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House continua sua escalada (ou seria descida?) ao fim da temporada, e nesse penúltimo episódio, à primeira vista tudo estava perfeito. Mas para um pré season finale, Under My Skin foi inconstante demais.

Spoilers Abaixo:

A essa altura do campeonato, não é novidade pra ninguém que os casos estão sendo deixados um pouco de lado, para o episódio focar no elenco fixo da série. Por mais que no próximo tenhamos uma aparição mais conhecida (Carl Reiner, de Ocean’s 11), não acredito que esse quadro mudará mais esse ano. Como já havia previsto em reviews anteriores, ao que tudo indica o SF de House cairá para o lado, digamos, romântico da coisa.

Seguindo a linha do último episódio de ‘ei temos um sósia de alguém pra mostrar’, se no último tivemos um mini Matt Damon, nesse tivemos um mini Chase. Só que, dessa vez, acredito que a semelhança tenha sido intencional. E digo o porquê: logo no início, caso tenham a curiosidade de rever o episódio, o diretor do balé dá uma tirada ácida que serviria como uma dica sobre o relacionamento da paciente com o maestro. Claro que na hora ninguém percebe essa dica, mas considerando que o episódio foi cheio (até demais) de acontecimentos, acho perfeitamente possível que a aparência dos dois seja uma pequena dica sobre como o Chase estaria sendo enganado pela Cameron. E realmente estava.

Falando sobre isso, foi estranha a forma que essa situação do esperma foi introduzida (sem trocadilhos) na história. Simplesmente jogaram do nada no início do episódio, sem qualquer situação que servisse como ‘desculpa’ pra Cameron soltar aquela informação. Nem mesmo houve a preocupação pra fazer a personagem parecer um pouco pensativa, receosa de contar ou não. Pareceu que não tinham idéia de algum conflito para o casal, e inventaram essa situação em cima da hora.

Essa escorregada contrasta com algumas partes absolutamente simples (mas muito bem pensadas) do episódio, como a falta de piadas quando House passava pelo momento de negação à Amber, de forma que se mostrava concentrado demais até para zombar das mais bizarras situações envolvendo o caso.

Foi interessante também lembrar que a relação de camaradagem e humilhação de Wilson ainda está lá. Assim como os momentos sem sentido, como Amber tocando cavaquinho ou Foreman – ainda – se negando a admitir que não consegue resolver um caso sem a ajuda de House.

Coisas simples assim que fizeram a série ser adorada, e simplesmente não podem faltar em um episódio da série.

O que vem além disso é lucro. É lucro ver uma convulsão feita decentemente. É lucro ver a complexidade de um personagem que reconhece ser mais fraco que seus próprios desejos. É lucro quando uma série te convence que um sentimento pode ser um sintoma de uma doença.

Agora, é prejuízo jogar tudo isso na privada e focar um season finale nas (até então três) relações amorosas entre os médicos. Antes que digam que é machismo da minha parte, já me defendo: não é. Ataco tanto essa ‘abordagem’ pois considero que a utilização dela nos diz que as idéias estão acabando. E não precisa viajar muito pra perceber isso: essa própria cena que ilustra o review do episódio já foi vista nos primórdios da série. Não é a primeira vez que House passa por uma crise de abstinência, assim como também não é a primeira vez que House alucina… enfim, se isso não quer dizer que a série está precisando de idéias novas, eu não sei o que quer dizer então.

Fica então a expectativa pro season finale. Aguardo ansiosamente pra vir aqui semana que vem dizer que todas essas críticas estavam erradas e que House está melhor e mais criativo que nunca.

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