O assunto dublagem já foi abordado por mim superficialmente em dois outros textos aqui no blog (aqui e aqui) e de longe é o que mais provoca polêmica. Então nada mais interessante do que um post para tratar somente sobre essa questão. Afinal: qual o problema, se é que existe, com a dublagem?

Acho que nada poderia ser mais atual para nós do que esse tema. Além do mais hoje, segunda-feira é a estréia da série Dexter no canal RedeTV. Como muitos já previam (facilmente), ela será exibida dublada para o seu público. Antes de seguirmos, quero que vocês vejam essa propaganda feita pelo canal anunciando a série, para depois retomarmos a questão.

Viram? Então, se vocês sobreviveram a isto, cabe perguntar: o que nos irrita mesmo é a dublagem ou a dublagem mal feita? Acho que isto tem ficado um tanto confuso sempre que se debate essa questão. Nem toda dublagem é irritante e depreciativa em relação ao material original. Temos razões mesmo é para criticar as que não fazem jus a qualidade que conhecemos da série e a qual estamos acostumados (ou não?).

Eu já afirmei muitas vezes nos meus textos que não abro mão de assistir minhas séries no áudio original. Faço isso por dois motivos em especial: primeiro, porque gosto de treinar meu inglês e, em segundo, porque já me acostumei a escutá-las neste formato. Sei, no entanto, que um argumento mais usado é que no áudio original, o espectador consegue captar bem mais a qualidade da atuação do ator, além de por consequência extrair o tom exato de dramaticidade ou comédia da produção.

Não irei aqui ficar me repetindo em argumentos que expus em outros textos, então me permitam retomar a pergunta que fiz anteriormente. Eu, não sei vocês, quando era criança assistia meus desenhos e filmes dublados. Claro que meu senso de julgamento não era o melhor, mas conseguia me divertir, e isso é o que importava na época. Além do mais, hoje em dia, tenho que reconhecer o quão sou grato pelas dublagens de certas produções, que para mim são memoráveis e fizeram minha infância menos infeliz.

Um pouco de história: no Brasil, as dublagens começaram graças ao “desconhecido mais conhecido” dos brasileiros, o empresário Herbert Richers. Conhecedor dos estúdios de Hollywood, ele transitava nos estúdios Walt Disney, de quem era amigo, e sua amizade com ele o levou a conhecer o sistema de dublagens, já muito difundida em Hollywood. Trazendo de lá o conhecimento adquirido da dublagem como hoje se conhece, que passou a ser aplicado nos filmes exibidos na TV, resolvendo o grande problema das legendas, quase ilegíveis para a tecnologia da época (Via Wikipédia).

Posto isto, na minha humilde opinião, mesmo que eu não assista mais nada dublado, acho que este recurso é sim válido. Contudo, não tenho como negar que nós estamos corretos quando reclamamos de certas dublagens, porque elas são mesmo ruins. Mesmo com a profissionalização (em termos) do setor, ainda falta um salto maior na qualidade e cuidado com esse processo tão delicado e importante para a difusão em massa das produções estrangeiras.

Então, o mais correto e lógico a se fazer é começar a cobrar dos canais de TV (abertos ou pagos) dublagens boas e condizentes com o que vemos em tela. Que eles comecem  a respeitar seu público nos dando entretenimento de alto nível em um português aceitável. Eu acredito que isso seja possível. E você?

Artigo anteriorOne Tree Hill – 8X09/10: Between Raising Hell And Saving /Lists, Plans
Próximo artigoFringe – 3×08: Entrada