é o certo). A cena entre Sheldon e Amy no corredor foi engraçada e tocante, sem soar forçada em momento algum.
Berry não é dos personagens que mais gosto na série, portanto, não crio muita expectativa quando ele aparece, mas confesso que esperava um pouco mais do triângulo Shamy+Kripke, afinal, antes de Sheldon e Amy voltarem a ficar juntos (alguém duvida que reatarão?), a série precisa colocar um pouco mais de conflito na situação. Por outro lado, gosto da utilização mais frequente de Stuart, ainda mais envolvido com o núcleo feminino. Sua busca frustrada ao público feminino para a loja através de suas estratégias absurdas renderam bons momentos ao episódio (como nunca alguém pensou numa área para amamentação numa loja de quadrinhos?).
A maior alegria desta semana em The Big Bang Theory foi justamente quando percebi que as piadas nem tão engraçadas assim (por favor, piada de proctologista? É Zorra Total? Praça é Nossa?) ficaram de lado pois o resto funcionou tão bem que nem deu pra esboçar algum desânimo relacionado a elas. Acredito realmente que estamos diante de um ressurgimento da série e que, após alguns anos difíceis, teremos uma temporada digna e boa perspectiva de um futuro próximo.
En garde #1 Preciso ver Leonard comemorando com sua scrabble dance.
En garde #2 Stuart realmente não pisca?
En garde #3 Lembrem-se de manter sempre consigo uma luva para o caso de insultarem sua honra.
En garde #4 E marquem no calendário o dia do duelo entre Sheldon e Barry. Será épico!












