Drama familiar, mais um pouco de drama familiar.
E aí, o episódio foi bom? É inegável os avanços com a trama da temporada. Ray descobriu o composto que “mascara” metade do DNA dos Ghosts (sim, mascara, porque degradar metade do código genético de qualquer ser vivo afeta a síntese proteica e consequentemente todas as funções vitais do indivíduo), o mesmo composto que os deixa suscetíveis a vontade do Damien. Acabamos por descobrir que Andy Diggle esta vivo e é um dos Ghosts e tivemos a aproximação da HIVE na campanha de Oliver Queen. Mas e aí? A evolução da trama significa que o episódio foi bom?
Umas das características que mais me irrita em Arrow é o desrespeito com plots antigos seguidos de uma espécie de subscrição deles. Em vários outros episódios isso já aconteceu. O fato de homenagearem a morte da Sara com o nome da filha do Diggle e depois trazerem a personagem de volta, por exemplo. O próprio Manu Bennett deu declarações sobre isso após o ultimo episódio que interpretou o Deathstroke. Já nesse episódio desrespeitaram a memória de Floyd Lawton, o cara tinha tatuado no peito o nome de Andy, o que significa que o irmão de John havia sido morto pelo Deadshot. Lembrando que o Pistoleiro era um mercenário, exímio atirador e ainda usava Curare, um veneno poderosíssimo na sua munição. Isso retira completamente a possibilidade de que Floyd tenha falhado em matar, ou forjado a morte de Andy, o cara era muito orgulhoso de seu trabalho para permitir que alguém descobrisse que um alvo escapou ileso de seu tiro.
A única opção que explica a ressurreição do irmão do John é o fator místico. Damien Darhk o trouxe de volta após ordenar seu assassinato. O que reforça essa teoria são as próprias palavras do chefão, quando administrou as pílulas para seus novos empregados disse que o povo da cidade estava correto em chamá-los de fantasmas. Porém presumimos que eles não estão realmente mortos, já que usam uma capsula de cianeto para suicidarem assim que são capturados, então, o termo fantasma se aplicaria ao fato de não terem vontade própria. Sendo assim Andy Diggle foi ressuscitado (mais um para a lista do show) e permaneceu sob domínio da HIVE todo esse tempo. O que piora um pouco a situação é que o recém revivido foi morto enquanto trabalhava de segurança junto com o John. Provavelmente velaram seu corpo e o enterraram. Visitaram seu túmulo após o enterro e nunca reclamaram de violação após o sepultamento. A HIVE é fera, roubaram o carpo do cara sem a família perceber.
Há muitas lacunas nessa história – que até agora de bom só trouxe a atuação de David Ramsey – e espero que seja um dos pivôs na luta contra a HIVE. Provavelmente acompanharemos o resgate da personalidade de Andy, a partir daí usar o conhecimento do cara contra Damien, tomara que não coloquem o cara para se sacrificar durante uma missão e forjar uma redenção altruísta, não precisamos desse clichê aqui. De fato estou curioso para saber como lidarão com o ovelha negra da família Diggle, mas também um pouco decepcionado por terem revivido o cara. Algumas reviews atrás eu havia previsto que Andy era um ex. Ghost, errei temporalmente.
A abordagem de Damien para com Oliver mostra um pouco mais das intenções do vilão. Não sei se a dedução do Oliver, que uma cidade fantasma seria uma ótima base de operações para a HIVE faz sentido. Por um lado, transformar uma cidade ativa em uma de operações deve exigir uma quantidade considerável de recursos, portanto usar um centro urbano que já foi atacado suscetíveis vezes até faz sentido. Por outro lado, bater de frente com uma equipe de vigilantes pode ser consideravelmente prejudicial a seus planos. Tem que existir um outro motivo para justificar a escolha de Star City.
Então Malcolm queria que Thea fosse a nova Dexter da TV americana. A escória usaria de sua sede de sangue para eliminar a escória da cidade. Como ouvimos em uma produção cinematográfica nacional de alta relevância: Isso ia dar merda. Tudo bem o Malcolm querer ajudar a filha e viajar para escolher o alvo da moça, mas não duvido que o cara a usaria como assassina para que ela cumprisse alguns contratos da liga. Mas não será por aí que a moça irá se aventurar. Ela quer algo mais perigoso, mais ação, ela quer Damien a tocando e acabando com essa vontade doida que a consome. Não sei qual hipótese é a pior.
Já que Oliver resolveu que não se aliará ao vilão essa temporada e brigará na luz contra o representante da escuridão, nessa temporada não teremos maiores discussões no Team Arrow (um amém para isso). O discurso do candidato para prefeito foi uma declaração de guerra para Damien e as coisas podem esquentar agora. Acredito que podemos esperar atentados contra o futuro prefeito, ameaças veladas contra Thea e todo tipo de extorsão. Vamos ver se isso pega fogo de vez ou não.
Volto a perguntar para vocês se o episódio foi bom? Por que sinceramente não consigo responder essa pergunta. Ao mesmo tempo que pudemos numerar alguns pontos positivos e dizer que a trama avançou um pouco, eu tenho a impressão que não saímos do lugar. Normalmente eu guardo alguns apontamentos para os “PSs” mais é impossível não criticar as cenas de luta, que de tão ruins passam a incomodar. É adversário que espera para atacar quando o herói está de costas, gente armada que não atira pra poder levar o soco e por aí vai. Isso tira o brilho de qualquer série de ação. A boa notícia é que o crossover com Flash está chegando, então é só exercitar um pouco mais a paciência…
Ps1: Pode ser que o tom do texto soa um pouco mais ácido dessa vez, pode ser porque eu disse par mim mesmo que só assistiria Jéssica Jones após terminar a review…
Ps2: Falou, valeu, estou internado na Netflix se precisarem de mim.














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