E esse foi o episódio-documentário de Grey’s Anatomy!

Spoilers Abaixo:

O formato pode não ser novo, sitcoms são os especialistas nisso e esse ano até surgiu My Generation, um drama estrangeiro adaptado pela ABC e que durou apenas dois episódios propunha-se aos já rodados episódios-documentários, mas foi Grey’s Anatomy em sua sétima temporada mostrou com se faz.

Talvez esse tenha sido o melhor episódio da temporada até o momento, ou se não foi com toda certeza entra em seu top 3. O episódio foi algo fresco, não me lembro de ter visto nenhum outro episódio-documentário em uma série dramática médica, ER teve seu episódio ao vivo, mas só Grey’s Anatomy teve seu episódio-documentário.

Contudo, comparar Grey’s Anatomy a ER pode não ser algo tão bom, pois ER foi uma série que terminou cansada, durou quinze temporadas, das quais o elenco foi mudado inúmeras vezes e com isso a série perdeu fãs (assim como ganhou, em números bem menores), foi esquecida e até chegou a ter um final honrável, cheio de saudosismo, mas isso após 15 temporadas. Shonda Rhimes vai ter que ter um jogo de cintura incrível para criar uma arvore genealógica cheia de médicos da Família Grey, não? Já que pode existir a Lexie, mas até quando? Mas voltando para o documentário…

É claro que ‘These Arms of Mine’ é um episódio que dividirá opiniões, alguns, assim como eu, amarão e outros odiarão, mas é certeza que ela não passará esquecido, assim como nunca esqueceremos Alex Karev cantando Wouldn`t Change A Thing e não a Kylie Minogue, mas sim a do Camp Rock, filme da Demi Lovato, que já participou da série inclusive.

O episódio pareceu ser feito para o Karev. Esse foi mais um daqueles episódios para apontar que dentro do bad boy existe um garoto bonzinho e feliz, que canta Camp Rock. Justin Chambers é um ótimo ator, e talvez seja um dos mais subestimados da série, mas sempre que ele ganha um bom roteiro, arrasa. E é bom vê-lo declarando que poderá optar pela pediatria, se a Addison ainda estivesse na série ou obstetrícia ainda fosse explorada, esse seria seu ramo, mas agora ele quer ser pediatra, o que “não é” um caminho tão diferente.

Outra personagem que teve bastante destaque no episódio foi Callie. Sarah Ramirez é genial! Foram ótimas as caras e bocas da atriz enquanto Callie estava ao lado do Dr. Hunt, Sloan e Shepherd ouvindo as besteiras que eles diziam. Ótimo também foi o mimimi da Callie dizendo que não iria para África pela Arizona, quando a Dra. Robbins estava indo sem pensar. Por fim, as duas foram juntas. Agora, a África é logo ali, não? Não.

‘These Arms of Mine’ foi um episódio cheio de detalhes, alguns ficam claro como a Lexie ser barrada o tempo todo pela segurança porque na sua carteirinha ela estava loira, dando um tempo de comédia ótimo para o episódio ou ainda o Chefe Richard puxando sardinha para o hospital, mostrando que ele está lutando pelo Seattle Grace, e dizendo que seus médicos são ótimos. Mas algumas coisas, que eu achei o máximo, como a Meredith maquiada para falar com a câmera, um toque sutil, mas que faz toda a diferença, pode ter passado despercebido, e essas coisas fizeram o episódio ainda melhor. Os pequenos detalhes.

O episódio foi marcado também pelo retorno da walk to remember, Mandy Moore, que estava sensacional, assim como no season finale passado. E Chandra Wilson arrasou ao seu lado. Esperava que a personagem da Mandy aparecesse mais, torna-se recorrente, afinal faltam pacientes assim em Grey’s Anatomy, que apareçam as vezes e indiquem que o hospital não é somente uma maquina de curar com total êxito, mas parafraseando um brilhante comentário que eu li por ai “A Mandy Moore sempre morre no final” e foi isso que aconteceu.

Quem apareceu neste episódio também foi à excelente Amanda Foreman, que já participou de um arco em Private Practice inclusive. Amanda interpretou a mulher do paciente que recebeu os braços transplantados, e esteve ótima. O caso em si foi ótimo. O casal de personagens era muito bom. Adorei a reação de ambos ao saber que o braço a ser transplantado tinha uma tatuagem, e eles não estarem nem aí.

Por fim, tivemos ótimos momentos entre Meredith e Cristina, como é regra na série. A temporada é das duas. Cristina ainda continua com suas seqüelas, medos e aflições. E como genialmente declarou ao fim do episódio, ou melhor, documentário: Ser um herói tem seu preço. E Cristina Yang está pagando.

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