Eis a notícia que eu não queria dar, especialmente no meu retorno como reviewer de Fringe: a série fez a sua pior audiência desde a estréia em setembro de 2008.
Spoilers abaixo!
Mas nem por isso devemos começar as despedidas. Afinal, a FOX sabia os riscos de colocá-la na hora mais competida do horário nobre americano e mesmo meio louca, a emissora não é burra. Então o que nós podemos fazer? Cruzar os dedos e esperar que os americanos optem por algo realmente bacana nas próximas semanas.
Enquanto isso, somos presenteados com tramas super consistentes e uma coisa que nós fãs pedíamos desde a primeira temporada: foco nos personagens secundários. Afinal, com tanta coisa que eles poderiam (e felizmente irão) render, seria um desperdício não fazer episódios como Earthling, assim como seria uma injustiça criticá-los só por serem casos comuns. Confesso que ainda assim, fiquei com medo de que eles fossem passar do limite. Proposto logo no começo da série, esse tal limite dizia claramente que a série não ia apelar para resoluções “alienígenas” e desde início apoiei. Um ano se passou e chegamos ao sexto episódio da segunda temporada com eles falando sobre um organismo espacial. Era de se esperar que eu ficasse com medo, mas, felizmente, isso acabou se provando bastante normal, além do fato de ser um grande empurrão no clima misterioso que certamente os roteiristas queriam passar ao episódio.
Do outro lado, temos o já citado desenvolvimento dos personagens secundários. Sempre gostei do Broyles e da atuação do Lance Riddick, portanto posso soar imparcial, mas simplesmente adorei o modo como trataram do assunto. Todo aquele bloqueio emocional veio da separação (que veio do seu vício em trabalhar) e em pequenos momentos, vide a cena inicial com o garotinho, vai se quebrando e mostrando um homem até agora desconhecido… E Sorridente. Também foi legal ver ele mantendo uma relação saudável com a mulher.
Tirando tudo isso que eu falei, sobra o trio de um modo que não poderia ser mais clássico. Walter louco e obcecado, o Peter das piadinhas prontas e ironia irritante, e a Olivia voltando a ser a mesma curiosa que meteu ela na Fringe Division.
Episódio impecável, mas que deixa um enorme gostinho de quero mais. Cadê o Observador falando? Cadê o Belly? Cadê o cara estranho do episódio quatro? Isso vai acumulando e pelo andar da carruagem, eles terão muito pouco tempo pra explicar. Por essas e outras que Fringe não pode criativamente se dar ao luxo de terminar nessa temporada, e todos nós esperamos que não.













